maio 31, 2010

GeorgeVolpao.Net

Pronto.

Sou frenético com esse lance de internet.

Mas quero ver se agora sossego. Tai o novo endereço: www.georgevolpao.net.

Tudo aquilo que existia no www.iruntrails.net está publicado no GeorgeVolpao.Net.

Em breve o domínio será redirecionado e quem digitar em seu navegador o www.iruntrails.net será levado automaticamente para o novo domínio. Isso com certeza causará um certo trampo para quem me acompanha via mail ou via google reader. A esses peço desculpas e deixo minhas juras de não mudar mais o endereço :)

Fiz essa mudança porque senti que por vezes eu estava fugindo demais do assunto "I run trails". Tava uma zona. Pensamentos sobre consumismo, corridas no asfalto, vídeos de alta montanha... Enfim, tava George Volpão demais. Então hora de assumir a autoria, dar um nome aos bois e escrever aquilo que me vem à cabeça.

Os leitores de corrida (espero) continuarão comigo nesse "novo" espaço. Aqueles que também gostam do lado mais crítico e ácido também apreciarão minha maior liberdade em falar o que penso, sem me preocupar em desviar do tema "I run trails".

Bem, está aí. Que venha o mundo!

Beijos e abraços!



maio 29, 2010

Feliz são aqueles que têm amigos!

Um post especial para os amigos. Coisa rápida. Aqueles que aparecem aqui apenas para ler, aqueles que deixam seus comentários, que me mandam mail, outros que me acompanham via Facebook, pelo Google Reader, pelo Feedburner. Perdi alguns leitores ao abandonar o Twitter, que estava me enchendo o saco com tamanha futilidade e superficialidade (sinônimos?) do que eu lia por lá. Serviu pelo menos para fazer alguns amigos, que trouxe para um mundo mais real.

Meu post sobre a K42 Bombinhas Adventure Marathon 2010 teve muitos comentários positivos e gostaria de agradecer àqueles que passaram neste blog e deixaram suas palavras de incentivo e apoio. Passei por momentos difíceis recentemente, questionando a validade de cada sonho, cada plano e cada atitude que eu estava tomando. Ver essas manifestações positivas dos amigos e leitores aqui, com certeza me renovou as forças para seguir meu caminho, o caminho das pedras, da lama, da areia e das longas distâncias.

Afinal, I run trails :)

Obrigado de coração a todos!

maio 25, 2010

Breve Relato sobre George, a K42 Bombinhas e o Aquecimento Global

Já no local da largada eu me assutei: "Cacete, como está alto esse mar", comentei com quem já estava alinhando para o início da prova. Em 2009, a praia central de Bombinhas estava com o mar baixo e uma boa faixa de areia para correr. Neste ano, não passei mais que 100 metros de competição para molhar os pés na água que insistia em beijar os pontos mais "altos" da praia. A multidão era a mesma, pouco mais de 100 inscritos na maratona, outros no revezamento e mais alguns na prova de 12K, todos largando juntos.


A areia estava pesada devido às chuvas dos dias anteriores e ao mar que insistia em ficar mais alto que o normal. Passados os primeiros quilômetros, nas praias de Bombinhas e Bombas, tudo foi se ajeitando e se configurando para ser uma prova bem mais difícil que no ano anterior. Ainda estava com um grande sorriso, conversando com os atletas (um deles havia me reconhecido da matéria da Contra Relógio) e curtindo aquela planura toda dos seis quilômetros iniciais.



Uma certa chuva tímida se fazia presente, até o início da subida do Morro da Antena. O "Vietnã" começava ali. Nos primeiros metros morro acima veio uma chuva torrencial, que arrastava ladeira abaixo tudo que estava pela frente. Estava difícil até mesmo para enxergar o rumo. Isso durou pouco, mas durante toda a prova o clima nos ofereceu um misto de chuva, chuvisco, sol tímido e vento frio.

O trecho de trilha que leva às praias ocultas de Bombinhas estava bem úmido e perigoso, muito mais escorregadio do que eu havia experimentado em 2009. Após sobreviver sem danos a esse trecho, vieram os trajetos mais planos, já nas praias. Como curiosidade, o rio em que o Giliard Pinheiro, campeão em 2009 e 2010 aparece em um vídeo saltando no ano anterior, neste ano estava com mais de 10 metros de largura e água pela altura das coxas. Marzão alto mesmo.

