julho 10, 2008

Ciririca Express (Baby)

Ataque fulminante realizado no Ciririca neste sábado. Eu, Alisson Miqueletto e Nilton Romano, todos integrantes da equipe de vendas da Território Mountain Shop, realizamos a caminhada neste sábado dia 26 de julho, partindo da Fazenda da Bolinha precisamente as 15:30.

Atingimos o ponto mais alto do Ciririca pouco antes das oito da noite, com um céu estreladíssimo. Lindo mar de nuvens perceptível na escuridão isolada do Ciririca. Sinais de lanterna observados desde o Pico Paraná, Caratuva, Tucum e Itapiroca. A temperatura ficou por volta dos 4 graus no cume.

É preciso levar em consideração que havia mais de quatro anos que não ia para esta montanha, e que após a metade da caminhada estava escuro, sendo a primeira vez que fiz esta trilha durante a noite. Ótimo treinamento para a Expedição Território Rarefeito – Andes 2009.

Deixamos o cume por volta das nove da noite e chegamos de volta na Fazenda da Bolinha pouco mais de uma da manhã.

Alguns dados obtidos no Suunto X6:

Ascensão total: 1795 m.
Ponto mais alto: 1697 m, às 19:51.
Ponto mais baixo: Fazenda da Bolinha, 924 m.
Altitudes: Cachoeira do Professor, 1064 m.
Última Chance, 1342 m.





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julho 08, 2008

Marins-Itaguaré

(publicado originalmente em agosto de 2006)

Sim! É uma das clássicas do montanhismo nacional! Então no intuito de ampliar nossos horizontes, muitas vezes limitados por questões de cunho financeiro ou profissional, lancei-me a esta expedição, palavra talvez um tanto pomposa para a empreita que pretendia realizar.

A caminhada entre os picos dos Marins e o do Itaguaré nada tem de excepcional em termos de dificuldades, seja de orientação, seja de preparo físico. Excepcional é o cenário lá encontrado, principalmente para um paranaense acostumado com a exuberância da Mata Atlântica que domina a maior parte de nossas trilhas serranas. Geralmente concluída em três dias, esta caminhada é realizada sob rocha e campo aberto, cenário de rara beleza.

A trilha é percorrida anualmente por algumas dúzias de dispostos montanhistas, felizardos em encontrar por aquelas serranias cumes quase virgens, vistas estonteantes, lances de escalaminhada capazes de fazer tremer os mais destemidos e sorrir os mais valentes.

A travessia é conhecida como Maringuaré ou ItaMar (conforme o sentido em que é realizada, claro), percorrendo os pontos mais altos da Serra da Picada, como é conhecido este trecho da Serra da Mantiqueira, região limítrofe entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais. Está situada situada nos municípios de Piquete e Cachoeira Paulista, para as bandas de São Paulo; e Marmelópolis e Passa Quatro, nas Minas Gerais. Observando-se o Maciço dos Marins desde o Vale do Paraíba (onde corre impassível a Via Dutra e repousa o caos decorrente de aglomerações urbanas em que as cidades se confundem umas com as outras), tem-se já alguma noção do que aquela montanha representa. Um amontoado de rochas elegantemente erguendo-se sobre as plácidas terras do interior paulista. Uma afilada crista une os Marins ao Itaguaré, recortando contra o céu uma legítima representação do que seria a caminhada.

Vamos a ela então. Porém é preciso retroceder um pouco no tempo para que tudo fique o mais claro possível para o leitor.

Havia algumas semanas que eu, juntamente com meus amigos Juliano (também conhecido como Pereira ou Juju) e Natan (este sem apelido que seja digno de ser citado), planejara esta caminhada que habitava meus sonhos há alguns anos. Tudo acertado com relação às datas e à logística, parti juntamente com o Pereira na sexta-feira dezessete de março de dois mil e seis rumo a São José dos Campos, terra de más lembranças, onde trocaríamos de ônibus rumo a Itajubá, nas Gerais. A idéia era encontrar o Natan no início da estrada de chão que nos levaria à base dos Marins. Natan estava na região havia alguns dias, percorrendo o Itatiaia. Por lá ele tentaria encontrar alguma condução que nos transportasse desde Itajubá até o Morro do Careca, já na casa dos 1800 metros de altitude e que nos evitasse tediosos dezoito quilometros de estradas rurais.

