julho 20, 2021

Sobre Corridas e Montanhas

 Olá queridos e queridas.

De fato, não tem sido fácil esse processo de entendimento sobre o que anda acontecendo.

Sinto-me como se realmente a motivação para fazer as coisas estivesse dentro de mim mas em algum momento a conexão dessa motivação como o "botar em prática" se perde.

O resultado é o "kit corrida de inverno" que foi separado no domingo a noite para correr na segunda-feira ainda intacto esperando ser usado. E já estamos no final da terça-feira...

Não saber qual o elo que falta para que corridas e montanhas retornem à minha rotina de vida tem me incomodado cada vez mais.

Minha aposta da vez é a alimentação. Tem sido bastante pobre em nutrientes como poucas vezes na vida. E não porque me falte disposição em preparar boas refeições e nem por faltar dinheiro. Aliás, comer bem e saudável é BEM mais barato que comer industrializados, estejam certos disso.

Esse loop que parece infinito já deu.

E espero trazer pelo menos melhores notícias na próxima semana.

E você? Em algum momento já se sentiu assim, como se tivesse uma âncora nos pés?

Conta pra mim!

Saudações!


Sinto-me como de cabeça para baixo...


julho 19, 2021

Auge do Inverno


Queridos e queridas!

Espero que estejam sobrevivendo bem a este inverno.

O dia mais frio que corri neste ano ainda rolava usar shorts: 7 graus.


Eu não sei porque tenho a impressão de que este inverno está mais rigoroso que o anterior. Acho que há uma grande chance de ser um equívoco meu, visto que, se assim fosse, essa notícia certamente já teria ganhado a imprensa. 

Talvez porque o evento histórico da neve nas montanhas em 2021 tenha ocorrido já no terço final da estação, mais precisamente em 21 de agosto, como vocês puderam assistir aqui no vídeo abaixo:




O fato é que com a chegada dessa segunda massa de ar polar do ano (a primeira veio trazendo geada "cedo", ainda em junho) agora em meados de julho parece já estar me cansando muito mais do que antigamente.

Seria efeito da passagem inexorável dos anos? 

Eu sempre fui um amante incondicional das baixas temperaturas. Tenho até fotinho no abandonado Instagram de uma manhã no cume do pico do monte do Morro Itapiroca em 2007 com temperatura abaixo de 4 graus negativos. Estava super faceiro.

Eis que me vejo agora, em meus 44 anos de idade (e já vacinado com a primeira dose contra o Sars-Cov-2) ignorando completamente as oportunidades de apreciar uma boa geada em um lugar emblemático da minha amada Curitiba, como o Jardim Botânico, do qual hoje sou vizinho quase de porta.

Simplesmente impossível levantar pela manhã para as corridas que sempre apreciei pisando esse gelo fino. Sinto-me por vezes, como que amarrado numa cama quentinha ao lado da parceira amada que compartilho a vida.

Não, longe de mim botar a culpa no casamento, antes que isso suponham. Erro! Não creio também que minha resistência às baixas temperaturas tenha diminuído. Afinal, tenho encarado sem dramas o deslocamento sobre uma bicicleta para o trabalho com estas baixíssimas temperaturas e vento congelante que traz uma sensação térmica digna da Patagônia.

Enfim, nada mais que uma breve reflexão onde, colocando para fora estes questionamentos, posso buscar uma resposta lá dentro para saber onde está aquele George Volpão amante do inverno e das corridas matinais.

E sobre corridas e montanhas eu converso com vocês no próximo texto.

Espero que estejam bem!

Saludos!

maio 10, 2021

Começa a Temporada de Montanha!

 Hola, que tal?

Agora sim, finalmente voltando às corridas em trilha.

Em um sábado de se emocionar, eu e meu parceiríssimo de longa data Nelson Mendes, o Pexe, fomos até o Morro dos Perdidos e aproveitamos a reabertura do local que esteve fechado por pouco mais de um ano para fazer um treino de respeito. 

18 km, 1300m D+ e ótimas sensações.

Meu posterior de coxa não deu nem sinal de dor, minha lombar com protusões discais não incomodou (ou seja, zero dormência na coxa e panturrilha) e o joelho direito comportou-se perfeitamente.

Com isso, posso desenhar e planejar melhor um retorno seguro à modalidade que é a minha favorita.

Para este mês de maio ainda preciso fazer uma nova ressonância magnética para saber se houve uma correta cicatrização da musculatura da coxa e estar, de fato, liberado. 

Assim feito, seguirei na minha planilha imaginária até o final de junho para, aí então, estruturar decentemente um programa de treinos para longas distâncias em trilhas e montanhas com foco no verão seguinte.

Vamos em frente, obrigado pela força de todos aqui.

Abaixo imagens e vídeo do rolê do Morro dos Perdidos!

