julho 30, 2019

Bombinhas, o Retorno (Parte II)

Oi, tudo bem?

Confesso que não está fácil voltar às corridas, mesmo sem ainda colocar muita quilometragem.
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Fico pensando se não chegou a fatura pelo meu histórico de correr longas distâncias desde 1995 (quando fiz meus primeiros 21 km correndo abaixo de duas horas), de ter feito 13 maratonas em apenas 5 anos e de tantas subidas aceleradas em cumes na serra do mar paranaense.
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Nas últimas semanas tenho lidado com uma panturrilha dolorida que parece estar a ponto de romper e por isso dei um tempo nos treinos.
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Já passei por tanto médico e fisioterapeuta com péssimo comportamento e visão que hoje prefiro simplesmente dar um tempo e tentar um retorno mais lento mais tarde. Generalizando, não confio mais.
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Também não sou o tarado das competições, dos paces ou do Strava. Gosto de apreciar qualquer atividade que eu esteja envolvido. Se não estiver dando prazer, não funciona. E ninguém gosta de correr com dor, apesar que muitos o fazem por problema de ego disfarçado em um discurso de auto superação.
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Daqui 10 dias, estarei em Bombinhas para rever bons amigos, desfrutar da natureza única e participar dos 12km da Indomit . Já estive lá por cinco vezes para correr os 42 km, entre 2009 e 2013 bem como para os 21 km em 2014. Quem sabe nesse reencontro com o ambiente, o lugar e as pessoas eu possa reencontrar o que é mais preciso nesse momento: eu mesmo.
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Bom dia!


Minha panturrilha incomodando já em 2010, no final da K42 Bombinhas.

julho 15, 2019

Bombinhas, o Retorno

Meu Deus, o tempo passa não é?

Eu contei neste texto aqui, há quase dez anos, como foi minha participação na primeira maratona Trail realizada no Brasil.


Sim, eu estava lá em agosto de 2009. Foi também minha primeira maratona fora do asfalto. Incrível, mágico, surreal. Gostei tanto da experiência que voltei a correr em Bombinhas por mais 5 vezes, sendo 4 maratonas e uma vez nos 21 Km da Indomit Costa Esmeralda.


Quem me acompanha sabe que fiquei um certo tempo parado, distante dos treinos regulares e mais ainda das competições.

Em alguns momentos cheguei a anunciar que voltaria a participar ativamente de provas e do cenário de trail running do Brasil. Agora mesmo em 2019 eu achei que começaria o ano pegando firme. Não deu.

Mas agora está dando e vai dar. São 15 dias bem engrenados nos treinos, sem complicações físicas ou emocionais. 

E chegando ao ponto de querer me bandear para Bombinhas, acompanhar a Indomit que vai rolar neste próximo dia 10 de agosto.

É claro que não estou apto a encarar os 42 quilômetros desta vez, pois estou com pouquíssima bagagem de treinos. Não seria prudente encarar nem mesmo a opção de 25 km, que ocorrerá nesta edição também.

Irei nos 12 quilômetros, para matar a saudade daquelas belas trilhas e costões pelas bandas de Quatro Ilhas, Sepultura, etc. 

Fico profundamente agradecido e lisonjeado em ser lembrado pelo organizador Juan Asef, que desde a primeira edição quando a prova ainda se chamava K42 Bombinhas, foi de uma simpatia e caráter exemplares. 

Vai ser muito bom rever aquela turma toda de lá, estou verdadeiramente feliz e emocionado e poder "voltar" em uma prova que rola exatamente da onde comecei minha história no trail running de longa distância. 10 anos depois então... mais marcante ainda.

Vejo vocês por lá! Quem quiser fazer a prova ainda dá tempo, corre aqui. 

Forte abraço!



Dez anos atrás, quase chegando!

Cheguei! E tô voltando!


julho 08, 2019

Temperaturas Negativas no Morro do Anhangava

Opa, firmeza?

Pow, última vez que eu tinha ido ao Anhangava foi nesse dia aqui.

Como pude demorar tanto?

