junho 16, 2017

Para que competir?

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Fiz a pergunta do título deste post pela primeira vez no final de 2014.

Escrevi em post recente (acesse aqui) que tinha decidido abandonar as competições de trail running após a minha participação na APTR Paraíba do Sul, quando consegui um honroso (kkkkkkkkkkkkkk) primeiro lugar na minha categoria.

Algumas semanas depois rompi o ligamento cruzado anterior do joelho direito. As férias forçdas me obrigaram a repensar algumas coisas.

Mesmo assim, em maio de 2014 competi naquela que foi, definitivamente minha última prova de trail running, que foi a Indomit Costa Esmeralda 21K. Você pode ler o relato aqui:

http://www.georgevolpao.blog.br/2014/05/indomit-costa-esmeralda-2014.html

Inclusive, se ler com atenção, poderá reparar como eu já observava atletas "que ainda estão mais preocupados com suas redes sociais - impressionante a quantidade de gente dos 21K e dos 12K correndo na praia e digitando no celular - do que com a incrível oportunidade de correr em um paraíso, desfrutando o momento.

Foi realmente o basta. Passei o restante daquele ano ainda envolvido com as provas, mas trabalhando para a Revista Trail Running e cheguei até a fechar contrato de parceria com uma grande marca estrangeira do mercado esportivo de aventura. Durou pouco e dei graças a Deus quando o contrato encerrou no final do ano.

E aí a pergunta veio forte: para que competir?

Competir é bom. Já participei de provas de duathlon, mountain bike, corrida de rua e de montanha... acho que vale até considerar os Jogos Escolares de 1989 em Paranaguá - PR quando eu jogava handebol.

Competir nos torna pessoas mais focadas e determinadas. Traz um tipo de motivação que nem sempre conseguimos por nós mesmos.

Mas, nessa reflexão toda que houve em fins de 2014, comecei a lembrar que os momentos mais prazerosos na vida outdoor (corrida, bike, montanha, etc) foi quando não estava buscando uma linha de chegada.

- Foi na montanha sozinho.


Pico Belo Horizonte - Serra do Curral, julho 2009.




- Naquele nascer do sol na montanha.

Valle del Plomo - Cordilheira dos Andes, Chile, fevereiro 2009





- Na chuvarada descendo o Pico Paraná.

Pico Paraná - Serra do Ibitiraquire, outubro 2014.



- Vendo as pessoas felizes em eventos de Bikepacking como esse:





- Pedalando até literalmente o cu fazer bico como nessa viagem em 2012...

Tijucas do Sul, agosto 2012.


Com o circo armado hoje, como já disse anteriormente também, este palhaço aqui não faz mais parte.

Faça mais perguntas. Elas são muito mais interessantes que as suas respostas.

Um grande abraço, namastê.


junho 12, 2017

Gravelizando gostoso e o saco que anda o trail running atual

Senhoras e senhores tudo bem com vocês?

Aproveitei o sábado gelado e de sol para tirar o pó da Groove Gravel e fazer um pedal gostoso com a Gravel que não é Gravel. Essa piada interna já corrente entre os inscritos no meu canal no YouTube faz todo o sentido quando estou em cima da bike, a Groove Riff 70 quadr 27.5 mas com rodas 700C.

É uma piração minha, é uma onda minha.

Sempre questionador dos meios tradicionais, do que o mercado nos empurra, apostei em montar minha própria Gravel Bike utilizando este quadro da Groove que consegui por um preço muito bom.

Em um primeiro momento, a bike está com um par de rodas 700C, utilizando um excelente pneu Continental Speed Ride 700X42. Bastante segurança e por enquanto, sem sinais de desgaste após as primeiras centenas de quilômetros.

Mas já estou aprontando um par de rodas e pneus 27.5X2.2 para poder fazer os estradões de terra com maior conforto. Como tanto quadro como garfo são em alumínio, os pneus estreitos não absorvem bem os impactos e tenho sofrido um pouco nos pedais com mais de duas horas.

