fevereiro 10, 2007

Pico Paraná

Para começar a falar da Serra do Mar paranaense nossa escolha não poderia ser outra: Pico Paraná. O PP, como também é conhecido no meio montanhístico, é a mais alta elevação do Estado do Paraná e também do sul do país. Teve sua altitude fixada em 1877,36 metros sobre o nível do mar no início dos anos 90, corrigindo a altitude estimada pelo geólogo e geógrafo Reinhardt Maack em 1941, quando o PP foi “descoberto”.
Até aquela época o Pico Olimpo, na Serra do Marumby, era considerada a maior elevação do estado, sendo-lhe dada a altitude de 1800 metros aproximadamente. Com o trabalho de Maack, o próprio Olimpo teve sua altitude alterada, na ocasião para 1547 metros. Em suas observações de campo o geólogo alemão radicado no Paraná, notou com espanto que seus intrumentos apontavam diversas montanhas para o quadrante norte que, sem dúvida, teriam maior altitude que o maciço do Marumby.
Figura sempre presente no Círculo Marumbinista da época, Maack lançou o desafio: atingir o ponto mais alto do estado.
Naqueles tempos as dificuldades de acesso eram enormes. Não haviam estradas que permitissem uma aproximação da montanha. A rota pelo litoral foi logo descartada. Restava então a tentativa pelo planalto. Após três investidas para reconhecimento, inclusive com a ascensão dos cumes do Camapuan, Tucum e Caratuva, o Pico Paraná foi enfim alcançado no dia 13 de julho de 1941. Os autores da façanha foram os montanhistas Alfredo Mysing (Violão) e Rudolph Stamm (Marumby). Maack coordenou todo o trabalho de aproximação indo até o local onde hoje se encontra o abrigo 02
O Pico Paraná está localizado no município de Antonina, ao fundo da baía de mesmo nome. O Complexo do Ibiteruçu ,onde está inserido o PP e outras montanhas, apresenta-se como um bloco parcialmente isolado da Serra do Ibitiraquire, que tem sua crista principal mais à oeste. Como vizinhos do PP temos o União, o Ibitirati, o Tupipiá, o Saci e o Camelos, todos eles com altitudes superiores a 1500 metros.
A vegetação do cume do Pico Paraná e de suas encostas não difere muito do restante das montanhas da Serra do Mar paranaense. É composta principalmente por bambus-anões, como a característica Caratuva (Chusquea pinifolia), arbustos e mata nebular de altitude, esta ocorrendo nos trechos mais úmidos.
Do alto dos seus quase dois mil metros de altitude, a visão que se descortina é magnífica. É possível avistar quase todo o litoral paranaense, as montanhas ao redor e cidades como Curitiba e sua região metropolitana, Paranaguá, Antonina e Pontal do Paraná. Nos límpidos dias de inverno é possível até mesmo avistar os navios em alto-mar aproximando-se do Porto de Paranaguá.
O Pico Paraná é hoje muito procurado pelos excursionistas, tendo como principal atrativo o fato de ser a montanha mais alta do estado. Porém esta visitação intensiva tem criado os problemas e faz-se necessário que atitudes sejam tomadas para que este verdadeiro santuário seja preservado. Seu cume apresenta-se bastante modificado, com desnudação da cobertura vegetal pela utilização intensa das clareiras abertas para a montagem de barracas. A vegetação original vai dando lugar à rocha nua e se nada for feito, em breve o cume do Pico Paraná se transformará em um aglomerado de rochas. Muito lixo também é deixado no cume e na trilha de acesso por pessoas desprovidas de consciência ambiental, o que exige freqüentes mutirões de limpeza, em geral coordenados pelo CPM (Clube Paranaense de Montanhismo). Problemas de erosão também ocorrem na trilha, que hoje está bastante “batida”. As áreas intermediárias de acampamento, como os Abrigos 01 e 02 também exigem constante atenção no que se refere à manutenção das clareiras
Uma das primeiras atitudes foi o decreto de criação do Parque Estadual do Pico Paraná, em 05 de junho de 2002. Apesar da pequena extensão com que este parque foi contemplado, já é pelo menos uma iniciativa louvável por parte do governo estadual. No entanto, o parque não saiu do papel e muito há ainda por se fazer.