Ok, é certo que morar em Curitiba e não mais em Quatro Barras complicou um pouco minhas idas para lá. Afinal, são 26 quilômetros de distância. Mas... dava pra levar mais a sério isso, né Volpão?

De toda forma, não resisti à entrada de uma forte massa de ar polar prevista para os dias 6 e 7 de julho de 2019 e me programei para pegar o nascer do sol lá nos cumes. Deu certo!

Saí de casa às 5:10 de uma congelante madrugada, com termômetro na casa do zero grau. De Uber até a região das fábricas antes da Borda do Campo, é rápido, seguro e custa menos de cinquenta reais. Gosto de começar minhas corridas ali, pois tenho ainda uns 5 quilômetros de estrada de chão em leve subida para esticar as passadas e correr um pouco na escuridão. Em pouco mais de 30 minutos, passo pelo campo da Asa Delta e começo a subir de verdade, pela antiga estrada da Asa Delta (sim, até meados dos anos 90 era possível subir de carro com tração nas quatro rodas até o cume do Morro Samambaia (vizinho ao Anhangava). 

Hoje é uma trilha bem batida e bem cuidada pelo pessoal das associações de montanhismo que realizam frequentes mutirões. Vinte e poucos minutos, chego bem a tempo de ver o sol aparecer por trás das montanhas da Serra do Ibitiraquire. Já na subida era possível observar a geada pegando forte e lá em cima tinha bastante gelo também sobre as pedras. Com as chuvas dos dias anteriores, ainda havia bastante umidade na montanha e tudo congelou.

Não foi nem de longe minha subida mais acelerada ou a mais "sangue nos olhos" das mais de 50 que já fiz por lá. Mas foi certamente uma das mais divertidas, onde pude curtir com intensidade cada segundo por lá.

Não tinha muita gente na montanha, havia paz e nenhum tipo de farofagem que é cada vez mais comum por lá. 

Fiz a descida pela trilha frontal, até que em boa pegada e com segurança, dadas as circunstâncias. Como sabem, tenho um ligamento cruzado anterior do joelho direito rompido há 6 anos e tô nem aí pra fazer cirurgia, já que consigo ter qualidade de vida nas atividades que realizo. Basta ter cuidado e atenção que tudo se dá muito bem.

Ao final, foram pouco mais de 10 quilômetros, com 600 metros de desnível positivo acumulado segundo o GPS. Aliás, ainda quero fazer um review do modelo que estou usando o Amazfit Verge.

Deixo abaixo algumas imagens do belíssimo dia no alto das montanhas.

Um forte abraço e até o próximo texto!



07:02 a.m.

07:05 a.m.


07:21 a.m.


07:35 a.m.


07:39 a.m.



maio 08, 2019

Novo Grupo Shimano para Gravel Bikes

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Mas que satisfação receber a notícia que a gigante japonesa finalmente lançou componentes específicos para Gravel Bike hein? Saiu o Shimano GRX!

Deixo abaixo o press release em português mostrando os componentes e aqui um vídeo onde deixo minhas impressões sobre o assunto. Corre lá, assista, deixe o gostei se curtiu e se inscreva caso ainda não seja inscrito.

Um forte abraço!



GRX da Shimano apresenta o primeiro grupo de componentes do mundo dedicado a estradas de Gravel (cascalho)

Com várias opções, incluindo transmissões single e dupla, trocas de marcha mecânicas ou eletrônicas, relações de 11 e 10 velocidades, compatibilidade com canote retrátil e relações de marchas mais ampla ou mais próximas, dedicadas a todos os estilos de ciclismo em estradas de gravel (cascalho) e aventura.

Após um amplo processo de pesquisa, teste e desenvolvimento, reunindo feedback de ciclistas do mundo todo em trilhas, estradões, pistas e caminhos diversos, com todos os níveis de competitividade, a Shimano apresenta uma nova série de componentes batizada de GRX; a primeira família de componentes dedicada ao gravel (estradas de cascalho) e rotas de aventura, do mundo, desenvolvido para um pedal em velocidade e com performance em trechos com superfícies pedregosas.