Deixo abaixo algumas imagens e o vídeo do pedal de sábado passado.












E, falando em vídeos, na sexta-feira passada resolvi emitir a inútil opinião (segundo um dos comentários) sobre a nota oficial da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) informando de sua vinculação junto a alguns organismos internacionais que regulam o trail running lá fora, como a ITRA (International Trail Running Association) e a WMRA (World Mountain Running Association).

Foi o que bastou para me causar bastante desconforto quando, após a postagem do vídeo, cair na real e ver no se transformou o cenário competitivo do Trail Running brasileiro. Com exceção da galera realmente voltada a performance e que treina sério pra isso, visando competições internacionais de alto nível (como o Campeonato Mundial que aconteceu exatamente neste final de semana e onde fomos muito bem representados pelo que há de melhor em nosso país, conquistando o décimo posto na classificação por países), o amador que compete hoje em dia, na sua grande maioria tem transformado tudo isso em um grande circo patético de selfies, medalhas e méritos questionáveis. Alguns, incapazes de formular uma pergunta ou um comentário coerente, repetem como papagaios aquela ladainha motivacional baseada em hashtags. O lema destes poderia ser algo como "é mais sobre mochilas de marca e sobre combinar cores do que sobre montanhas".

Acabou que resolvi tirar o vídeo do ar quando já beirava as 100 visualizações, tamanha a bad vibe gerada pela galera que consegue ser mais mimizenta que eu.

Infelizmente, uma modalidade esportiva tão linda como essa, sendo vilipendiada por pessoas que sabem o novo lançamento de determinada marca mas não sabem a história daquela trilha, daquela montanha e que não respeita os coleguinhas, afinal, não se pode parar o treino para dar um bom dia e perguntar como vai a vida.

Sigo nessa solidão gostosa, indo para as trilhas sozinho e feliz, certo de minhas escolhas, sem mais carregar patrocínios no peito, mas com a consciência tranquila que não preciso NUNCA MAIS NA VIDA subir uma montanha para tirar foto com um par de tênis.

Minha vida nas montanhas nunca teve por base esse tipo de parâmetro.

Sou livre.

Obrigado, namastê, boa semana.

Trail Running feliz e solitário em Florianópolis, início de junho de 2017.







junho 05, 2017

Sobre Praias e Trilhas em Florianopolis

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Neste final de semana tive a oportunidade de ir à Ilha de Santa Catarina com bons amigos (alguns deles estiveram comigo em Bombinhas em setembro passado) para um final de semana de muito contato com a natureza e, principalmente, consigo mesmo.

Eles foram para um curso de Yoga e eu estava interessado em fazer algumas trilhas por lá. Não visitava Florianópolis dede 2010 e foi sensacional retornar àquele maravilhoso lugar sem a "pressão" de estar competindo.

Minhas duas visitas anteriores foram para participar da Volta a Ilha em 2010 e para o Desafio Praias e Trilhas em 2009. Eis os posts relacionados.

Volta a Ilha:

http://www.georgevolpao.blog.br/2010/04/impressoes-sobre-volta-ilha-2010.html

http://www.georgevolpao.blog.br/2010/05/sobre-ser-o-ultimo-colocado.html


Desafio Praias e Trilhas:

http://www.georgevolpao.blog.br/2009/10/desafio-praias-e-trilhas-2009.html



O tempo passa e amadurecemos - pelo menos assim que deveria ser.

Foi realmente diferente estar lá.

Após um nascer do sol incrível no alto das dunas da Joaquina...




Após correr pela trilha que liga a Praia da Galheta à Barra da Lagoa...




Após fazer a tradicional foto nu em uma praia naturista...





Após caminhar às margens da Lagoa da Conceição depois do melhor almoço vegano que já experimentei...



Após uma cervejinha curtindo por do sol na Lagoa...




Após a manhã de domingo correndo entre as Dunas da Joaquina...