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fevereiro 08, 2007

Diferentes Ângulos da Serra do Mar

(publicado originalmente em fevereiro de 2007)

Assim que eu iniciei a descida da Serra da Graciosa, com aquele céu perfeito, logo me veio a lembrança de quantos anos faziam que eu não via as minhas amadas montanhas dos pontos por onde passávamos. Minha visão das montanhas como montanhista apenas se formou uns cinco anos atrás e desse tempo para cá minhas passagens pela região da Graciosa sempre se fizeram com mau tempo, impedindo-me de contemplar com os olhos de montanhista o esplendor de nossos cumes. Portanto publico e compartilho abaixo algumas imagens que capturei de ângulos inusitados, pelo menos para mim…

Abaixo um apanhado geral da Serra do Ibitiraquire em toda a sua extensão, desde o Guaricana até o Agudo Marmosa, passando pelo Ferreiro, Ferraria, Taipabuçu, Caratuva, Camapuan, Itapiroca, Tucum, Pico Paraná, Pico do Luar, Siri e Sirizinho, Ciririca, Agudo do Lontra e Agudo da Cotia. O local da foto é a Estrada do Cupim, em Campina Grande do Sul.




Aqui temos, emoldurados pelos ramos de uma árvore às margens do Rio Nhundiaquara, município de Morretes, o Ciririca à direita e o Pico Paraná, logo à sua esquerda.


Este é o Agudo da Cotia, mostrando apenas seus metros finais por trás de outras montanhas em foto tirada na Estrada da Graciosa, próximo à São João da Graciosa.



Acima está a Serra do Ibitiraquire vista de uma das curvas da Serra da Graciosa, estendendo-se da esquerda para a direita o Camapuan, Tucum, Itapiroca, Pico do Luar, Pico Paraná e Ciririca.



Aqui temos a Serra da Graciosa, com o Tapapuí à esquerda e o Morro do Sete à direita vistos da Estrada da Graciosa nas proximidades de São João da Graciosa.



Até o Marumbi entrou na foto… Aparece ao fundo, tendo o Morro do Anhangava em primeiro plano, um pouco à esquerda.


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A Estreita Relação de Um Ser Humano E Seu Lar (Parte I)

(publicado originalmente em fevereiro de 2007)

É uma necessidade básica do ser humano: Um lar! Talvez não necessariamente um lar, uma casa talvez. Sim, porque existem muitas diferenças entre uma casa e um lar. Um lar não precisa ser obrigatoriamente uma casa. Pode ser um apartamento, uma mansão, um trailler, um barraco. Até mesmo uma casa. Ou então uma barraca.

Agora, uma barraca, com certeza tem que ser um lar! Como não chamar de lar um local que nos fornece um abrigo tão seguro (quase sempre, depende do vento…) e ser tão simples de carregar nas costas de um lugar para o outro? Nós montanhistas, estabelecemos com nossa barraca uma das mais íntimas relações possíveis com objetos inanimados. Mais do que com nossas ditas “casas” do mundo que ficou no caos urbano. A barraca conhecemos em cada centímetro!!! Você por acaso sabe quanto pesa sua casa? Aposto que sabe quanto pesa sua barraca. Você já mediu a capacidade da sua casa? Na minha barraca cabem no máximo duas pessoas. Aliás, isso depende porque na verdade tenho duas barracas. A da foto de hoje cabe apenas um George todo encolhido, que não consegue ficar sentado sem se assemelhar a um velho com lordose.



Você, irmão, consegue reparar no caos organizado que se apresenta nesta tosca imagem? Um isolante inflável (muito mais confortável que o colchão da minha casa), uma mochila de ataque com o infelizmente indispensável aparelho celular), um rádio-comunicador para me divertir em conversas estéreis… Até mesmo o boné da Jamur Bikes, meu Deus! Nem na montanha sossego do trabalho, tsc tsc. Reparem que minha casa tem uma cortininha, como mandam os bons modos. Não sei se os adeptos do Feng-Shui gostarão da disposição de meus apetrechos, mas este é meu lar favorito. Quando em eventos solitários claro. Porque quando acompanhado as exigências são outras, o ambiente pede a amplidão e o conforto que todo casal de pombinhos merecem… Mas essa é outra história que pubicarei na seqüência.

