maio 22, 2015

Os Campos do Quiriri - Primeira faixa de Ensaio Sobre A Liberdade

"Os Campos do Quiriri" já foi "Os Olhos d'´Água".

Já teve um verso assim:

"Tudo aconteceu e não tem jeito
Estou cansado de procurar defeitos
Saí caminhando triste, com o vento
E não há tarde de sol que faça o milagre
De fazer voltar o tempo"

Escrevi esse e outros trechos em 1997. A melodia é basicamente a mesma quando a canção é tocada ao violão. Coisa muito básica, apenas GCG / CGDC / GC. Sério, apenas três das mais básicas notas musicais.

Quando comecei a querer gravar esses registros com o auxílio da tecnologia de hoje, peguei estes três acordes e trabalhei em cima de diferentes linhas e frases de guitarra. E, com isso, em momento algum da música eu executo os acordes cheios. Mas sim estas frases que consegui criar pela primeira vez em uma canção. Um pouquinho de distorção, uma levada de bateria e um baixo marcante transformaram totalmente a obra. O que era um simples violão tocando três acordes, agora é uma música composta com o pouco de conhecimento que tenho.

E claro, merecia uma nova letra. Escrevi estas palavras em abril de 2015, dentro do ônibus que me leva de casa ao trabalho, de segunda a sexta. Sim, fácil assim. Em duas viagens estava tudo pronto. Falo da experiência de andar nos Campos do Quiriri. Meu primeiro contato com a região foi em 2004, mirando seus campos infinitos e suas trilhas vacilantes. Mas o que mais me marcou foi uma caminhada que fiz por lá em abril de 2014. Impossível registrar somente com imagens. Precisava descrevê-la ao meu modo. E aí está:


OS CAMPOS DO QUIRIRI 

(Pepe Volpão)



Sob o céu azul andei o dia inteiro
Sob o céu estrelado preparei meu leito
Não é o fim da linha nem o fim do mundo
O diabo perdeu as botas
O vento fez a curva
Tudo tem motivo

Nem sempre o melhor caminho é linha reta
Todos querem a certeza de estar na trilha certa
Eu carrego comigo tudo que é preciso
Vontade, coragem e canivete suíço
Nenhum desperdício
Tudo tem motivo

Um dia qualquer
Quando quiser acordar antes do sol nascer
Preparo um café o mais forte que puder
Pra encarar o que o dia tem pra oferecer

No desafio proposto, doze quilos e dois dias
Sem espaço na mochila pra lembranças vazias
Eu carrego comigo tudo que é preciso
O diabo perdeu as botas
O vento fez a curva
Tudo tem motivo


Um dia qualquer
Quando quiser acordar antes do sol nascer
Preparo um café o mais forte que puder
Pra encarar o que o dia tem pra oferecer

A noite chegando
As horas passando, parar pra ver o entardecer
Preparo o jantar, se achegue pra cá
Me abraça forte agora antes da gente dormir


Os Campos do Quiriri pela cãmera de Diocir Lopes, camarada montanhista que conheci naquelas bandas. Na foto, eu e a Ana Barbara à frente da turma que cruzava os campos do Quiriri. Abril 2014.


maio 15, 2015

Ensaio Sobre a Liberdade

Bem, amigos.

O Ensaio Sobre a Liberdade está pronto. Um EP contendo 4 canções. São elas, por ordem de apresentação:

Só Mais um Dia;
Tudo ao Mesmo Tempo;
Opium.

Finalmente me decidi pelo formato EP para o lançamento. Sim, gostaria muito de um álbum. Mas as demais canções que tenho trabalhado fogem demais daquilo que está registrado neste primeiro "lote" das minhas experiências com composição e gravação.