GRX oferece componentes das séries RX800, RX600 ou RX400 com transmissões 1x11, 2x11 e 2x10, além de opções de câmbio mecânico e eletrônico Di2, para que os ciclistas possam personalizar sua experiência de pilotagem em terrenos mistos, e possam explorar além dos limites habituais, indo a uma ampla variedade de terrenos.




O desenvolvimento desta série levou a equipe de desenvolvimento da Shimano para além dos seus limites tradicionais, para criar uma plataforma que abordasse as necessidades dos pilotos, hoje e no futuro. Seja pedalando em estradas de cascalho (gravel), pedais descolados na estrada, passeios tipo mochileiro ou satisfazendo as necessidades dos ciclocross mais exigentes, o SHIMANO GRX oferece opções que vão desde relações de marcha adequadas ao gravel, até ergonomia personalizada, integração com canote retrátil e rodas GRX específicas para terrenos acidentados, com perfis de aro mais largos..

Os Componentes

Entrando nos detalhes, o grupo GRX inclui três opções de pedivela - 1x11, 2x11 ou 2x10 - além de câmbios dianteiros e traseiros, pinças de freio a disco com alavanca de freio em linha e alavancas STI hidráulicas esquerda e direita, que vêm com câmbios Di2 ou opções de mudança mecânica.

Estes componentes empregam tecnologias de mudança de marcha mais tops da Shimano, tanto do ciclismo de estrada quanto de mountain bike, para oferecer a precisão e a estabilidade da mudança de marcas pelas quais a empresa é conhecida. Com o GRX, o resultado é um sistema de transmissão suave e silencioso que é especialmente configurado para as características únicas de terrenos de cascalho, para posições de pilotagem e projetos de bicicletas gravel.

Para simplificar, Shimano GRX recomenda o uso de cassetes e correntes Shimano MTB (Deore XT, SLX ou Deore) ou Road (Ultegra, 105, Tiagra) já existentes no lineup da Shimano. Além da série líder de categoria Shimano GRX 800, há também componentes de 11 velocidades mais acessíveis, um pedivela da série 600 e um conjunto de trocadores que podem ser mesclados perfeitamente com peças da série 800, e pedivelas de 10 velocidades, câmbios e trocadores / freios. Isso significa que você pode criar tudo, desde uma bike GRX leve, de nível competição, até uma bike GRX mais resistente e robusta para lazer, em um nível mais econômico de preço.


Pedivelas GRX

Os pedivelas GRX foram projetados para enfrentar diferentes tipos de terrenos e estilos de pilotagem, todos com uma linha de corrente de + 2.5mm para aumentar a folga do pneu e do quadro. Os pedivelas single GRX oferecem a simplicidade de troca de marchas somente no cassete traseiro (as opções incluem cassetes RX800 / 600 40D ou o cassete RX800 42D) e são oferecidos com o perfil de dente da Shimano Dynamic Chain Engagement na coroa dianteira, para uma maior retenção da corrente em terrenos irregulares.




Ao mesmo tempo, o pedivela duplo RX810 trabalha com uma folga de 17 dentes que, na relação 48-31D, é a relação de engrenagens mais ampla que a Shimano oferece. Juntamente com as opções adicionais RX600-11 / 10 46-30D, os pedivelas duplos proporcionam relações de marcha suficientemente amplas para enfrentar as subidas mais íngremes e encarar as descidas mais extremas.

Pesos dos pedivelas GRX: 

1x11: 
FC-RX810-1: 655g (foto), 
FC-RX600-1: 753g. 