Partimos de Curitiba às nove e quarenta da noite carregados com rações para quatro dias chegando em São José dos Campos por volta das cinco e vinte da madrugada. Lá fomos informados que o ônibus para Itajubá não percorreria a estrada que queríamos. Esta condução fazia um caminho diferenciado que não nos deixaria no ponto desejado. Imprevisto! Porém, já sabedores que o Natan se encontrava em Cruzeiro e rumaria para Piquete onde tentaria um transporte para todos nós rumo ao Morro do Careca, resolvemos tomar um ônibus para Lorena, cidade vizinha de Piquete. Seriam mais duas horas e meia de viagem que na verdade provocaria até mesmo uma antecipação em nosso cronograma previamente estabelecido. Contato telefônico estabelecido com o Natan este veio nos buscar na cidade de Lorena, às margens da citada Via Dutra, em torno das nove da manhã. Com ele estava o Sr. Gilberto que havia concordado em nos levar até um ponto distante ainda 40 minutos de caminhada do Morro do Careca, visto que por lá a estrada seria péssima. Acertados os valores (cem reais para ser exato) partimos exultantes rumo a montanha que se agigantava pelo pára-brisas do surrado carro popular.


O sr. Gilberto parecia não ter muito carinho pelo veículo, subindo a pirambeira toda (medonha, ainda bem que a percorremos de carro) em primeira marcha, fazendo todos nós temermos pela integridade do superaquecido motor mil cilindradas. Exímio conhecedor da região, segundo ele mesmo, levou-nos por um caminho diferente do que planejáramos. Revelou-se mais interessante, pela melhor conservação da estrada e pelas paisagens descortinadas a cada metro de subida. Cenário esse que enchia nossos olhos. Propriedades rurais, matas e, infelizmente, pastagens estendendo-se quase até os cumes das montanhas.

Com tempo aberto, sol e temperatura agradável, por volta das dez da manhã saltamos do pobre veículo, despedimos-nos do Sr. Gilberto, jogamos as mochilas às costas e encaramos os quarenta minutos de estrada de chão em suave pendente até o topo do Morro do Careca onde finalmente deixaríamos para trás os últimos resquícios de ansiedade e tensão. Afinal, estávamos com todo o gás, aptos a empreender a ascensão do Pico dos Marins. Este apresentava-se solene, com seu cume principal ora visível, ora obscurecido por nuvens procendentes do planalto mineiro.




Passava um pouco das onze da manhã quando passamos pela placa indicativa do Pico dos Marins e rumamos em direção ao céu. Logo no início foi possível perceber que teríamos companhia mais adiante. Como o terreno é amplo e aberto, podíamos observar lá no alto, alguns minutos à nossa frente, quatro montanhistas empreendendo a ascensão dos Marins.

Nosso grupo estava com um passo firme e decidido, calculando atingir o cume dos Marins, onde pernoitaríamos, com quatro horas de caminhada. Estávamos bem abastecidos de informações sobre a trilha, com direito à mapas, indicações por escrito coletadas na internet e até mesmo o gps do Natan. Porém, item essencial fora negligenciado: água! Sim, empreendemos a subida sem um pingo de água em nossos cantis (hoje conhecidos como camelbacks…). Durante toda a subida, até o ponto de água que o mapa nos assinalava ingerimos nós três apenas um litro de bebida isotônica do Pereira. Obviamente, nos últimos lances da jornada rumo ao céu e à água, a sede nos afligiu com toda a força que este primitivo instinto permite.