Ouvindo a sequência de músicas com alguns poucos amigos que já tiveram acesso, a conclusão foi fácil: isso é pop rock :)

E é curioso como isso "brotou". Essa sonoridade veio bem natural mas é um reflexo muito grande do que eu ouvia na época da composição destas canções (década de 90). Hoje eu escuto outras e variadas coisas. O que criei musicalmente em tempos recentes é muito diferente do que será mostrado no "Ensaio Sobre a Liberdade". O EP tem coisas que gosto muito e que me fascinam pela alma e dedicação empregadas. A parte musical foi criada e pensada na década de noventa mas todas as gravações e arranjos são muito atuais. Ah, e as letras também, todas elas finalizadas e adaptadas poucas semanas atrás, exceção feita a "Tudo ao Mesmo Tempo", a qual fiz questão de manter a originalidade.

Vou escrever sobre cada uma delas nos próximos posts, junto com um trechinho de cada. O lançamento do "Ensaio Sobre a Liberdade", que seria em setembro de 2015 eu antecipo para junho.

Algumas coisas como "Estação Central" e "Aos Poucos" ficarão de fora. Foram escritas também na década de 90, mas a sonoridade delas não tem absolutamente nada a ver com o que será lançado agora. Nestas duas eu acho que "viajei" mais. Senti que as músicas pediam isso. Deixei me levar e elas soam muito melhor junto com novas composições como "Dumdum", "Liberdade" e "Primeiro de Maio".

Bora lá então, amigos!

maio 04, 2015

Os Campos do Quiriri

Porra, que empenho!

Estar gravando um disco não é a parte mais difícil e complicada. Escrever, compor e tocar com o mínimo de qualidade é fácil.

Complicado mesmo é tornar isso tudo minimamente audível. Até 3 meses atrás eu mal sabia da existência de softwares de mixagem acessíveis a um notebook velho como este que escrevo.

Leio muito também em fóruns do assunto com pretensos especialistas falando que isso pode, isso não pode. O ser humano é assim, sempre com suas verdades absolutas.

Faço meu trabalho e estou gostando.

A primeira canção a ser finalizada é "Os Campos do Quiriri".

A música eu compus ao violão em 1997. Havia uma letra horrorosa então... Refiz a letra alguns dias atrás, falando de coisas da montanha.

Abaixo um primeiro trecho que já coloquei no youtube. Vai lá se inscreve! Ajuda pra caramba :)



Segue o trabalho de mixagem, agora com "Aos Poucos", "Tudo ao Mesmo Tempo" e "Opium". Devo finalizá-las ainda esta semana.

Abaixo, trecho da letra.

Beijos e abraços!


OS CAMPOS DO QUIRIRI 

(Pepe Volpão)



Sob o céu azul andei o dia inteiro

Sob o céu estrelado preparei meu leito

Não é o fim da linha nem o fim do mundo

O diabo perdeu as botas

O vento fez a curva

Tudo tem motivo



Nem sempre o melhor caminho é linha reta

Todos querem a certeza de estar na trilha certa

Eu carrego comigo tudo que é preciso

Vontade, coragem e canivete suíço

Nenhum desperdício

Tudo tem motivo


Um dia qualquer

Quando quiser acordar antes do sol nascer

Preparo um café o mais forte que puder

Pra encarar o que o dia tem pra oferecer



(...)

abril 06, 2015

Ciririca, Baby

Olá!

Com um nome destes, a trilha de acesso ao cume desta montanha não poderia ser diferente disso: foda! Sim, é praticamente um dia inteiro com a mochila nas costas.

Animado por uma previsão meteorológica favorável, eu e a Ana Barbara tomamos o rumo desta montanha maldita em uma sexta-feira santa. Ineditismo para a esposa, nona vez para mim. No entanto havia pisado por lá pela última vez no distante agosto de 2008. Longos 6 anos e meio...

Nesse período muita coisa mudou em mim. Física e mentalmente.  Nos primeiros anos daquela década, estar na montanha o máximo possível era a meta. Não importava a lonjura do lugar ou a dificuldade da trilha.

O tempo passou, e beirando os quarenta anos de idade, este cara aqui prefere curtir a montanha com calma, sem pressa. Mas como a Ana Barbara queria muito conhecer este cume e eu entendi o feriado como ótima oportunidade de desafio. Lá fomos.