Agora, sim, do alto de meus trinta anos de idade, sendo metade disso na vida aventureira me sinto a vontade pra continuar a matéria sobre nossos lares desmontáveis, carregáveis e efêmeros. Sim, efêmeros porque muitas vezes a vida útil de uma barraca não supera a da sua empolgação pelo vida ao ar livre. E se você é aventureiro de coração sempre haverá uma boa desculpa para adquirir aquele modelo de última geração, feito com varetas de super-hiper-flexipower e tecido de mega-extra-ripstop.
No entanto prefiro barracas com histórias para contar. Porque barracas, como um verdadeiro lar de montanhista, adquire o jeitão de seu proprietário. Tento estender ao máximo a relação. Mas se é chegada a hora de abandonar o velho lar tento retirar-me em meus devaneios internéticos e buscas incessantes pelo modelo de maior custoXbenefício (palavra em moda, bah) e fazer a coisa certa, para não me arrepender depois.
Barracas grandes (para duas pessoas já é barraca grande para mim) têm a vantagem de que quando se está sozinho você pode fazer a maior zona e nem se preocupar porque panela nenhuma ficará sob sua cabeça. E se ficar basta arremessá-la para longe, o fundo neste caso. E se estiver acompanhado, principalmente por alguém íntimo do sexo oposto, poderá dispor de um ambiente agradável para se divertir, principalmente nos dias de tempo feio, quando chove. Até mesmo porque o ruído da chuva na lona é capaz de disfarçar ruídos que fatalmente seriam ouvidos por hipotéticos vizinhos de acampamento, visto que o isolamento acústico é praticamente nulo. Tá bom, eu sei que barraca não é motel, uma duchinha faz falta e sei-lá-mais-o-quê, mas… Digamos que a vida ao ar livre convida a uma certa empolgação. Será que vem daí a expressão “armar a barraca”?




Não sei. Só sei que minha barraca é uma companheira fiel e obviamente não a empresto, não a alugo. Até mesmo as últimas companhias eu tenho selecionado bem. Quando é para acampar em grupos maiores prefiro me ajeitar na barraca de alguém. Essa do Pereira, que aparece na foto acima cabem quatro sentados para uma jogatina. É o momento do “social”. Falando nisso, você sabe apreciar esses momentos? Não se feche em zíperes, venha nos fazer uma visita!


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dezembro 08, 2006

Botas Nômade

(texto publicado originalmente em dezembro de 2006. Após revisão mantenho válidas as palavras dele)

Botas de montanha são sempre motivo de discussões apaixonadas no meio montanhístico. Alguns defendem até o túmulo suas opinões sobre as qualidades da marca ou modelo favorito. Em geral não há meio-termo. Ou ama-se ou odeia-se um modelo. Raros os que têm o bom senso de analisar friamente um equipamento como esse que desperta tantas paixões. Tentarei manter meu óbvio entusiasmo com este modelo específico de botas e fazer uma análise crítica do produto, tentando ajudar o interessado em adquirir este item. Eu mesmo já odiei a Snake Trilogia e depois de usá-la, quando comprei meio contra vontade só para aproveitar o preço promocional, passei a amá-la.


Da mesma forma que as pessoas tem rostos, braços, pernas e outros componentes do corpo diferentes uns dos outros o mesmo acontece com nossos pés. Talvez seja essa a explicação por eu e a Bota Nômade Titã termos nos entendido tão bem! Mas dizer que somos par perfeito não é explicação convincente. Portanto enumerarei meus motivos para o já citado entusiasmo que me levou a adquirir não apenas um, mas dois pares do calçado.

A bota funciona! Mas o que é uma bota que “funciona”? É a bota que faz com que quando você chega ao seu destino não sinta a desesperada necessidade de retirá-la dos pés. Ou seja, você sente que mesmo caminhando horas e horas por terreno acidentado a bota protegeu muito bem seus pés. Seja da dureza do piso, seja da lama daquela trilha mal conservada ou mesmo do calor sufocante dos trópicos. Todas as botas deveriam ser pensadas nesse sentido: CONFORTO!!!! É o que faz a Botas Nômade, sediada em Curitiba.