Neste meio tempo alcançamos o grupo de montanhistas à nossa frente. Estavam já pela boa, porém pretendiam efetuar a mesma Maringuaré em dois dias! Cederam-nos alguns goles de água, que nos farão eternamente gratos ao destemido grupo. O “guia” deles era um paulista de origem asiática, que apesar de já ter estado por lá algumas vezes parecia mais desorientado que nós, novatos na região. Passamos por eles e em poucos instantes chegamos a um platô, onde corre o riacho que nos abasteceria e seria de onde partiríamos definitivamente ao cume que se apresentava à nossa frente. Pouco menos de três horas de caminhada até então e chegamos ao riacho.

Água fresca, porém de cor amarelada que nos saciou sobremaneira. Engolimos algum alimento e saímos na busca do caminho para o topo. O tempo começou a apresentar mudanças, alternando nuvens e céu claro. Nossos toscos mapas, no entanto nos ajudaram a encontrar o rumo certo… Na verdade não havia caminho: era apontar o nariz para cima e pronto. Não levou muito tempo para vencermos a encosta, agora acompanhados de uma leve garoa. Ao atingir o tão sonhado cume fomos presenteados com uma forte chuva, que nos gelou os corpos cansados e nos forçou a buscar abrigo sob uma pedra que mal acomodava uma pessoa, quanto mais nós três. Em breve desistimos da idéia e resolvemos montar as barracas. O Natan, como sempre, estava “auto-suficiente” enquanto eu fecharia dupla com o Pereira.


Devidamente instalados, resolvemos tirar uma pequena soneca, já que a chuva apertara. Era por volta de cinco da tarde, e já que não teríamos um pôr do sol para presenciar resolvemos nos recolher e deixar para preparar algo para comer um pouco mais tarde. A verdade é que o cansaço era grande e acabamos por acordar apenas às dez da noite, já com o céu coalhado de estrelas e uma vista estonteante do Vale do Paraíba e suas cintilantes cidades. Como o solo e a vegetação estavam encharcada da chuva resolvemos não nos afastar muito pelo amplo cume dos Marins. Preparado o jantar e após uma pequena sessão de fotos nos entregamos definitivamente ao sono.



O dia seguinte, domingo amanheceu com tempo espetacular. Preparado o desjejum, partimos às nove e meia com destino ao Pico do Itaguaré, nosso objetivo do dia. Calculávamos uma caminhada de umas seis horas, de acordo como indicava nosso mapa e os relatos colhidos na internet.

Descendo os Marins pelo mesmo caminha até o riacho, partimos então pela trilha que nos levaria rumo à primeira escarpa do dia, o Marinsinho. Ultrapassado este cume, não sem alguma dificuldade de orientação, visto que a sinalização se resume às marcas amarelas pintadas nas rochas. Era tudo muito diferente do que praticávamos no Paraná, onde a maior parte das caminhadas é feita na floresta, com trilhas até certo ponto bem marcadas. Havia o fato também de estarmos em início de temporada, não havendo rastros de passagens anteriores. Após o Marinsinho começou uma sucessão de sobe e desce até o cume da Pedra Redonda, considerada o meio da travessia, onde existe um livro de registros. Não posso deixar de citar que achamos muito curioso o fato deste livro estar acondicionado em um pote plástico, tipo tupperware, diferentemente do que temos aqui em nossas paragens, onde os livros descansam em caixas de aço ou de pvc, solidamente fixados nas rochas de cume. Após breve lanche, algumas fotos e considerações sobre a pequena quantidade de água que dispúnhamos para a continuação da caminhada, nos atiramos morro abaixo rumo ao próximo vale. A sucessão de vales e morros parecia sem fim e a cada topo alcançado podíamos vislumbrar nosso objetivo cada vez mais perto.