Saludos!












maio 03, 2021

Um Abril sem posts mas não sem emoções

 
Hola, que tal??


Não é sempre que as palavras fluem, vocês sabem.

Mesmo com mais de 10 anos escrevendo por aqui, vejo que muitas vezes as palavras me faltam. Você já parou pra pensar em como a gente muda em dez anos? Como você era 10 anos atrás?

Falando por mim, além de estar ainda na casa dos trinta anos, em 2011, eu estava ainda na flor da idade nas minhas atividades esportivas, dando paulada atrás de paulada nas corridas em montanha e, principalmente, escrevendo aqui com mais afinco.

E é interessante observar também que nesses dez anos vimos a consolidação da presença das redes sociais como tomadoras de tempo. 

É claro que há muito conteúdo bom gerado por lá. Mas, acho até que já comentei por aqui, o problema das redes sociais é o ruído excessivo. Muita informação e de forma desorganizada. O conteúdo importante que vejo por lá muitas vezes passa batido, acabo esquecendo de utilizar a função "salvar" que existe no Instagram. Além disso tem o problema de que Instagram e Facebook tem uma rede de pesquisa pavorosa se comparada ao Google.

Nessa redes sociais você precisa buscar por hashtags... Quando pesquisamos no Google, recebemos além do resultado em texto e imagem, também os vídeos do YouTube, o que é uma boa.

No meu caso especificamente, não acredito que eu esteja gerando conteúdo relevante. Tenho apenas falado sobre mim, sobre os treinos e comidas que faço entre outras peculiaridades da vida.

E isso tudo no meio da eterna "crise existencial" que me acompanha há décadas que é o "compartilhar ou não compartilhar sentimentos?"

Qual o caminho a tomar em seguida eu sinceramente não sei.

Falando do MEU mês de abril, foi bastante intenso. Pude retomar os treinos de corrida com consistência, Fazer de verdade minhas sessões de fortalecimento, colher os primeiros resultados disso (melhor técnica de corrida e redução de peso corporal) e encarar novamente umas trilhas.

Para este mês de Maio, a expectativa é manter essa consistência, aprimorar um pouco mais essa técnica e escrever um pouco mais por aqui.

Quem viver verá. Espero que estejam se cuidando também.

Excelente Maio a todos!


março 31, 2021

Atualizando - Reconstrução em Curso

 


Hola, que tal?

A palavra do mês foi exatamente esta: reconstrução.

Nunca foi tão real, verdadeira e na carne.

Após um desfile entre consultórios, clínicas, hospitais e no ambiente estéril do Zoom, as considerações:

- Três pequenas protusões discais que demandam atenção mas não são impeditivas para a prática de esporte. Foram reveladas através de exame de ressonância magnética solicitado pelo Dr. Thiago Fuchs (especialista em joelho e quadril) e depois também analisadas pelo Dr. Antônio Krieger (especialista em coluna, também corredor). Como se trata de uma situação irreversível e que pode levar futuramente a uma hérnia de disco, mais do que nunca fortalecimento de core é necessário para que eu tenha maior longevidade nas corridas e pedais. Já comecei!

- Ruptura muscular do músculo posterior da coxa esquerda no dia 12 de dezembro do ano passado. O grande problema, na realidade, foi ter voltado às corridas em trilha e aos treinos de intensidade no Velódromo antes da hora certa e de liberação médica. Em mais uma ressonância magnética realizada agora em março ainda se revelou um sangramento tardio, que não estaria acontecendo caso eu realmente tivesse tratado como deveria (repouso e distância das corridas por pelo menos dois meses). Não apenas voltei a correr antes, mas com alta carga. Corri um grande risco de ruptura maior e que precisaria de uma cirurgia. 

- Diante disso decidi por me afastar dos treinos junto à Equipiazza. Primeiro para buscar me recuperar fisicamente e depois para voltar a aplicar uma filosofia de treino onde eu busco ouvir mais o meu corpo, como fiz por mais de duas décadas nas corridas e montanhas. Treinando sozinho eu acredito que me mantenho mais focado. Dou mais atenção aos meus sinais. Estar treinando em grupo é muito bom e motivador mas ainda não tenho (e acho que jamais terei) a percepção do que é o meu treino e o que é o treino dos companheiros. Assim, tenho a tendência em exagerar, mesmo com orientação para eu pegar leve.

- Consulta remota com a fisioterapeuta Raquel Castanharo, uma referência em corrida e atuação junto à comunidade de corrida. Baita profissional cheia de conhecimento para compartilhar. Recomendou alguns exercícios de fortalecimento de quadril, atividade necessária para corrigir a fraqueza muscular nesta região e que ela identificou durante a consulta via Zoom (ela é de São Paulo).

