novembro 26, 2012

Calendário 2013

Hola, que tal?!

Para 2013 a idéia é estar ainda mais nas montanhas. Tenho ainda muito tesão em correr alguma coisa realmente longa em montanhas. Certamente minha quinta participação consecutiva na K42 Bombinhas é algo que desejo muito e espero que tudo corra bem no decorrer do novo ano para que eu esteja uma vez mais alinhado na largada. Quem sabe até mesmo alguma outra maratona em trilhas apareça na minha ideia. Afinal, um calendário prévio para 2013 já mostra que teremos certamente mais de 10 competições de montanha com distância igual ou superior aos clássicos 42 quilômetros.

Mas o montanhista que há em mim está sedento por experiências mais duradouras do que algumas horas nas trilhas. Quero isso também, mas quero mesmo é o vento que racha o beiço e a sopa quente que conforta o estômago. Sendo assim, as corridas em trilha continuarão a existir, pois são uma grande paixão. Porém pretendo, finalmente, voltar a passar boa parte dos meus finais de semana nas cumeadas paranaenses, como eu fazia entre 2001 e 2007. A ideia é ir preparando o espírito e o corpinho para ambições maiores: estar no ar rarefeito e gelado do Cordón del Plata no inverno de 2014, ou escalar duas montanhas de 6.000 metros na Bolívia, também em 2014. Na foto acima, eu apareço no cume do Cerro Franke (5.000m), nos Andes argentinos em janeiro de 2009.

Após minha participação na Maratona de Curitiba, dia 18 de novembro de 2012, tirei uma semana de merecido descanso. Os treinos recomeçaram no final do mesmo mês tendo como foco principal estar mais forte, feliz e decidido nas montanhas.
Uma vez mais, contarei com o apoio da marca alemã Deuter, fornecendo equipamentos da mais alta qualidade. Esta parceria que iniciou em  2008, continua mais forte do que nunca, também dando suporte e apoio a atletas que, como eu, acreditam que a vida nas montanhas é mais "vida".


Abraços e beijos!

novembro 25, 2012

Maratona de Curitiba 2012

No domingo dia 18 de novembro rolou a Maratona de Curitiba. Havia corrido pela última vez em 2010, inclusive anunciando que não mais faria provas como essas. Naquela oportunidade, havia sofrido um bocado para concluir. Não tanto fisicamente, mas sim no espírito. O famoso saco cheio com o asfalto, já que naquele ano eu havia corrido também a Maratona de Foz do Iguaçu.

Para 2012 eu não havia me programado para correr maratonas em asfalto. Aliás, em meu calendário aqui no site até constava como provável a minha presença na maratona da minha terra. Mas o tempo passou e decidi não corrê-la.

Acontece que, poucos dias antes, meu amigo Xampa, do Rio de Janeiro, teve contratempos e não pôde comparecer aqui na terrinha, cedendo-me a inscrição e o kit. Aí pensei, por que não ir buscar a linha de chegada também? Aproveitando também o fato que minha esposa estava inscrita e motivada para a prova, decidi largar, com a mentalidade simples de concluir a prova, se desse.

Deu, e com sobra. Pouco mais de 4h17min, minha melhor marca na distância mas longe de ser merecedora dos parabéns tão comuns hoje em dia para os "guerreiros" maratonistas.

Em 2010, escrevi que correr maratonas sem treino adequado dói. Não sei, então, o que é treino adequado, pois não treinei para este evento, nada doeu e ainda baixei meu tempo. Talvez eu esteja ficando não somente mais rabugento, mas também mais "cascudo".

A rabugice fica por conta de terminar a prova com a clara sensação de que, para mim, correr uma maratona no asfalto é uma merda. Que só tem a função de massagear meu ego, que estava frágil com repetidos "fracassos" nas minhas metas esportivas de 2012. Veja como é a vida: de onde eu menos esperava (do asfalto) e de onde eu mais ridicularizava (o mundo "maratonista" cheio de rótulos), veio uma boa novidade: posso correr o quanto eu quiser, com o mínimo de treino que eu quiser, comendo o que eu quiser, vestindo o que eu quiser e falando o que eu quiser. É uma verdadeira redenção para o ego não? Ótimo para acabar o ano, mais feliz, mais coerente, mais humilde (coisa que ainda me falta muito).