Passei os 21K na praia de Canto Grande com aproximadamente 2h50min. Estava mais cansado que no ano anterior e quase 15 minutos "atrasado". Ali permaneci por cinco minutos, batendo papo e me recompondo.

Na trilha que nos conduzia à Praia da Tainha, o visual era belíssimo, como fora no ano anterior. Já na Tainha, vem o desespero: a subida do Morro dos Macacos é, na minha opinião, um ponto chave da prova. Neste trecho senti todos os tipos de dores imágináveis: pernas, cabeça, pescoço, braços, mente... Um posto de água e minhas batatas fritas me ajudaram na recomposição quase no cume do morro, bem como uma pílula salvadora compartilhada pela Patrícia, maratonista experiente com quem conversei durante parte da prova.

Morro abaixo, minha "luz" foi voltando, e ao chegar nas praias de Conceição e de Mariscal eu já estava "novo". E aí a constatação. Mar alto de verdade, obrigando a organização a desviar o trajeto original da prova - sempre pela areia da praia. Corremos, portanto, por quase um quilômetro pelas ruas até poder voltar à beira-mar. Aquecimento global? Hmmm. A ver.

Hora de colocar em prática a tática Desafio Praias e Trilhas 2009: correr descalço, quase na linha do mar. Muuuuito melhor, sem o peso dos tênis e meias encharcados. A musculatura sentiu-se aliviada. Foi, com certeza, o meu melhor momento psicológico da prova, talvez por ter uma expectativa de que este seria o trecho mais chato e monótono. Correr descalço, mesmo na praia, exige atenção onde você pisa e o tempo parece que passa muito rapidamente.

Logo veio a subida em asfalto que me levaria ao outro lado da morraria, chegando à Quatro Ilhas. Praia de areia bem fofa, mesmo assim eu conseguia correr sem problemas. A seguir, leve trecho em trilhas e em seguida rumo ao costão.



Com o mar alto, este trecho estava diferente do ano anterior, muito menos seguro. De toda forma, passei tranquilo, sem pressa. A subida que eu esperava ser mais difícil, aquela que me levaria ao Retiro dos Padres também não teve o mesmo drama do ano anterior.

Algumas cãimbras me fizeram lembrar que já estava fazendo força há mais de cinco horas mas não me impediram de continuar correndo.

Esse ano quase não caminhei nos trechos planos - o cansaço parecia menor que no ano passado. O ritmo havia sido mais lento devido às más condições do percurso, mas sentia-me mais forte e mais treinado.

Enfim, a passarela final, em madeira, lembrança de bons momentos de visitas anteriores à esta terra abençoada. Quase chegando ao pórtico final, amigos me dando força e um último sprint, pra sair bem na foto.



Cheguei tão inteiro como se tivesse participado de uma simples 10K. Esse mundo das provas longas é realmente fascinante e se vai do céu ao inferno e se volta ao céu em instantes.

E ainda rolou um tempo para curtir, junto ao mar, aproveitando a disposição que sobrava.


A lamentar apenas uma coisa: essa prova só é realizada uma vez por ano...

Beijos e abraços!

*Fotos: Raquel Hoefel e Yara Achôa

maio 23, 2010

Rapidinha de Bombinhas

Buenas!

Já em casa, no úmido e gelado primeiro planalto paranaense. Passei aqui apenas pra constar que tudo está ok, às mil maravilhas. E em agradecimento à galera que comenta aqui, manda recado no Facebook e tudo o mais. Valeu mesmo a força!

Durante a semana eu postarei algo mais detalhado sobre a sensacional, incrível, fantástica, imperdível, dura, emocionante, foda, gostosa, deliciosa, instigante, surreal, dolorida, divertida e prazeirosa melhor maratona do Brasil: a K42 Bombinhas Adventure Marathon. Que neste ano de 2010 esta ainda mais superlativa em seus adjetivos.


Resultados? Aqui.

Aumentei meu tempo em 25 minutos se comparado ao ano passado. As condições estavam bem difíceis, como veremos no post seguinte.

Beijos e abraços.

maio 20, 2010

Rumo à Bombinhas!

Chegou a hora. Nesta sexta-feira já estarei no litoral catarinense para a segunda edição da K42 Bombinhas Adventure Marathon.

Na semana que vem eu volto trazendo as considerações sobre a prova.

