julho 20, 2010

Training Camp (nem tão camp assim...)

Bom demais estar em férias. Desde que deixei a função de gerente da Território Online dia 21 de junho (coincidentemente, no começo do inverno), passei a treinar com maior afinco.

Por outro lado, é sabido por todos que o clima do leste paranaense nesta época não é dos melhores. Sendo assim, nada melhor que sair um pouco do ambiente úmido e propício a proliferação de limo e bolor nos pulmões (?!) e unir o útil ao agradável.

O clima seco das paragens brasilienses foi o destino óbvio e certo, onde consigo desenvolver assuntos profissionais e, principalmente, de ordem emocional.

Metas do segundo semestres traçadas (em breve já rola divulgar, pois dependo apenas de uma confirmação de um organizador de eventos), os treinos podem rolar naturalmente e com muita vontade. Ótimos lugares para treinar, com boas subidas, piso de grama e de terra, alguns quilômetros correndo descalço... Enfim, com ceretza voltarei à Curitiba com um novo ritmo e nível.

E com a cabeça nas provas de 2011...

Abraços.

Clima seco destruindo a pele de George Volpão!

julho 12, 2010

Stand By

Como diza meu bom amigo Geison... Estou de stand by. Uns dias fora de Curitiba colocarao um fim no ciclo de coisas ruins que rolaram em tempos recentes e quando eu voltar, no final deste mês, estarei renovado.

Bem, hora de ir correr, afinal o training camp da segunda quinzena de julho promete :)

E é assim: volto lá pelo dia 20 ou 25. Beijos e abraços.

julho 06, 2010

Review - Meia Lorpen Trilayer Multisport XCTM


Buenas!

De nada adianta investir seu rico dinheirinho em um tênis top de linha para corridas e correr com aquela meia de supermercado... Boas meias são tão ou mais importantes que a qualidade de seu calçado. E sim, esta é a minha escolha para as corridas.

A Lorpen é uma marca espanhola e tem parte de seus produtos confeccionados no México. Dentre toda a linha que a Lorpen oferece no Brasil, importados pela Nautika e distribuídos através da Proativa, escolhi para correr o modelo Multisport Trilayer XCTM.

Trilayer porque ela é confeccionada em três camadas. A primeira camada, aquela que vai junto à pele do pé é em Coolmax. esta fibra mantém o suor longe da superfície do pé. A segunda camada é de Tencel, uma fibra natural que ajuda nesse trabalho de levar o suor para a camada seguinte, realizada em Nylon. Esta última camada apresenta "reforços" em pontos chaves, aqueles mais propícios ao surgimento das temíveis e dolorosas bolhas.

Esse sistema de construção resulta em pés mais secos por mais tempo, com o atleta ganhando assim em conforto e bem-estar, o que, definitivamente, faz toda a diferença principalmente em treinos e provas mais longas.

Além disso, por ser uma fibra natural, o Tencel tem propriedades anti-bacterianas, ajudando assim a prevenir coisas desagradáveis como o mau-cheiro.

Estou usando esta meia em meus treinos há pouco mais de um mês e já posso tirar essa conclusão sem medo: trata-se do melhor produto que meus pés já vestiram.

Este produto pode ser encontrado nas melhores lojas do ramo pelo preço médio de cinquenta reais (julho-2010). Concordo que tem coisa mais barata disponível no mercado, mas duvido que tenha algo mais confortável. E após o quilômetro 30 ou 40, qualquer "agrado" é bem vindo.

Para saber mais sobre tecnologias aplicadas às meias, visite o site do fabricante: www.lorpen.com.br

julho 05, 2010

Curitiba ganha bosque em homenagem ao montanhismo


Ah Curitiba que tanto amo! Enquanto algumas capitais só se preocupam em ampliar avenidas para carros, a capital de todos os paranaenses (que também acho que dá muito valor à mobilidade através dos carros) ainda investe em ações como essas.

