Correr a Praias e Trilhas é modo de dizer. Tem tanto barranco que se anda muito. E quando é plano, nas praias, a areia é solta. No revezamento em tres pessoas com certeza a parada foi muito dura também. E tudo sem propagandas em revistas, tudo sem televisão, muito menos sem "seletivas" por assessorias convidadas apenas com interesse em vender determinado produto. No Desafio Praias e Trilhas a seletiva era mesmo a coragem de encarar 84 km em terrenos irregulares, pagar por isso e receber em troca muito mais que holofotes. Recebemos belas paisagens, muito companheirismo, além de uma excelente organização comandada pelo Prof. Carlos Duarte e sua eficientíssima equipe da Ecofloripa Eventos.
Três companheiros de experiência lá estiveram e convido vocês a lerem seus relatos: o Alberto Peixoto, o João Gabbardo e o Daniel Meyer, vencedor do ano passado. Cada um conta a seu modo como foi a experiência de participar de um evento deste porte.
De minha parte posso dizer com certeza que foi a prova mais difícil de que já participei nessa minha curta existência como amante das longas distâncias. Com a bagagem de "apenas" duas maratonas anteriores resolvi encarar esta. Não me arrependo!
Acreditar nos sonhos e trabalhar para realizá-los é o que me leva sempre adiante. Passar 15h51min amassando barro, chutando pedra, se afundando na areia foi a melhor compensação do esforço que eu poderia imaginar.
Filmei e fotografei bastante, principalmente no primeiro dia, quando corri com a câmera todo o trajeto.
Poucas foram as dores no dia seguinte e muito grande é a vontade de partir para desafios maiores. Afinal, se eu me diverti muito nessas quase 16 horas de prova você consegue imaginar a curtição que deve ser correr por 30 ou 40 horas?
Durante a semana vou colocando as fotos e vídeos de tudo o que rolou, bem como mais impressões. Material não falta.
Buenas!