2x11: 
FC-RX810-2: 722g (foto), 
FC-RX600-11: 816g, 
FC-RX600-10: 819g

Câmbios dianteiros (FD) GRX

Complementando os pedivelas, os câmbios dianteiros Di2 (FD-RX815) ou Mecânicos (FD-RX810 / RX400) são construídos com 2,5mm a mais de espaçamento para pneus mais largos (até 42mm) para facilitar a pedalada em terrenos irregulares. Isso significa que os câmbios dianteiros GRX devem ser usados em combinação com pedivelas Shimano GRX de + 2,5 mm. Ambos os câmbios dianteiros RX800 mecânicos e eletrônicos (Di2) foram projetados para trabalhar com a relação de transmissão 48-31D com coroa dianteira mais ampla de 17D da Shimano, enquanto o câmbio FD-RX400 de 10 velocidades acomoda as coroas de 16D que integram os pedivelas RX600 46-30D de 10 velocidades. 




Os FD Shimano Di2 podem ser perfeitamente ajustados usando controles simples e integrados da Shimano, enquanto FDs mecânicos trazem uma sensação de mudança dianteira extremamente leve com uma curva de potência ergonômica, construção de link para mais opções de cabeamento e um parafuso de tensão de cabo integrado para ajustes precisos e fáceis. Seja escolhendo mudanças eletrônicas ou mecânicas, todos os câmbios dianteiros proporcionam o lendário desempenho de troca de marchas dianteiras da Shimano.

Pesos dos câmbios dianteiros GRX: 
FD-RX815-F: 131g (foto), 
FD-RX810-F: 94g (foto), 
FD-RX400: 95g

Câmbios Traseiros GRX (RD)

Adotando a tecnologia apresentada no câmbio traseiro RX 2018, os GRX Di2 RD (RD-RX815 / RX817) ou RDs mecânicos (RD-RX810 / RX812 / RX600) são projetados para trocas de marcha silenciosas, suaves e confiáveis em terrenos acidentados através do sistema de estabilização de corrente, o SHADOW RD + para gerenciar a "vibração da corrente", minimizando o movimento desnecessário do braço do câmbio e proporcionando desempenho de trocas de marchas sem interrupções.




O GRX vem com a opção de quatro câmbios dependendo do cassete e operação de mudança de marchas que você escolher. Ciclistas utilizando um cassete Ultegra, 105 ou Tiagra de 11-30 / 34D precisarão usar o short cage (braço curto) Di2 RD-RX815 ou câmbio traseiro mecânico RD-RX810, enquanto os ciclistas que optarem por cassetes nível Deore XT, SLX ou Deore 11-40 / 42D, vão precisar de um câmbio long cage (braço longo) Di2 RD-RX817 ou mecânica RD-RX812 RD, ambos com uma relação de puxada de cabo similar aos câmbios de estrada da Shimano.

Pesos de câmbios traseiros GRX: 

Di2: 
RD-RX815 / RD-RX817 (foto): 288 / 322g. 

Mecânica: 
RD-RX810 / RD-RX812 (foto): 251 / 264g

Alavancas GRX STI

Mudança de marchas da GRX é proporcionada por alavancas ergonômicas específicas dedicadas para o gravel (Di2: ST-RX815 ou Mecânica: ST-RX810 / RX600 / RX400, ST-RX810-LA) com um ponto de eixo 18mm mais elevado, perfil de alavanca de freio curvo e acabamento texturizado antideslizante que garante um “grip” seguro em terrenos acidentados.




Para integrar o uso de canotes retráteis nos pedais em gravel, a SHIMANO criou a alavanca esquerda de freio a disco hidráulico GRX mecânica ST-RX810-LA que, quando usada com relação 1x11, pode controlar o canote retrátil enquanto mantém um cockpit clean. O sistema integrado de tração de cabos possui um acionamento por alavanca de 9 mm para operar os canotes retráteis com os terminais de cabo na alavanca de câmbio. O SHIMANO GRX também inclui alavancas de freio a disco hidráulico do lado esquerdo Rx800 e RX800 específicas da série 1x11 sem rota interna para canote retrátil ou mudanças, incluindo a alavanca esquerda 1x11 Di2 (ST-RX15), que vem com três botões (dois botões laterais e botão superior na parte superior da borracha – hood) para operar funções auxiliares, como luzes ou computadores de terceiros.

