Subindo e descendo por Belo Horizonte

junho 18, 2009

Dando uma certa sequência ao post anterior, resolvi por em prática um pouco daquilo que escrevi dois dias atrás. Parti para um treino de subidas e descidas em um local que eu já estava namorando havia algum tempo através de programas como Google Earth e Map My Run.


A idéia era subir pelas encostas orientais da Serra do Curral, passando pelo Minas Country até ser despejado na Antiga Estrada de Nova Lima. No alto da crista da Serra eu abandonaria a velha estrada e seguiria morro abaixo por uma rua de chão batido que me depositaria na Av. Borba Gato, uma via pública já conhecida de meus longões rumo à Sabará. De lá retornaria até a ainda mais conhecida Avenida dos Andradas.

Tracei mentalmente o trajeto (o que de nada adiantou pois acabei me perdendo logo no começo e só me encontrando após perguntar o rumo certo para as pessoas na rua), me equipei do Forerunner 305 que emprestei e me bandeei morro acima.

Para o evento selecionei o Salomon XT Wings, Meias de Compressão (sobre as quais tratarei na próxima semana) e uma mochila de hidratação, além dos básicos calções e camisetas para não correr nu.

Eu já havia utilizado tal calçado, porém não com esta meia, que já havia se mostrado super confortável com meus Mizunos de corrida de rua. Porém esta combinação Salomon X Meias de Compressão não obteve êxito e já com 5 quilômetros eu comecei a sentir desconforto nos pés, prenunciando uma bolha (algo que raramente oqorre comigo, dado o grosseirão que é meu pé).

Não me abalei e subi, subi e subi. A cada centena de metros belas imagens, com direito a floresta fechada encobrindo a via (próximo ao Minas Country), alguns belos panoramas da capital mineira (infelizmente ofuscados pela névoa cinzenta de poluição), aglomerações urbanas improvisadas e um ventinho frio ao ultrapassar a cota dos 1.000 metros de altitude. Sempre que possível eu perguntava às pessoas na rua se estava no rumo correto. Estas sempre foram bastante atenciosas com o maluco correndo com uma mochila nas costas.

Em dado momento vi uma trilha subindo um barranco e me aventurei por alguns minutos nela, pois havia previsto a existência de uma trilha paralela a esta estrada que me levaria de volta ao asfalto da Av. Borba Gato. Acabei não me sentindo muito confiante e retornei para a estrada, apenas para confirmar quando cheguei em casa e li os dados do GPS que realmente aquela era a trilha correta e que me levaria por caminho acidentado ao mesmo destino. Fica para a próxima.

Logo ao chegar à planura do vale do Ribeirão Arrudas achei por bem poupar os sofridos pés e tomar um ônibus para retornar. Sábia descisão. Ao sacar os calçados em casa assustei-me com belíssima bolha de sangue no pé direito. Coisa pequena e simples de tratar, mas que poderia ter se agravado muito, prejudicando meus treinamentos próximos e mesmo minha participação na Maratona do Rio. Será preciso encontrar outra combinação Calçado X Meias para treinos assim.

No fim das contas fechei um treino d epouco mais de 15 km em ritmo muito confortável como pode ser observado neste link e no mapa abaixo. Vale a pena fuçar o Map My Run e ver o mapa pela opção Satellite Map.

Reproduzo abaixo algumas imagens do treino, inclusive um breve vídeo. Um grande abraço e voltem sempre (show de bola o aumento nas visitas e nas assinaturas das newsletter, obrigado de coração!).






Imediações do Minas Country


Que vontade de se embrenhar e coletar uns carrapatos...




Homenagem a algum corredor desaparecido nesses rincões?



Que Beleza!



Tecnologia na roça


Vale uma leitura!

3 comentários

  1. Como assim um corredor que raramente tem bolhas no pé??? Eu já tô é precisando de um terceiro pé, pra comportar tanta bolha... =(

    Pelo menos umazinha tinha que ter, né Volpão... =D

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  2. Saudações, grande amigo corredor!
    Estou nesse mundo maravilho da corrida há um ano, e minha primeira prova de 10 milhas será em breve.
    Além disso, sou biker, de grandes distâncias, mas isso é outra história.
    Venho te perguntar o seguinte: você usa a bermuda de compressão sem nenhum short ou outra bermuda por cima. No começo teve algum receio? Sofre alguma discriminação? Digo isso porque uso a bermuda de ciclista, mas ela é forrada (e isso dá uma baita diferença, é claro).
    Já na corrida, é diferente. Não há nada que impeça o contorno dos "atributos", se é que você me entende...rsrsrsrs.
    Eu uso a bermuda de compressão nos meus treinos, mas por baixo de outra, mas sinto falta de deixá-la à mostra, principalmente no calor.
    O que você acha?
    Grande abraço!

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  3. Salve Thiago! Tentei entrar em contato por vc via e-mail mas este não estava disponível. Parabéns pela vida ativa e saudável e muito obrigado pela visita a este blogue.

    Espero que leia minha resposta por aqui mesmo, entao:

    Realmente por vezes rola um contrangimento e atribuo duas soluções:

    1-) Nos treinos usar uma camiseta mais longa, que encubra "as partes", hehe.

    2-) Nas competições utilizar o número de peito não no peito, mas no pinto mesmo. Mas cuidado com os alfinetes, hehe. É sempre preferível usar um porta-numeros...

    Espero ter ajudado e fique sempre ligado nas atualizações.

    Um grande abraço!

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