Sempre me inspirei nos exemplos negativos, muito mais do que nos positivos. Quando nego vinha e falava: "a dor é passageira, desistir é para sempre", eu ria, porque achava de uma babaquice sem tamanho, uma coisa de gente frustrada que não admite perder. Hoje, todos sabemos que o autor da célebre frase é um dos maiores mentirosos da história do esporte. Tem aquela também do "no pain, no gain". Mais hilária ainda, já que é preciso ter discernimento da dor saudável e da dor que é lesão, como aquelas que a gente vê aos montes no mundo dos corredores amadores. Muitas vezes o ego faz o cara exagerar, treinar demais, não se recuperar, correr uma prova atrás da outra porque confunde amor ao esporte com aplausos dos pseudo-amigos e aí a casa cai.  Claro, não dá pra generalizar.

Mas são estes os exemplos que mais admiro. Para que não me comporte e nem me contamine com esta vibe negativamente competitiva. Gosto da competição saudável e de me desafiar. Preciso disso e me sinto incapaz de me manter motivado para levantar cedo em uma manhã chuvosa e calçar os tênis para um treino se não tiver na mente um objetivo claro e definido, de preferência de médio prazo.

Esta é a busca do momento. Que rumo tomar em 2013?

Farei as considerações no post seguinte.

Abaixo algumas imagens da minha participação na Maratona de Curitiba 2012, aquela que só corri bem e leve porque não tinha compromisso algum =D

Abraços.










novembro 07, 2012

Manifesto pela Vida nas Montanhas

Boa noite, bom dia, boa tarde.

Lanço esse manifesto, inspirado por um debate levantado no facebook, a respeito de possíveis impactos ambientais causados por corredores de montanha em ambientes naturais.

Quem participa de uma prova na montanha, não corre contra ela ou contra o oponente. Corremos por nós, por nossa liberdade. Fazemos o que amamos. É o nosso direito de ir e vir. A montanha não tem dono. Ela está lá, simplesmente, como disse meu homônimo Mallory. Desculpem-nos se lhes ofendemos com nosso esporte. Da mesma forma, somos acusados injustamente de causar impacto. O que queremos é paz e convivência;  não segregação, nem olhos tortos. Saibam todos que na Espanha, por exemplo, a mesma federação que cuida dos assuntos de escalada e montanhismo cuida também das corridas de montanha? Vivem em paz, sem ninguém acusar ninguém, e sem ninguém achar que a montanha é apenas um templo e deve estar lá somente para contemplar ou somente para campistas, ou somente para escaladores, ou somente para trekkeiros. Lá corredores escalam e escaladores correm na montanha. Que maldita mania é essa de acharmos que o NOSSO ponto-de-vista é o certo e o do colega é errado? Desfrutemos com consciência. E esse é meu trabalho na promoção deste esporte no país! 

Abraços.


outubro 25, 2012

Corrida da Graciosa 2012 - Como Foi

Hola, hola, hola!

Pela terceira vez encarei a Corrida da Graciosa, um percurso que larga quase ao nível do mar e chega ao primeiro planalto paranaense, em um desnível total positivo de pouco mais de mil metros em apenas 20 quilômetros. O piso varia entre paralelepípedo e asfalto. Neste 2012 estava muito, mais muito quente já na largada. Sem sol, mas com mormaço que fazia o sovaco escorrer suor. Correr sem camisa foi a descoberta do ano, observando que diversos corredores e ultramaratonistas nos EUA assim se vestem(!?). Lamento decepcionar mas não, não é só o Anton Krupicka que corre assim por lá e não, não é modinha. É prático! É muito, mas muito mais confortável do que correr com qualquer camisa que eu já tenha usado. Temperaturas acima dos 20 graus realmente favorecem à pratica da corrida vestindo apenas shorts, pelo menos para mim. É preciso apenas ter atenção à proteção da pele por um bom produto bloqueador solar. Já é a minha terceira competição em que rola o "menos é mais".

Aboli também as bermudas e meias de compressão. Foi tudo no esquema "menos é mais". Para comer, amêndoas e damascos, já testados em um treino de 32 quilômetros também sob forte calor, 10 dias antes da prova.