Sistemas de frenagem GRX

A principal preocupação dos ciclistas de gravel é ter potência de freio suficiente para controlar a velocidade em descidas íngremes e repentinas. É por isso que, existe uma classe superior da família GRX: uma variante das alavancas de freio da série RX800 (ST-RX815) que oferece a tecnologia Servo Wave proveniente dos freios de mountain bike da Shimano. Isso proporciona uma sensação de frenagem mais forte com maiores opções de modulação para uma pilotagem mais agressiva. Pode-se optar pela versão não servo-wave do RX810 ou pelas alavancas das séries RX600 e RX400, que fornecem um nível excelente de potência de frenagem a disco, como nos freios a disco Ultegra, 105 ou Tiagra, respectivamente.




Uma opção de frenagem adicional é a sub-alavanca de freio hidráulico em linha (BL-RX812-L / R) que se conecta ao sistema hidráulico principal que direciona para a pinça dianteira ou traseira. A sub-alavanca foi projetada para ser montada no guidão ao lado da mesa, oferecendo opções para a frenagem quando se pedala com as mãos na parte sulerior do guidão.

As pinças GRX (BR-RX810 / 400) remontam ao design das pinças de estrada flatmount da Shimano para entregar desempenho de frenagem potente, com recursos como sangria unidirecional e pastilhas e rotores de freio com aletas de dissipação de calor da ICE TECHNOLOGIES, para oferecer resfriamento eficiente e longa duração de desempenho do freio.




Conjunto de Rodas Específico para Gravel

Para uma experiência completa, a Shimano tira o chapéu para o espírito de aventura do gravel, com dois conjuntos de rodas de eixo E-THRU de 12 mm para gravel / aventura (WH-RX570-TL-F12 / R12). Os conjuntos de rodas 700c ou 650b (sem Boost) tubeless oferecem um equilíbrio ideal entre peso, rigidez e durabilidade para rodar em terrenos de gravel, apresentando aro 21.6mm mais largo (comparável com rodas de MTB XC) e aro de altura off-set (descentrado) de 22mm.




No geral, com as múltiplas opções e especificações disponíveis, o GRX tem um amplo apelo e uma ampla mensagem para ciclstas de todas as disciplinas.


abril 22, 2019

Road Cycling. George Volpão e a Groove Overdrive 50 2019

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

E acabou que vendi minha bicicleta MTB e agora estou com uma bike de estrada.

Após recente trânsito periclitante no mundo das gravel bikes decidi-me por experimentar pedalar novamente uma bicicleta de estrada. Mas, é certo que eu faria algum tipo de alteração, pois nenhuma bicicleta vendida atualmente por aí está 100% afinada com meus gostos e propósitos.

Aliás, um dos propósitos é justamente poder pedalar em estradas de terra em boas condições a bicicleta escolhida, uma Groove Overdrive 50 ano 2019.

Até o momento, rodei com ela em apenas duas oportunidades: uma sessão de 20 km perto de casa e uma com 60 km no entorno de Curitiba, quando pude confirmar que posso seguir em frente com estas intenções graças às discretas mudanças que implementei na bicicleta:

1) Troca dos pneus originais dela, na medida 700X23 por um modelo Continental UltraSport 700X28. Com pneus desta largura, o conforto é aumentado consideravelmente e o controle da bike também melhora, principalmente em condições de asfalto molhado ou de rodagem em calçamentos diversos.

2) Par de rodas Shimano R501 substituindo as originais que, além de serem de qualidade muito básica, não me passavam confiança. Este par de rodas Shimano eu estava utilizando com sucesso na bike antiga gravel-que-não-é-gravel, a russa Format 5222 modificada.

3) Fita de guidão em dose dupla. Por sobre a fita de guidão original, produto de qualidade, instalei uma nova fita. Esse esquema traz mais conforto e uma pegada mais agradável, pois aumenta a espessura geral da pegada.

Rodei ainda muito pouco fora do asfalto com esta bicicleta mas as expectativas são as melhores. Sei da limitação decorrente do conjunto quadro-garfo-freios, uma vez que não há margem para equipar a bicicleta com pneus mais largos e com cravos, como os 700X35 que eu adoro. Mas, deixemos isso para as gravel bikes puras.