Dúvidas esclarecidas, aprendizados em andamento e muita certeza: o amor que você recebe é igual ao amor que você dá. Além de ser verso de uma canção dos The Beatles, essa "frase feita" vai muito além do amor romântico.

A experiência deste final de semana tem mais a ver com amor próprio e amor "uno".

Ai, muito difícil explicar. Precisa viver isso. Então, amigo só posso dizer: vai e se joga no mundo.

Quem sabe eu solte mais algumas reflexões durante a semana...

Se você chegou até aqui, muito obrigado!

Namastê.

maio 29, 2017

Uma delicada e bipolar relação com o Facebook

Oi, tudo bem?

Como disse em texto anterior, sou Aquário com ascendente em Gêmeos.

Para quem não acredita nessas coisas, meu respeito e minha tolerância.

Para quem crê, isso se traduz numa explicação astrológica para duas características muito presentes em mim: rebeldia aquariana com a bipolaridade geminiana.

Eu já perdi a conta de quantas vezes eu desativei e reativei minha conta de perfil pessoal no Facebook.

Além disso, já fiz exclusão total por duas vezes. Uma em 2011 e outra no ano passado. Acho que por pura preguiça de apagar fotos de relacionamentos amorosos que chegaram ao fim (risos).

Em 2016 chegou ao fim um casamento de 4 anos de muitas montanhas e bicicletas e também de muitas diferenças que levaram à comum escolha pelo término da relação.

Aliado a isso, eu percebo de forma crescente um aumento da chatice, dos discursos de ódio, das palavras vazias que rolavam em minha timeline, principalmente no Facebook. Pessoas que tenho carinho e admiração que compartilhavam notícias destilando um ódio e uma ignorância (no sentido de desconhecimento mesmo) que não me parecia compatível com o seus sorrisos fáceis ou sua vibe "esportiva/montanhística".

O polarização dos discursos políticos, um viés de atenção voltado à simples emissão de opinião que na verdade não me interessava e a total "perda de tempo" que isso me ocasionava fizeram com que eu ficasse nessas idas e vindas.

Eu mesmo caí várias vezes nessa de emitir posições políticas, comportamentais e culturais até o ponto que um clique se deu e que é verdadeiramente fatal:

QUEM SE IMPORTA?

Sim, quem se importa?

Se minha opinião vai de encontro com quem pensa como eu, ganho likes, aplausos e "ameis".

Se minha opinião é diferente, ganho afastamento e principalmente uma energia negativa rondando por aqui.

Para quê isso? A troco de quê?

Porque, na verdade, ninguém se importa, e minha opinião sobre política ou sobre maconha ou sobre casamento gay não importa. E passei a ver que não faz sentido emitir essas coisas.

Emitir opinião não torna suas crenças mais verdadeiras ou corretas. São apenas opiniões.

Então tenho preferido opinar em algo que eu possa contribuir, como é o caso do meu trabalho com bicicletas, minha paixão pelas montanhas e minha experiência com musicas.

Estive umas semanas afastado da timeline do Facebook, apenas alimentando a fan page e foi uma experiência interessante.

Nesta segunda-feira, quando reativei o perfil, logo veio o desgosto. Nego falando mal de certo político, outro dizendo que paleo é vida (mais morte que paleo impossível, friend) e outras tosquices que somente uma rede social pode fazer que é dar voz a qualquer idiota.

Decidi ser menos idiota. Chega de incorrer no mesmo erro que condeno aqui.

Voltar a expor o que penso aqui parece mais interessante. São menos views, mas não é o número de views e likes que eu busco. Mas sim a qualidade de quem dispende um tempo lendo aqui ou vendo meus vídeos no YouTube.

Minha ficha caiu, meu saco encheu.

Sigamos, respirando e fazendo o bem, sempre.

Namastê, boa semana!






maio 25, 2017

Não seja enganado, caro amador

Oi, tudo bem?