Quase dez horas de caminhada árdua, em uma trilha muito pouco frequentada, com trechos de cordas, espinhos assassinos e quedas d'água isoladíssimas. Temperatura agradável e a alma se deliciando com a sensação de isolamento do local. Chegamos ao fim da linha, junto às desativadas placas de transmissão de microondas, pouco antes do por do sol. Foi o tempo de montar acampamento e cozinhar. Durante a noite chegaram mais alguns amigos e conhecidos de trilha. Montanha praticamente deserta. Dormimos profundamente.

Pela manhã, decidimos retornar pela mesma trilha até o cruzo do Tucum, para então subir ao Camapuan para uma segunda noite na Serra do Mar. Chegamos lá após mais um dia inteiro de caminhada, desta vez mais cansados e menos dispostos fisicamente (isso é visível na última imagem deste post). Porém, estávamos muito a fim de curtir mais uma noite na montanha, sendo o Camapuan um lugar muito especial para nós. Estaríamos assim, mais próximos de casa, restando menos a caminhar no domingo de Páscoa. Sábia decisão. 

O domingo amanheceu nebuloso e até mesmo com alguns chuviscos. Restava então descer umas duas horas e meia até o retorno para casa. Na última meia hora de trilha, a surpresa: pernas exaustas e uma passada vacilante me causaram mais uma grave entorse no joelho direito bichado. Nada que não pudesse ser resolvido com uns bons gritos na mata e uma mochila a mais para a Ana Barbara carregar até o carro. E um remedinho forte para dor, é claro. Mea culpa: deixei de fazer os exercícios de fortalecimento recomendados para casos de ligamento cruzado anterior rompido  como o meu. Bem, vamos tratar de reforçá-lo para escapar da cirurgia e escolher montanhas menos exigentes.

Na programação: Caratuva, dia 18 de abril. 

Abaixo, algumas poucas imagens que fizemos por lá. Uma pena haver corredores de montanha porcalhões até mesmo por lá. Afinal, caixa de cume não é lugar de grudar adesivo.

Abraços!












abril 02, 2015

Oh sim, Estou tão cansado...

Olá!

Post e som novo aqui: http://www.pepevolpao.com.br/2015/04/im-so-tired-beatles-song-cover.html

Andava também cansado da vida que eu levava até o ano passado, como medíocre sub-celebridade de uma modalidade esportiva que muito aprecio. Cansado da futilidade e da artificialidade que dominava - e ainda domina - a cena. Retirei-me dela, sem cerimônias. Nos dias de hoje, ainda pratico o chamado trail running, quando dá. Mas tenho preferido usar o cérebro para outras coisas diferentes de postar fotos legais no "instagram" após uma competição ou treino.

Grande abraço a todos.

março 27, 2015

Musicando

Ando musicando muito. Muito significa quantidade e não qualidade.

Música é coisa antiga na minha vida mas sempre me dediquei mais a ouvir do que executar.

Para aprimorar e me desenvolver tem este espaço aqui: www.pepevolpao.com.br.

Todas as sextas feiras vai ter musiquinha por lá.

Hoje subi uma versão bem particular de Silver And Gold, do U2 (já ouviu falar né?)

Toma: http://www.pepevolpao.com.br/2015/03/silver-and-gold-u2.html.

Beijos e abraços!

março 11, 2015

Pepe

Meu nome completo é George José Volpão. Em espanhol todo José é conhecido por Pepe. Quando estive pela primeira vez na Argentina e Chile em 2009, ao me registrar nas hospedarias e fornecer o nome completo logo ficava conhecido como "Pepe".

Gostei!

Então, para falar de música, temos aqui: www.pepevolpao.com.br.

Semanalmente posts sobre a música que há em mim.

Vai lá e assine o blog. É de graça, assim como a música que começo a compartilhar.

Beijinhos, amigues (ironia detected).

Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...