Como tenho basicamente só pedalado dentro de Curitiba durante a semana e raramente fazendo pedais mais longos aos sábados e/ou domingos, entendi que uma road bike mais "bruta" seria a melhor escolha para equilibrar rendimento e usabilidade. E ainda custa menos que uma MTB.

Em posts futuros, passarei mais imagens e especificações técnicas. Aproveito para deixar aberto o espaço para que deixem suas dúvidas, críticas e sugestões de conteúdo!

Abraços!


março 08, 2019

Salomon Speedcross 3 - Review




Bom dia, boa tarde, boa noite, senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Compartilho abaixo algumas impressões sobre um dos modelos de tênis de corrida em trilha que tenho utilizado atualmente, o clássico Salomon Speedcross, desta vez, na versão 3.

Já fiz uma avaliação do Salomon Speedcross 2 aqui. Isso foi em 2011! De lá para cá tive a oportunidade de rodar com mais dois pares do Speedcross 3 e finalmente agora, no mais recente par de calçados que utilizo, seguem as minhas sinceras impressões, bem como uma análise em vídeo aqui onde você confere mais imagens.


Salomon Speedcross 3 em ação, fora de seu habitat natural.

Em 2019 houve o lançamento da versão 5 deste modelo, mas sem previsão de chegada ao Brasil. Por aqui o mais fácil é encontrar o Salomon Speedcross 4, mas não podemos esquecer que o Salomon Speedcross 3 ainda pode ser encontrado em algumas lojas online. O preço médio que encontrei nas pesquisas foi de R$ 749,90. 

Na prática, observei poucas diferenças entre todos os modelos já lançados, me parecendo que as alterações são mais de ordem de acabamento e design do que de funcionalidades. Entre as versões 2 e 3, as sensações nas corridas são exatamente as mesmas.

Na areia também não é a melhor opção. Mas... bem melhor que um calçado de corrida de rua.



Mas... vamos lá:

Tempo e Condições de Teste: 6 meses, algo em torno de 250 km variando entre estradões de terra, um pouco de asfalto, areia solta, areia batida, lama e rochas das trilhas da Serra do Mar. Corrida mais longa teve duração de 4 horas e 1.000 metros de desnível positivo.

Amortecimento: Vou repetir o que postei no review do Salomon Speedcross 2. Excelente para um tênis de corrida de montanha. Lembro que amortecimento não é um quesito tão importante nestes modelos como nos tênis de corrida de rua. Ao sair trotando é possível perceber um excelente amortecimento, mesmo com o passar dos quilômetros. Após uns 100 quilômetros essa sensação diminui um pouco mas ainda podemos sentir que se trata de um calçado macio.

Aderência: Na lama é um espetáculo! Um verdadeiro trator e nesse quesito, só perde para um La Sportiva Anakonda que tive oportunidade de usar. Na pedra úmida não segura tanto, mas aí...já seria pedir demais né? Nestas condições, reduza o passo, tenha cautela e confie mais em você do que no calçado.  No asfalto é possível sentir o solado “grudando” no piso. Impressionante. No geral, ele funciona muito bem em terrenos molhados.

Acabamento: Cuidadoso, inclusive com material refletivo para corridas noturnas. Nota-se um cuidado com a produção. É realmente primoroso mas também não poderíamos esperar algo diferente de um calçado desta faixa de preço. O cadarço é fixo e vai embutido em um pequeno bolso, o que impossibilita a desamarração involuntária. Está disponível em várias opções de cores e o material do cabedal apresenta rápida secagem quando se faz necessário molhar os pés em algum cruzo de rio.

Durabilidade: Preocupava-me este fato, principalmente ao notar o solado tão macio e cheio de cravos. Porém ele me surpreendeu, durando mais do que eu esperava. Obviamente que não se deve treinar nem competir com ele em asfalto, caso contrário o solado irá fritar rapidamente, pois é muito macio. Se possível guarde-o apenas para as competições. Terá um tênis para muitas e muitas corridas.