Não se engane: O atleta amador realmente dedicado para performance ocupa seu tempo treinando e não se pavoneando nas redes sociais. Portanto, se houve alguma conquista, pódio, troféus, etc, é porque o nível dos atletas em determinada prova estava fraco e não porque a performance foi ótima. Assim foi nas poucas vezes que frequentei pódio como competidor de trail running entre 2007 e 2013. Nunca me iludi. Minha missão no esporte era, e sempre será, promover e difundir qualidade de vida e bons relacionamentos. 

Um recente episódio numa prova nacional de ciclismo me faz refletir sobre os rumos que o esporte amador tem tomado. Seja curioso e clique no link. E aqui uma única fotinho que encontrei, recebendo troféu de um dos meus mestres de vida Daniel Meyer, na APTR Paraíba do Sul 2013, Trail running de 27 km onde fui o sétimo geral e o primeiro na minha faixa etária 30-39 anos. 

Performance? 

Sofrível do ponto de vista de alto rendimento, fui primeiro de 7 atletas. Foi exatamente neste dia que decidi abandonar as competições. Corri praticamente três horas preocupado se estava bem, se tinha alguém atrás ou na frente. Não desfrutei. Praticamente não lembro dos companheiros de trilha ou das paisagens. Ali eu me senti pela primeira vez na vida VAZIO. 

Se de alguma forma o "textão" mexeu com você... reflita! Ninguém está certo ou errado. Podemos apenas não estar usando todo o potencial que Deus nos deu para desfrutar essa existência aqui. Em nome de pedaços de metal, madeira e de likes que amanhã nada significarão. 

Beijos e abraços!




maio 22, 2017

Na cama com a gatinha

Oi, tudo bem?

Queria ter ido à montanha neste final de semana. Tinha até feito uma corridinha no meio do mato numa noite gelada na semana que passou, testando roupas e lanterna.

Mas choveu pra cacete e não tenho problema algum em me assumir preguiçoso, passando o final de semana inteiro lendo livros e vendo filmes.

Não sou guerreiro nem herói de nada pra calçar tênis para correr em trilhas enlameadas, ou capa de chuva para pedalar em estradas escorregadias. Meu compromisso é com meu bem estar e mais nada.

A montanha sempre estará lá, pelo menos enquanto eu estiver neste planeta e antes de estourar a terceira guerra mundial que se avizinha.

Sendo assim, preferi ficar na cama com a gatinha :)

Biotita é companhia perfeita para este tipo de programa.

Boa semana a todos!


maio 15, 2017

Temporada de Montanha 2017

Senhoras e senhores, vamos à montanha?

Ontem estive no Morro do Anhagava, Quatro Barras - PR, para uma caminhada tranquila.

Tranquila até demais. Por ser dia das mães, provavelmente, praticamente não havia ninguém por lá, apenas os desnaturados. Foi legal encontrar a Erli e o Rafael, amigos ainda da década passada e com seus pequenos naquelas cadeirinhas de levar crianças para caminhadas em trilhas.

Houve a abertura "oficial" da temporada, realizada pela FEPAM ali mesmo em Quatro Barras no Refúgio Cincotreze no sábado anterior. Sou bastante arredio a convescotes sociais e preferi ficar em casa e assistir o Live in Pompeii do Pink Floyd porque é algo que me faz mais a cabeça.

A viagem foi tão grande que nem me dei conta da ventania e chuvarada na madrugada. Soube depois que aconteceram perdas de barracas e equipamentos nas montanhas do Ibitiraquire. Felizmente os danos foram apenas materiais.

No domingo pela manhã o céu era bastante azul e o vento bastante forte ainda, o que trouxe realmente a certeza que a temporada começou e os próximos meses prometem bastante aventura nas alturas.

Para o próximo final de semana já tenho algo programado lá pra essas bandas ibitiraquirenses.

O lado musical fica pelas noites insones no apezinho.

Cheers, bons ventos!!!!







Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...