Enfim, quase chegando à base do Itaguaré, um difícil trecho técnico, que obriga o montanhista a passar espremido por uma fenda. Foi divertido ver o Pereira passar por ali. Se não estou enganado o Natan filmou a cena… Mais uns vinte minutos alcançamos a tão sonhada água, não sem dificuldades para achar a trilha correta, o ambiente estava estranho… No fim das contas tudo deu certo, encontramos um belo local para acampar, em um colo entre dois morrotes perto da água e a uns vinte minutos do cume, onde sabíamos ser impossível acampar.

O céu começou a ficar encoberto justamente na hora do pôr do sol e mais uma vez não tivemos o prazer de ver o sol se esconder sob as montanhas mineiras… Repetindo o ritual da noite anterior, fizemos um jantar daqueles que só o pessoal do Nas Nuvens Montanhismo consegue fazer e partimos para as barracas. A noite foi movimentada, o vento não deu trégua, mesmo estando acampados em um local protegido.

Pela manhã o tempo encoberto nos desmotivou um pouco. Tomamos um rápido café da manhã, aprontamos as mochilas e partimos rumo ao cume do Itaguaré, com uns lances de escalaminhada que nos surpreenderam um pouco, afinal não esperávamos tanta dificuldade técnica para atingir o cume… Alguns lances são bem expostos mesmo. O cume do Itaguaré é um local estranho, um efeito geológico estranho para nós vindos das montanhas paranaenses, com uma vegetação diferente nos cumes. No Itaguaré é tudo rocha nua e mirradíssimos arbustos. O tampo abriu um pouco e pudemos apreciar um visual é estonteante, afinal estávamos a mais de 2.300 metros de altitude. Fizemos algumas fotos e vídeos, e batermos em retirada, pois não sabíamos o que nos esperava pela frente. Recolhidas as mochilas seguimos o caminho indicado no mapa, em alguns trechos um pouco vago. Assim que encontramos o caminho correto nos atiramos para o planalto mineiro por uma trilha bem batida, agora na floresta de encosta, um caminho tranqüilo de percorrer. Quando menos esperávamos tropeçamos no descampado que marcava o final da trilha e o início da longa jornada de 18 quilômetros até a cidade de Passa Quatro.



Com uma hora de caminhada pela estrada de chão encontramos os primeiros sinais de civilização com algumas casas, criações e (oba) carros. Em uma dessas propriedades perguntamos por alguém que pudesse nos transportar rumo a Passa Quatro. Após muita negociação fechamos um valor de 60 reais para uma viagem cheia de solavancos em uma péssima estrada rural que nos tirasse de lá.




Desembarcamos em Passa Quatro no exato momento em que passava um ônibus rumo à Cruzeiro, já no Vale do Paraíba, onde seria mais fácil conseguir um ônibus que nos levasse a São Paulo. Era nosso dia de sorte e após um tardio almoço às três da tarde partimos às quatro horas rumo à capital paulista.
Eram nove da noite quando embarcamos de volta à nossa amada Curitiba, aqui desembarcando no meio da madrugada.
Com certeza minha melhor experiência em montanhismo, pela beleza cênica do local, pelo companheirismo, pela coesão da equipe… Uma viagem em todos os sentidos.

abril 10, 2008

Correndo pelas Montanhas!

Buenas!!

Se durante a semana muitas vezes as atividades profissionais não permitem que eu me dedique com todo afinco aos treinamentos físicos, os finais de semana acabam sendo bem aproveitados.

Foi o caso neste último que passou. Percorrendo mais de 34 quilômetros entre o sábado e o domingo, sempre com grandes desníveis, pude levar meu organismo a um estado de esforço que havia muito eu não alcançava.

Para o sábado o treino consistiu em 26 quilômetros de pedal, que representou a ida e a volta da minha casa até a base do Morro do Anhangava (1.420 m); além de duas “voltas” correndo na montanha. Cada uma dessas voltas consistia em uma ascensão da montanha pela sua rota normal, à partir do estacionamento do Chiquinho, e a descida pela Trilha da Asa Delta, onde é possível imprimir uma boa velocidade em um terreno bem técnico.