Assim, durante este mês de março eu fiz algumas atividades de corrida e bike, bem leve e voltando a ter prazer em corridas continuas e mais longas (estou liberado para correr por 60 minutos cada sessão, sem forçar). De fato, estas corridas foram as mais longas na rua desde sei-lá-quando. Tão focado estava eu nos treinos de intensidade no Velódromo às terças e quintas e na montanha aos finais de semana (no ano passado).

Abril promete um pouco mais de consistência, afinal estou em condição de dor zero na musculatura e de dormência zero na coluna lombar, que eram as minhas queixas desde o final do ano passado.

Reconstrução!

Nos vemos nas trilhas em breve, vem muito mais por aí.

março 01, 2021

Pintura da Bike GT, Saída da Equipiazza e mais


 

Hola, que tal?

Seguimos em frente, com novidades.

Vamos pintar a bike, refazendo a originalidade e qualidade de uma bike GT. Bora também recuperar o corpinho com base nos resultados dos exames que virão (ressonância magnética de perna e quadril), nova metodologia de treino e por aí vai.

Eu conto um pouco disso no vídeo abaixo.

Saludos!!!



fevereiro 25, 2021

Fechando Ciclo

Hola, que tal?

Olha só...não sou de reclamar da vida não. E também acho  que esse post não é bem uma reclamação, mesmo sabendo que se fazer de coitadinho dá Ibope.


Mas, carai, véio. Os últimos 12 meses foram uma sucessão inédita de lesões, doenças e imprevistos.


Começou no 01 de março de 2020, com uma torção do joelho direito, que já não tem o Ligamento Cruzado Anterior desde 2013. Foi no Morro Araçatuba e tive que vir praticamente a reboque por quase 2 km de trilhas. O que faria em 20 minutos de corrida levou 120 de caminhada arrastada e ainda cheio de dores.


Ok, consultas, exames, liberado pra correr em uns poucos dias e aí entra a pandemia de Covid-19. Mesmo sujeito aos julgamentos e dedos apontados, permaneci treinando corrida e ciclismo, ouvindo asneiras de todos os lados. Muitos achando que era puro egoísmo sair para pedalar, correr o risco de sofrer um acidente e ocupar o leito de alguém que estivesse precisando por causa do Covid-19. Estávamos ainda em março e abril, e ninguém poderia imaginar que quase um ano depois a situação dos hospitais é muito mais grave que naquela época e estes mesmos que criticavam na época, hoje vivem como se não houvesse amanhã em suas viagens, festas e "aglomerações do bem". 


Enfim, escapei ileso (até esta data) do vírus. Tendo o cuidado de não exagerar nas aglomerações, tentando manter alimentação natural (é bem difícil, confesso), com o máximo de atenção nas medidas preventivas.


E esse foi só o começo. Em maio veio infecção dentária (me afastou dos treinos por 3 semanas), em agosto uma lombalgia (mais duas semanas), em setembro uma queda de bike num treino (duas semanas sem correr e quatro sem pedalar devido às dores nas mãos), em dezembro um estiramento muscular e agora em janeiro e fevereiro de 2021 umas dormências estranhas na perna esquerda quando faço corridas mais rápidas.


Junta isso tudo a uma completa falta de vergonha na cara da minha parte em não fazer nem fortalecimento, nem alongamento e nem exercícios de mobilidade.


Chegou a hora de pagar o preço.


Mas quem me conhece, sabe. Não sou de reclamar. Tiro muito aprendizado disso tudo e parece que uma ficha caiu aqui nessa cabeça quase oca.


Crises geram oportunidades, dizem. E teve também muitos momentos bons, como as férias em Santa Catarina, os treinos de corrida no Velódromo de Curitiba com a Equipiazza (assessoria de corrida com pegada forte de montanha e que deixo de integrar temporariamente a partir de hoje), algumas montanhas e trilhas com ótimos amigos e com minha parceira de vida, ano novo no Guartelá e muito mais. É o famoso "confesso que vivi" de Neruda aqui explanado. Sim, 12 meses bem intensos.


Mas quero, DE VERDADE, virar essa chave a partir deste 01 de março e fazer a coisa certa, fazer o que tem que ser feito. Foco no prazer diário de manter o corpo ativo e a mente sã. Sempre em busca da verdade. E, assim, construir um futuro com um pouco menos de dor, cercado dos melhores.


Pra cima, cuidem-se e até breve!





Por um novo ciclo com muita pizza vegana nas montanhas com essa mulher!




E também muito café com paçoca em botecos rurais durante os pedais.






Sempre será mais sobre montanhas. E cercado dos melhores!




Sobre montanhas, trilhas, amizades verdadeiras e cervejas!

De preferência com mais montanhas nevadas como este Araçatuba em agosto passado.

Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...