Conversando com o Fábio, “pai” da criança e proprietário da empresa, fui apresentado a este conceito de que a bota deve antes de ser impermeável ou bonita, ser confortável. Com conforto você vai mais longe ou, pelo menos, não chega tão cansado ao destino. Por isso o investimento em materiais mais leves, evitando o uso de couro hidrofugado e outros materiais mais apropriados às latitudes mais elevadas, com clima menos quente e mais seco. Conclusão: cliente contente!

Preço honesto!Isso é muito importante! Porque pagar quinhentos ou mais reais em uma bota importada, adaptada a realidades diferentes da nossa, que, claro, também funcionam por aqui, mas que custam os olhos, os ouvidos e o nariz da cara? Dispenda apenas uns trezentos mangos e você terá uma bota honesta! Claro, talvez ela não tenha a mesma durabilidade de uma bota construída em couro, nobuck ou qualquer um desses materias mais “rígidos”. Principalmente se você for daqueles que encaram caminhadas com qualquer condição climática. Aliás, é bom saber que você deve sempre lavar sua bota (qualquer que seja o modelo) ao chegar em casa com ela enlameada. Quando as partículas de barro secam em sua bota o trabalho que a escova da sua mãe (ou esposa, ou você mesmo, porque não?) faz ao esfregar as fibras literalmente detona o material. Claro que é legal largar tudo num canto e se preocupar com a manutenção do equipo em momentos mais propícios. Mas deixe de porquice e cuide do que é seu. Afinal o material terá sua durabilidade aumentada e dinheiro não se acha no lixo.


Tudo bem que esta bota não custa tanto, mas tente dar uma caprichada assim que chegar em casa de volta daquela trilha nojenta…Visual agradável!Como diria o cantor Falcão: “As feias que me perdoem mas a feiúra é de lascar!” A Nômade Titá é uma bota bonita. Ok, ok…é uma posição pessoal.






Bem, teria muito para falar da bota, mas antes que chegue-se a inevitável conclusão que estou sendo parcial citarei alguns defeitos, que no meu entender fazem parte do processo, pois é impossível atender à todas as exigências. Seria como querer que uma Ferrari tivesse bom desempenho em rallies fora de estrada. Como a bota privilegia o conforto é possível sentir falta de uma certa “estrutura”. Com cargueira pesadas você sente-se como se estivesse calçando tênis, ou seja, a bota é pouco robusta. Outro ponto fica por conta do sistema de impermeabilização, que não senti funcionar como promete a propaganda… Por mim não tem importância, afinal se você quer ter os pés secos vá caminhar no deserto e não na mata atlântica… E nisso o fato de a bota ser construída em tecido é um ponto a favor, pois seca muito mais rápido, nos pés mesmo, sem causar problemas de bolhas, assaduras e coisas parecidas. Quanto ao cheirinho de queijo parmesão fica por conta da individualidade biológica de cada um…


Poderia escrever mais umas dúzias de linhas sobre o produto e blá-blá-blá-blá. Não vou cansar o leitor. No entanto reforço: a bota funciona, tem preço honesto e é bonita. Minha próxima ocasião, quando do falecimento por exaustão dos meus dois pares que disponho será uma Titã Nômade. Se minha opinião ajuda aí está!


Um forte abraço!



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outubro 08, 2006

Itupava Noturno

(publicado originalmente no início de outubro de 2006)

Na semana passada eu, Pereira e Alisson resolvemos fazer um Itupava noturno para, além de conferir a quantas anda a revitalização do caminho, aproveitar a noite chuvosa pra varar a madrugada caminhando. Iniciamos a caminada por volta da meia noite do domingo, 01 de outubro e fechamos pouco antes das seis da manhã. Nesta foto estamos em uma das obras do caminho, uma pequena ponte de madeira. Pode-se perceber na imagem alguns pingos de chuva, inclusive.




Lá no Porto de Cima todas as novas construções destinadas a abrigar a infra-estrutura que serão dedicadas aos visitantes estavam escritas em carvão com os dizeres vistos na foto abaixo. Achei curioso e resolvi publicar, apesar de talvez agredir os mais conservadores, eheh.