Mas no fim das contas algo deu errado. O corpinho sentiu o calor e a carga mais pesada de treinos que me impus no último mês e literalmente apaguei na prova. Desidratação severa, por pouco não foi caso de hospital. Perdi pelo menos 4 quilos, o que é muito para mim, mais de 5% de meu peso. Sobrevivi heroicamente, correndo uma prova 17 minutos mais devagar e 100% mais sofrida que em 2011. Por um bom trecho corri trocando boas ideias com o camarada montanheiro Hebert, que curtiu muito sua estreia. Parabéns, guri! A Barbara lá estava também e fez uma prova dentro de suas expectativas, curtindo o desafio e o visual. Legal também foi ver minha amiga Aliny Borba concluindo a prova com muita garra. Primeira corrida dela e logo uma Graciosa! Vai longe!

Abaixo algumas imagens que mostram que bom humor e diversão serão sempre a tônica da minha vida, principalmente quando alguém se esfalfa pra chegar na minha frente e abocanhar o 260º lugar em vez do 261º. Na última imagem, uma sambadinha para o herói.

Abraços e bons treinos!







outubro 15, 2012

Testando o The North Face Hayasa

Bem amigos!

Segue abaixo imagem do meu teste para a Revista Sport Life edição de outubro 2012 do The North Face Hayasa e a conclusão que cheguei: é um baita tênis para correr em trilhas!

Abraços e boa semana!




outubro 11, 2012

Sobre o Caminhar das Coisas

Olá, tudo bem?

As coisas estão caminhando muito bem, 2012 tem sido um ano incrível. Certamente é o ano em que mais me diverti nas corridas e na vida. Viajei de bike, competi, treinei com amigos em montanha... 

Aliás, as corridas em trilha parecem estar a ponto de explodir em nosso país. Acho muito legal ver a galera conhecendo e descobrindo o esporte. É saúde, é disposição, é vida ao ar livre. No entanto, penso que quando a maré passar, ficarão apenas aqueles que estão lá pela montanha e pela corrida, e não pelo hype gerado. Hj é cool, descolado e até mesmo "radival" ser corredor de montanha. Muita gente, com menos sangue nos olhos para treinar para treinos mais longos, se joga em provas de montanha de até 12 km e se sente montanheiro. Calma lá! Já existem provas em trilha desde o começo do século aqui no Brasil. Em SP e SC, pelo menos desde 2005. Que venham todos para a montanha. mas que a respeitem, que respeitem o esporte e os colegas. Que não façam o que hoje é feito em "Estações" e "Night Runs"... A montanha, pela montanha. Como na foto abaixo.

Abraços e bom feriado!


outubro 04, 2012

The Freedom of The Hills

A liberdade das montanhas, traduzido literalmente... Além de título de uma das "bíblias do montanhismo", escrito originalmente em 1960, a frase título do post remete certamente a sentimentos experimentados nas montanhas.

Quando corremos pelas trilhas nas montanhas, a sensação de liberdade é ainda maior. Afinal, estamos livres de mochilas pesadas, de sacos de dormir, fogareiros, barracas, cordas, materiais de escalada entre outros equipamentos sofisticados. Somos apenas nós, a montanha e pouco mais. Run free! Corra livre.

Tem uma turma na Europa que já curte fazer umas fotos sentindo o vento! Veja abaixo Kilian Jornet, Terry Conway e Philipp Reiter nessas imagens:






São certamente três dos grandes corredores de montanha do mundo. Todos com patrocinadores e tudo mais. "Imagem" a zelar. Na zooropa a mentalidade é outra e postar foto assim no facebook não é motivo pra mimimi e para que falsos moralistas saiam de suas cavernas. Lá cada um cuida da sua vida. Aqui nos trópicos, em país de educação extremamente machista, é bem diferente. Certa vez compartilhei uma das fotos acima, originariamente postadas no perfil do Kilian Jornet e algum babaca me denunciou por lá. Acabei ficando pouco mais de um dia sem acesso à rede social. Então, minha liberdade nas montanhas segue aqui mesmo =D. 

Porque não repetir o feito no Anhangava?

Aqui ó:



Abraços!


Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...