A primeira volta consegui cumprir em 50 minutos, com a subida até o cume me tomando terríveis 27 minutos. Já a segunda volta o cansaço se fez mais presente, sendo cumprida em 56 minutos.

O retorno para minha casa em Campina Grande do Sul foi tranqüilo, a maior parte em descida, onde consegui pedalar em bom ritmo, sem forçar muito. Posso dizer que o treino esteve de bom tamanho, na medida para meu condicionamento.

Para o domingo aprontei uma descida da Trilha do Itupava. Estava conduzindo clientes para uma empresa de turismo. No entanto como o grupo era grande aproveitei a diferença de ritmo entre os integrantes do “passeio” para me deslocar na trilha, subindo e descendo trechos por diversas vezes, sempre em ritmo acelerado. Isso sim me cansou. No final da trilha, já na Estrada das Prainhas o cansaço me abateu, mas persisti firme, correndo até o final da estrada, já na clássica ponte de ferro. Esse treino sim, acumulado com o do dia anterior me deu uma sensação de estar cumprindo algo realmente difícil.

Fugindo um pouco do assunto “treinamento”: Saiu no blog oficial da Deuter aqui no Brasil um release sobre a nova parceria. Confira em www.deuterbrasil.blogspot.com.

Na semana anterior eu havia publicado que publicaria em seguida algo sobre um esporte “novo”, que eu estaria praticando e viria a competir no final de semana seguinte, dia 13 de abril. No entanto alguns eventos dos últimos dias vieram a me impedir de seguir com os treinamentos para a tal prova. Durante a minha última sessão de treino de corrida em trilha sofri uma queda bastante dolorida que lesionou meu pulso esquerdo. Estou em tratamento e isso me impede que eu venha a competir na prova que se desenrolaria no próximo domingo. Já que não vai rolar, prefiro manter o “segredo” sobre o esporte, deixando o gancho para uma próxima oportunidade.

Para esta semana pretendo manter-me firme nos treinamentos.



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agosto 19, 2007

Mídia

Algumas matérias escritas por George Volpão e outras inserções na mídia.

MONTANHISMO

Revista Aventura e Ação ed. 151: Travessia na Serra do Quiriri;
Revista Aventura e Ação ed. 147:
Morada dos Deuses;
Revista Aventura e Ação ed. 146:
Araçatuba;
Site adventurezone.com.br: 35 dias pela Argentina e Chile;
Site montanhistasdecristo.com.br: A Saga de Seis Guerreiros no Ferraria;
Site inema.com.br:
Alimentação na Montanha;

Consultor para trekking na edição especial de 10 anos da Revista Aventura e Ação;
Matéria de capa como guia de trekking na Revista Aventura e Ação ed. 145;
Matéria como guia de trekking no site webventure.com.br.


CORRIDAS

Revista Sport Life - Edição de setembro de 2011: Corrida de Montanha;

Jornal Tribuna do Paraná - 14/08/09: Pelos Morros de Bombinhas;

Revista Contra Relógio ed. 200, pág 60: Porque as Corridas de Montanha Não Avançam no Brasil.

Revista O2, pág. 85: Desafio no Paraíso;

Site Mídia Sport: Notícias.


julho 10, 2007

Pôr do Sol Apressado no Caratuva

Não vou dizer que o motivo maior foi apenas o pôr do sol. Eu poderia ter saído mais cedo da Fazenda Pico Paraná e ter curtido um pouco mais a caminhada. A verdade é que sinto prazer em caminhar rápido quando estou sozinho. Não há porque me demorar…

Na verdade eu não gosto de caminhar sem companhia e tiro do disparar do coração e do ofegar da respiração meus parceiros de momento. Quando eu consigo oxigenar em profusão o meu cérebro e inundar com endorfina minhas células musculares, eu sinto que estas substâncias me são parceiras e preenchem o vazio momentâneo da ausência de companhia humana.