Grande abraço!

maio 16, 2010

Considerações Pré-K42 Bombinhas Adventure Marathon

Nunca deixei de reparar nos comentários de atletas antes de provas importantes. Principalmente os amadores. Sempre rola uma desculpinha esfarrapada, para tirar um certo "peso" das costas. Lembro dos papos antes das largadas: "ah, to com uma dorzinha no joelho, não tenho treinado direito". Outra bem comum é: "Esse percurso não é minha especialidade". Tem também essa: "passei a semana com febre e vou correr só pra curtir". Também tenho as minhas desculpas, é claro. Neste momento, estou de olho em uma belíssima bolha que adquiri hoje. Ah, tem também um corte no dedão causado por uma pedra que entrou no meu tênis lá pela metade do treino do dia e resolvi ignorar.

Mas, se for comparar esta semana a anterior à K42 Bombinhas de 2009, tenho certeza que estou mais forte, mais treinado e com mais bagagem. Não faço longos de mais de 30Km há mais de um mês. Mas quem são esses treinadores sabichões, que dizem que longões de mais de 30Km é que preparam você para uma maratona? Seriam os mesmos que dizem que é absurdo correr mais que duas maratonas em um ano? Confio no meu taco e pronto.

Bicho esquisito esse, o tal do corredor. Cada vez me identifico menos com esse rótulo. Sinto-me cada vez mais um estranho nesse meio, já que não corro para chegar na frente e sim para chegar mais feliz e realizado. Reduzi drasticamente o número de competições, ao ver que gosto mesmo é de correr e não de competir. Cheguei ao ponto de pensar em competir, a partir de 2011, apenas na K42 Bombinhas, que é verdadeiramente minha corrida dos sonhos. Quero voltar a subir mais montanhas. Rodar de bike pelas roças que eu visitava nos anos 90, sem compromisso de performance. Viver mais intensamente, sem essa de "tem que correr isso e mostrar que você é o fodão que corre 84 Km em dois dias". Estou louco pra me enfiar em um rio ou uma represa e remar, com uma mochila e barraca, para acampar nas margens tranquilamente.

Busco me aventurar. Sem rótulos do tipo "sou corredor", sou "maratonista", sou "escalador", sou "ciclista". Rótulos são apenas isso: rótulos. Prefiro me concentrar no meu conteúdo. E dentro de mim está um montanhista, corredor, aventureiro, mochileiro, remador, ciclista e muito mais. Um ser vivo, capaz de fazer muito mais que contar quilômetros e calcular paces.

E por já ter me aventurado nos mares, nas montanhas, nos rios, nas paredes e nesse imenso playground que é o Planeta Terra, eu anuncio: Viva intensamente! Esteja aberto a novas possibilidades, novas atividades. Se joga, cara! E pare de olhar pro garmim, senão o buraco te engole. Ou o moço na esquina te diz: dá o relógio, mano!

Que venham as montanhas andinas, uma vez mais, em fevereiro de 2011!

Beijos e abraços!



"Padre Voador". Um rótulo...

maio 10, 2010

George Volpão na Revista Contra-Relógio

Este post tem o intuito de divulgar a matéria de capa publicada na edição número 200 da Revista Contra Relógio (disparada a melhor especializada em running). Seu título é "Por que As Corridas de Montanha Não Avançam no Brasil", escrita pela jornalista Yara Achôa. A foto de abertura da matéria - página 60 - traz o George Volpão e suas meias de juiz de futebol correndo junto ao mar, em imagem obtida na minha participação no Desafio Praias e Trilhas de 2009. A reportagem traz também alguns depoimentos que forneci. No decorrer das cinco páginas da reportagem, Yara discorre sobre o que ouviu de organizadores e atletas, bem como relata sua participação na Corrida de Montanha em Paranapiacaba, onde também estive presente. Matéria excelente, que traz um panorama muito real do que rola neste mundo das corridas de montanha. Parabéns, Yara!

Tá lá então, em todas as boas bancas do Brasil. Agradeço à galera que apóia, como a www.territorioonline.com.br e a Proativa (na foto da matéria, estou correndo com a Mochila de Hidratação Deuter Hydro Lite 3.0). Isso sem falar nos leitores e nos amigos que por aqui passam e visitam este blogue.

E bora treinar que o frio chegou e em 13 dias tem a K42 Bombinhas!

Beijos e abraços.

Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...