Acompanhe abaixo a notícia retirada do site da Prefeitura de Curitiba:


O prefeito Luciano Ducci entregou neste sábado (3) mais um bosque de preservação ambiental, que homenageia um dos precursores do montanhismo no Brasil, o professor Erwin Grogër. Durante a entrega, Luciano Ducci anunciou a construção da Casa do Montanhista, dentro do bosque Erwin Grogër.
"Grogër foi um pioneiro, não apenas do montanhismo. Junto com seus seguidores montanhistas, ajudou a preservar a Serra do Mar paranaense, que hoje é um dos trechos contínuos mais bem conservados de Floresta Atlântica. Merece ser homenageado. Ao mesmo tempo, a população tem um novo espaço para o lazer", destacou o prefeito Luciano Ducci.
Com aproximadamente três mil metros quadrados, o novo bosque fica de frente para a rua Benedito Correia de Freitas, perto da Ópera de Arame. O terreno é bastante inclinado, com uma diferença de altura de 12 metros entre a rua e o ponto mais alto do terreno. Por isso, os arquitetos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente elaboraram o projeto de forma a aproveitar o máximo da paisagem do terreno sem alterar o bosque, que apesar de relativamente pequeno, preserva importantes espécies vegetais nativas como canelas, guabirobas e canjeranas.
No meio do bosque, bancos e caminhos feitos com deques de madeira elevados evitam a formação de trilhas na terra, preservando o terreno de possíveis erosões, e de danos na vegetação. Os deques têm aproximadamente 1,50 a 2,00 metros de altura em relação ao ponto mais baixo do terreno. Na entrada, uma praça é marcada com o desenho da Rosa dos Ventos, uma referência ao esporte praticado pelo professor Grogër, o montanhismo.
"É um grande presente para a cidade e para a memória do professor Erwin. O projeto está espetacular. Parabéns à Prefeitura pelo trabalho", declarou o montanhista Nelson Luiz Penteado Alves.
O austríaco chegou a Curitiba aos 26 anos, e foi um dos precursores do montanhismo no Brasil. O engenheiro agrônomo introduziu técnicas de escalada no Pico do Marumbi, na Serra do Mar paranaense, onde o esporte surgiu no país. Grogër morava na Barreirinha e morreu em 2008, aos 96 anos.
A proposta de lei de homenagem ao professor Erwin Grogër foi apresentada pela vereadora Julieta Reis, e aprovada por unanimidade pelos demais vereadores da Câmara Municipal de Curitiba. A vereadora Julieta Reis e o vereador Tico Kuzma estiveram no evento, além do secretário municipal do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto, do cônsul da Áustria, Walter Norbert Jiraschek, da filha de Gogër, Maria Francisca Kollarz, do montanhista Henrique Schmidlin (Vitamina) e de outros montanhistas paranaenses.

Na implantação do bosque foram usadas algumas referências as origens do homenageado, como as cores da bandeira austríaca - vermelho e branco. Ao redor da Rosa dos Ventos, placas de pedras indicam as montanhas mais altas do Paraná - Pico Paraná -, do Brasil - Pico da Neblina -, e da Áustria - Monte Gross Glockner -, além do Pico do Marumbi.

Sede - Com a determinação do prefeito Luciano Ducci, a casa do montanhista será construída nos fundos do bosque para reuniões de clubes e montanhistas e de outras instituições ligadas ao esporte. "Vocês que já ajudam a preservar a Serra do Mar, serão os colaboradores desse bosque urbano, ajudando a cuidar, evitando depredações", falou Andreguetto.

julho 04, 2010

Os primeiros cinco quilômetros minimalisticamente falando


Buenas!

Muitos sabem como sempre fui cético com relação a certas "novidades". Quando começou a pipocar aqui no Brasil esse lance de correr descalço ou com calçados chamados minimalistas eu sempre me posicionei com os dois pés atrás. Nunca fui de crer em verdades absolutas e sempre valorizei a experiência de cada um nas determinadas situações. Participando da lista de discussão dos corredores de BH, alguns amigos como o Leonardo Liporati e o Roger Alcântara sempre se mostraram defensores entusiastas da corrida descalço e sempre manifestei meu ceticismo quanto a essa prática.

Isto, até ler o Nascido para Correr, do popstar da corrida descalça Chris McDougall. Este livro, de fato, mudou minha visão e decidi experimentar. E me encantei pelo ato em si de correr descalço e toda a simplicidade que isso representa, que inclusive pode e deve ser levada a outros aspectos de nossas vidas.

Finalmente botei na estrada, nesta ensolarada manhã de domingo, o meu calçado minimalista para corridas, o Okean Maré. Consegui meu exemplar como um presente de uma pessoa muito querida, que acredita nas "insanidades" deste que aqui escreve. Obrigado, Ju!