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setembro 08, 2006

Ser Montanhista

(publicado originalmente em setembro de 2006)

Acho que todo montanhista adora quando lhe fazem perguntas sobre suas vidas nas montanhas. E é sobre isso que eu gostaria de falar agora.

O que significa “ser montanhista”? Isso depende do ponto de vista de cada um, de onde vêm essa impressão. Alguns amigos meus que não freqüentam montanha acham que é coisa para loucos. Onde já se viu sair do conforto do lar para passar frio e dormir mal em uma barraca com um marmanjo, que assim como você, ficará alguns dias sem tomar banho? Outros acham que é preciso ser corajoso e valente para enfrentar as “feras” da mata… Na verdade o “ser montanhista” é muito mais do que eu poderia explicar em poucas linhas. É algo que somente nós que estamos na montanha com qualquer tempo, em qualquer época, sabemos como é. É um tanto difícil para alguém que não esteja ambientado com as particularidades da vida ao ar livre compreender o que acontece com essa gente que ama as montanhas.

Fazemos delas nossa vida! Corremos atrás de informações, gastamos nossas economias comprando equipamentos, pensamos nelas a semana toda, consultamos diariamente os sites de previsão do tempo para saber se rolará montanha no fim de semana seguinte, buscamos informações junto a clubes e associações, enfim uma série de atitudes que tornam a nossa vida aqui na cidade mesmo, diferente da média da população. E quando na montanha, “ser montanhista” é esperar o menos preparado, é dividir a última garrafa de água, é imediatamente tornar-se amigo de quem você nunca tinha visto antes na vida. É reconhecer que somos uma mínima parte diante daquela imensidão de matas, campos e rochas

Costumo colocar os montanhistas como integrantes de uma “tribo” diferenciada. Existem as mais diversas por aí. Existem os skatistas e suas calças larguíssimas. Existem os surfistas e seus inconfundíveis cabelos parafinados e óculos HB… Nós montanhistas formamos também uma espécie de tribo, porém com menos ostentação. É verdade, não somos tão vistosos assim e por favor não nos confundam com aqueles mochileiros com panelas penduradas e garrafões de vinho na mão. O “ser montanhista” não é apenas jogar uma mochilas às costas e sair sem destino rumo a algum lugar que permita montar uma barraca, fazer uma fogueira (montanhistas JAMAIS acendem fogueira) beber até cair.

Agora se você estiver andando nas ruas em uma sexta-feira e encontrar um cara introspectivo olhando para o céu em busca de nuvens ou algo mais que lhe faça prever o tempo para o fim-de-semana, tenha certeza que estará diante de um amante das montanhas. Um forte abraço.

agosto 08, 2006

Himalayan Quest – Ed Viesturs

(publicado originalmente em agosto de 2006)

Reproduzo abaixo post que publiquei cerca de três anos atrás. sim, sou blogueiro há tempos e aos poucos vou "ressucitando" material antigo que eu julgar de qualidade para tanto. Buenas!

Este é o cara!!! Ed Viesturs, um norte americano capaz de realizar a quase humanamente impossível tarefa de ver o mundo do alto das quatorze maiores montanhas do planeta, as únicas acima dá mágica linha dos 8.000 metros de altitude. Recebi recentemente, comprado na www.submarino.com.br um exemplar de seu livro Himalayan Quest, ainda não editado em português, onde Ed Viesturs relata em belas imagens e tocantes textos explicativos sua busca pelos “14 oito mil”. Quando da publicação do livro em 2002 ele havia escalado doze montanhas. As duas restantes vieram no ano passado, fechando a série e tornando-se o primeiro norte-americano a realizar o feito e, mais fantástico ainda, sem utilizar-se de oxigênio artificial em nenhuma de suas investidas.




O livro conta também as suas venturas e desventuras em outras expedições himalaianas também, como suas quatro ascensões ao Everest, por exemplo, inclusive como guia comercial. Um livro que todo amante da fotografia de montanha deveria possuir e literatura altamente recomendável para aqueles que curtem alta montanha e seus heróis.



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Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...