Peso: Em torno de 550 gramas o par, o que o torna o mais leve do gênero. Excelente para competições.

Conforto Geral: Muito confortável, envolvendo os pés de forma uniforme. Com um amortecimento comparado aos tênis de corrida de rua, faz a diferença nas provas e treinos mais longos. O tecido do cabedal não é dos mais respiráveis, o que pode comprometer o conforto dos pés em corridas com temperaturas acima dos 25 graus. Apesar de não ser tão respirável, seca bastante rápido após ser submetido às condições úmidas que muitas vezes enfrentamos em trilhas. Ele também me parece um pouco estreito, se comparado com outros modelos da marca que já tive oportunidade de testar. Ele é também bastante flexível, para um calçado de corrida em trilha, mas dentro do esperado para a proposta de calçado leve e para curta distância.

Considerações Finais: Em 2011 eu recomendei este tênis como boa opção para quem estava começando nas corridas de montanha. Vivíamos em um outro Brasil, quase não haviam opções de calçados para a modalidade. Em 2019 temos dezenas de opções de diversos fabricantes, o que me leva a mudar a minha análise. Certamente existem muitos outros calçados que eu recomendaria para quem está começando no trail running agora. O Salomon Speedcross 3 é um calçado bem específico e que entrega todo o seu potencial para uso de forma bem específica igualmente. Recomendo ele como um segundo ou terceiro calçado de trail running, aquele que você tem guardado para estas ocasiões especiais de trilhas muito úmidas e provas rápidas.

Para quem recomendo o Salomon Speedcross 3:

- Atletas abaixo dos 70 kg de peso;
- Corridas em trilhas úmidas com até duas horas de duração;
- Competições em distâncias até 21 km;
- Se dinheiro não for problema (acho o valor de R$ 749,90 um pouco acima da realidade do corredor médio nacional), principalmente pelo fato do mercado atual oferecer outras opções com menor preço.

Para quem não recomendo o Salomon Speedcross 3:

- Atletas acima dos 70 kg;
- Treinos e provas de longa distância;
- Quem roda muito em estradões (nem pensar, vai acabar com o solado rapidinho);
- Quem roda muito em clima quente;
- Areia fofa (vai fazer duas vezes mais força).

Espero ter podido ajudar com estas impressões, lembrando que esta avaliação está baseada puramente em impressões e opiniões pessoais.

Tem algo a acrescentar? Manda nos comentários :)

Valeu, abraços. É isso aí. 

fevereiro 08, 2019

O Fim da Território Mountain Shop

Olá, senhoras e senhores. 

Um dia triste para mim. Recebi a notícia que a Território Mountain Shop encerrará suas atividades após 19 anos de mercado. 

Não me aprofundei nas razões e motivos para a decisão, mas não posso deixar de compartilhar minha consternação. 

Representei o time Território como atleta desde minha segunda prova de Trail Running, em julho de 2007. 

Recebia equipamentos, ajuda de custo para viabilizar viagens e, principalmente, as melhores vibes. 

Foram dezenas de provas nacionais e até mesmo uma Ultra Trail no Chile envergando o sagrado manto com orgulho e responsabilidade. 

Subi montanhas de cinco mil metros nos Andes, viajei de bike, acampei incontáveis noites na Serra do Mar sentindo-me parte do que era uma verdadeira família. 

Não posso deixar de lado também o fato de ter trabalhado com eles tanto nas vendas das lojas físicas como na operação da web, inclusive ajudando a criar o Território Mountain Team ainda em 2010, quando as corridas em montanha apenas engatinhavam no Brasil. 

Em 2014 me afastei do cenário da montanha e das corridas em trilhas mas as boas lembranças sempre permaneceram. E permanecerão. Um eterno muito obrigado!


Nessa foto, estou no cume do Cerro Franke (4.829m), Cordilheira dos Andes, Argentina, no dia 26 de janeiro de 2009. Essa viagem que já contei anteriormente aqui no blog, em grande parte só foi possível graças à Território. 



Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...