O Okean Maré é um calçado que inicialmente foi concebido para ser utilizado em atividades náuticas, como, por exemplo, o windsurf. Com a maior divulgação do minimalismo aplicado às corridas, algumas pessoas correndo totalmente descalço e a relativa popularidade do Vibram Five Fingers nos EUA e Europa, o Okean surgiu como opção econômica para, pelo menos, se iniciar na prática de correr respeitando nossas particularidades anatômicas. Porque, se bem analisarmos, os calçados, como são confeccionados hoje, cheios das placas e amortecimentos, estes são um estupro às nossas estruturas articulares e musculares, que através dos milênios sempre nos conduziram, inclusive correndo, sem essa tecnologia toda.

Mas não vim aqui para mostrar o que é certo ou o que é errado. Vim apenas relatar a minha primeira experiência. Se você quer saber mais, recomendo este ótimo artigo do amigo Rodrigo Stulzer, um dos incentivadores à experimentar o tal calçado, inclusive me emprestando o seu par que acabei utilizando para apenas algumas caminhadas.

Bem, o Okean Maré azul que tenho é feio pra burro! E dane-se também o visual, o que vale é a funcionalidade.

E funciona mesmo! De uns dois meses para cá tenho finalizado meus treinos calçados sempre com um ou dois quilômetros correndo totalmente descalço, segurando os tênis com as mãos... Isso proporciona a adaptação da musculatura à nova pisada exigida pela corrida descalço.

Então, após o treino de 20K ontem, hoje a idéia era apenas soltar um pouco com cinco quilômetros planos e testando o tal Okean.

Só posso dizer que a sensação de correr sem aquele peso todo dos tênis é incrível. Ainda acho que correr descalço no asfalto é mais agradável que correr com o Okean, mas este proporciona uma sensação de segurança contra os elementos, principalmente pedrinhas e possíveis cacos de vidro. Com o calçadinho pude, finalmente, correr olhando mais para a frente do que para onde eu pisava.

Enfim, continuarei no processo de aumentar a quilometragem, seja descalço, seja com o Okean. O único porém fica por conta realmente desse período necessário de adaptação, já que se faz necessário que a sola do pé se acostume e "engrosse" um pouco e, quando usando o Okean, o pé se acostume às novas áreas de atrito. Umas pequenas bolhas surgiram no final do treino, coisa que, tenho certeza, será solucionada com a prática corriqueira da corrida com o calçadinho. Notei também que o pé transpira bastante dentro dele e isso acho que somente um bom par de Vibram Five Fingers KSO com couro de canguru resolverá :)

Falando nisso, se alguém estiver de passagem pelos Estados Unidos e aceitar fazer um carreto desse modelo para mim, favor entrar em contato :)

Beijos e abraços!

julho 03, 2010

Um bom treino de duas horas

Há muitos dias que a região leste do Estado do Paraná não vê uma gota sequer de chuva. Até mesmo as nuvens andam bastante raras por aqui, tendo os dias sempre um céu muito azul e a umidade do ar bastante baixa no período da tarde.

Dias perfeitos para uma corridinha. Neste sábado, dia 03 de julho, resolvi deixar o casulo em que me meti voluntariamente nesta última semana (mesmo tendo corrido 1h20min na quarta). Parti para uma corrida muito prazerosa pelas estradas rurais de Campina Grande do Sul, atingindo minha meta proposta de correr duas horas ininterruptas. Fortes subidas e descidas, sol a pino (corri entre duas e quatro da tarde) mas sem calor, muita poeira e uma pochete com água, paçoca e chocolate vegano. Com o celular realizei umas poucas imagens que reproduzo abaixo. A distância percorrida deve ter sido algo entre 20 e 21 quilômetros, não importa. Corri pra tirar a ziquizira e me sentir vivo novamente. E, também, para reafirmar que o que melhor sei fazer nesta minha vida é, simplesmente, isso: correr. Posso (ainda) não ser veloz e nem ter a resistência de um ultramaratonista. Mas, dentro em breve, se tudo sair como planejado, estarei mais rápido e com mais endurance para, enfim, realizar o sonho antigo de viver exclusivamente do esporte. Um bom passo eu já dei, com os apoios que recebo da Território Mountain Shop com inscrições, viagens e hospedagem para as competições e com a Proativa fornecendo equipamentos Deuter, Lorpen, Suum e Lafuma.