Saí a passos largos e decididos e em surpreendentes poucos minutos me vi já no Morro do Getúlio, onde iniciei minhas imagens e filmagens. Nas costas tudo o que eu precisava: um corta vento ridículo, uma lanterna minúscula com pilhas já fracas, 700 ml de água, 3 sachês de gel energético, um rádio comunicador (apesar de ter deixado os amigos avisados que caso eu não aparecesse até as oito da noite meu ataque realmente poderia ter sido suicida) e uma câmera fotográfica.

Nessas horas me vejo como montanhista dos extremos. Ataques superleves, em tempos absurdamente rápidos de ascensão às montanhas (vide como exemplo a tentativa frustrada de ataque em 12 horas na Serra Fina em 2004, onde fiz com meus companheiros a Pedra da Mina via Capim Amarelo em somente 5h15 min); misturando-se com quilos e mais quilos de puras doses de conforto para acampar em belíssimas montanhas como o Itapiroca e o Camapuan, levando quase todo o conforto de casa para as montanhas, principalmente no que se refere ao pecado da gula.

Cada estilo é uma “viagem” e adoro ter esses dois lados. Opa, tem um terceiro, o mais aventureiro, onde montanhas sem trilhas ou de difícil acesso exigem duras horas de caminhada. Neste final de semana fiz algo que não fazia havia tempo: estar comigo mesmo em breves momentos de montanha, caminhar rápido e longe ( se você acha o Caratuva uma montanha de fácil ascensão então você está em um nível superior de condicionamento, pergunte para qualquer pessoa “normal”), ver um pôr do sol de cinema! Muito melhor e mais satisfatório que muitas caminhadas pretensiosas que já fiz por estas bandas.

No retorno a Festa Junina da Fazenda Pico Paraná, bem divertida por sinal, apesar dos excessos de alguns que além de não participarem do evento, não tiveram um mínimo de educação com as pessoas que de fato estão sempre por lá, montanhistas de fato. Infelizmente algumas pessoas tem a vã ilusão de que o mundo pode lhes pertencer. Definitivamente não sei se a Fazenda Pico Paraná, por ser local freqüentado em noventa por cento das vezes por pessoas de boa índole e respeito, deva voltar a ser palco de festas onde se tente juntar pessoas de diferentes “tribos”. Não que montanhistas sejam santos, mas respeito é bom e todos gostamos. Tanto que para não me estressar, fui domir morro acima, na Pedra do Grito, onde o silêncio era quase total.

Mas isso é assunto pra outra postagem. O que ficaram foram as imagens do pôr do sol.





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março 10, 2007

O Pequeno Lucas

Abaixo algumas imagens da aventura deste sábado, onde eu e meu pequeno (nem tanto…) Lucas fomos caminhar no Anhangava. Uma pena que enquanto estávamos no cume as nuvens marcaram presença, encobrindo-nos o melhor visual. Durante a descida que o tempo abriu. Sem problemas, voltaremos em breve!









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Temperaturas negativas de um outono no Anhangava

Bom demais dispor de horários flexíveis! A entrada de uma nova massa de ar polar proporcionou mais uma visita à Serra do Mar em um dia de semana. Desta vez bem acompanhado pelo casal Pereira e Garcia, Juliano e Flávia. Uma rápida e leve investida ao Morro do Anhagava, afim de aproveitar o tempo aberto e o friozinho gostoso. No início da madrugada começamos a caminhar. Por volta das duas da manhã estávamos já instalados em uma das clareiras do cume, após uma tranqüila subida já com temperaturas negativas. Pereira e Flávia montaram acampamento tradicional e eu parti para um bivaque onde eu estava certo que sofreria com as baixas temperaturas. Que nada! Dormi como uma pedra, dispensando até mesmo o espetáculo do nascer do sol, acordando apenas por volta das nove da manhã.

Extremamente satisfatório poder contar com companheiros para estas jornadas. Abaixo algumas fotos da aventura.

Abraços!










Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...