Porque, como já dizia Amyr Klink: "Chega uma hora em que é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir."

Parti.

Um riozinho para um breve refresco.


Muito ar puro para correr.

julho 02, 2010

Contra a mudança do Código Florestal

Buenas!

Não gosto muito de ficar enchendo a paciência dos meus leitores com as causas que eu acredito, tais como vegetarianismo, meio-ambiente, desapego, mobilidade urbana sem a merda dos carros... Prefiro muito mais agir, tendo minha vida baseada nas coisas que creio: não tenho carro, nem conta bancária, não como carne, participo de ações ambientais na região onde vivo, sacolas retornáveis nos mercados, redução de consumo, entre outras atitudes.

Mas deixo aqui o alerta para que o maior número possível de leitores assine a petição a ser encaminhada aos picaretas da bancada ruralista do querido congresso nacional que querem alterar o código florestal e dar fim no que ainda resta de verde em nosso país. Sabemos, mais que ninguém, da importância da manutenção do que ainda resta, haja visto que todo o impacto causado pela eliminação de florestas e outras paisagens naturais. As alterações climáticas e os desastres recentes estão aí, nos jornais.

A ONG Avaaz, através do seu site disponibiliza um formulário onde você pode assinar a petição. Clique aqui para assinar.

Segue abaixo a mensagem:

Olá,

Um grupo de ruralistas está tentando destruir a nossa legislação ambiental, reduzindo dramaticamente o tamanho das reservas naturais e anistiando crimes ambientais.

Nós precisamos mostrar nossa indignação e dizer a eles que o Brasil precisa de mais preservação, e não de desmatamento! Assine a petição para proteger o Código Florestal brasileiro - precisamos de 200.000 assinaturas:


Obrigado!

Para mais informações leia o alerta completo abaixo.

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Caros amigos,

Em breve a comissão parlamentar especial irá dar o seu voto – a favor das florestas ou ao agronegócio.

Com a crescente demanda popular pela proteção de nossas florestas, a bancada ruralista está pressionando os líderes partidários e aumentando os seus esforços para acabar com o nosso Código Florestal.

A petição pela defesa do código e proteção ambiental já tem mais de 130.000 assinaturas mas precisamos de ainda mais para conseguir pressionar nossos deputados. Está na hora de falarmos mais alto do que os interesses dos grandes agronegócios e mostrar ao congresso que, em ano de eleição, eles devem ouvir o povo brasileiro. Assine abaixo e encaminhe para todos que você conhece. Vamos conseguir 200.000 assinaturas para proteger as florestas!

http://www.avaaz.org/po/salve_codigo_florestal/98.php?CLICK_TF_TRACK

Enquanto o mundo todo está discutindo como preservar nossas florestas para futuras gerações, um grupo de deputados está fazendo exatamente o contrário: estão tentando entregar as nossas florestas para os responsáveis pela devastação e desmatamento do Centro-Oeste e da Amazônia.

As propostas absurdas incluem:

* Reduzir ou até mesmo elimintar a Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente como margens de rios e lagoas, encostas e topos de morro, para certas propriedades
* Anistia total aos crimes ambientais, sem tornar o reflorestamento da área uma obrigação
* Transferir a legislação ambiental para o nível estatal, removendo o controle federal

Essa não é uma escolha entre ambientalismo e desenvolvimento, um estudo recente mostra que o Brasil ainda tem 100 milhões de hectares de terra disponíveis para a agricultura, sem ter que desmatar um único hectare da Amazônia. A proteção das floretas e comunidades rurais depende do Código Florestal, assim como a prevenção das mudanças climáticas e a luta contra a desigualdade do campo. Assine agora no link abaixo!

http://www.avaaz.org/po/salve_codigo_florestal/98.php?CLICK_TF_TRACK

Juntos nós podemos mostrar ao mundo que o Brasil não está preso em modelos desenvolvimentistas do século passado, em que a destruição ambiental era necessária para o crescimento. Nós podemos provar que estamos a frente de nosso tempo, e podemos crescer de forma sustentável.

Vamos atingir 200.000 assinaturas para mostrarmos ao congresso que depois da Ficha Limpa, a sociedade brasileira está mais uma vez unida para defender o nosso Código Florestal!

Com esperança,

Graziela, Alice, Luis, Ricken, Iain, Paul, Pascal e toda a equipe Avaaz


Não faça a cagada de se omitir!

Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...