janeiro 20, 2020

Uma das mudanças em curso para 2020

Oi!

Acho que um dos maiores aprendizados e uma das maiores decisões para 2020 foi focar no foco.


Engraçado isso né? Focar no foco. 


Preciso de foco. Com foco e direcionamento eu consigo ser mais consistente nos propósitos, ao mesmo tempo consigo extrair maior diversão dessa grande aventura que é viver e também sentir-me vivo e produtivo.

No esporte, como você deve estar percebendo, o foco está nas corridas em montanha para 2020. E como sempre vai ser mais sobre montanhas que sobre corridas, não se trata de competir em provas de corrida em montanha (apesar de já estar inscrito em uma e ter ideias de correr mais duas outras apenas). É mais sobre estar nas montanhas, correndo. Sozinho, com amigos, não importa. Estar nas montanhas é a ideia.

Assim sendo, decidi desfazer-me da minha bike esportiva, aquela que me acompanhou por praticamente dois anos de muito prazer nos pedais e na sua customização. Hora dos caminhos se separarem e direcionar minha veia esportiva àquilo que literalmente me tira o fôlego. correr em montanhas.


Contribuí como pude e da minha forma um pouquinho que seja para mostrar aos brasileiros uma diferente forma de pedalar. Que era mais sobre experiências do que sobre equipamentos. As Gravel Bikes hoje são realidade em nosso país, o cenário está em franco crescimento e fico contente de ter sido um dos que plantaram as primeiras sementes. Foram quase três anos dedicados ao tema com toda a paixão e ímpeto que me movem.


Hora de voltar às montanhas e direcionar essa mesma energia  a compartilhar um pouco do que aprendi com vocês nos 15 anos que corro em trilhas (com algumas pausas nesse meio aí). E sendo assim, pedalar como forma de treinamento será cada vez mais raro. Já providenciei outra bicicleta para utilizar nos deslocamentos diários e eventuais treinos regenerativos.

2020 tem muito a oferecer. É um ano onde completo 20 anos de montanhismo e 10 anos da minha primeira ultramaratona em trilha. Vamos celebrar!

Deixo abaixo as especificações da bike à venda. Valor de R$ 1.980, 00, parcelo em 12X sem juros no Mercado Livre. A vista, de forma presencial em Curitiba consigo melhorar isso, é só me chamar aqui na Jamur Bikes. A bike sairá revisada, em perfeitas condições, tem menos de 2.000 km rodados.

Vamos pra cima, bons treinos!

- Quadro e garfo: Marca Format 5222 em aço cromoly, pintura epoxi, para uso com freios a disco ou v-brake;
- Rodas: Shimano R500 24 e 28 raios para uso com freios v-brake ou caliper. Não aceita disco;
- Pneus: 700X35 Kenda Happy Medium dobráveis;
- Fita antifuro: sim;
- Pedivela: Shimano Claris 50X34 Octalink;
- Movimento Central: Shimano Octalink;
- Pedais : não acompanha;
- Trocadores: Shimano Claris R2000 (passagem interna dos cabos);
- Câmbio traseiro: Shimano Claris R2000;
- Câmbio dianteiro: Shimano Claris R2000;
- Freios: V-Brake Shimano R353 específicos para uso com STI;
- Corrente Shimano HG40;
- Guidão: Alumínio Zoom 440mm;
- Suporte de Guidão: Alumínio Zoom;
- Canote de selim: Absolute Alumínio;
- Selim: Fizik Tundra.

janeiro 07, 2020

Um 2020 nas montanhas

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Na verdade meu 2020 começou em dezembro, quando comecei a cuidar mais da alimentação e passei a meter uma sequência de corridas em trilha em lugares como Morro dos Perdidos, Caratuva, Tucum e vários Anhangavas.

Uma série de mudanças de ordem particular em novembro de 2019, inclusive com ajustes nas expectativas de viagens e equipamentos para bike e corrida, me levaram a concentrar ainda mais no tempo presente. Viver o hoje tornou-se mais importante do que nunca.

Tive um período de 15 dias de férias na segunda quinzena de dezembro de 2019 em que pude reordenar os pensamentos. Na primeira semana, decidido a me reencontrar como pessoa George Volpão e na segunda, hora de meter a mão na masa (ou os pés na trilha).

Assim foi feito e entro agora nesta nova década com motivação e disciplina suficientes para desfrutar cada sessão de corrida, de bike, de yoga, de alongamento como se fosse a última.

Tenho uma competição de trail running programada para o mês de abril e só. Um evento especial também aguardo para junho deste ano.

E assim vamos deixando fluir.

E você? Já traçou seu rumo?

Forte abraço!

janeiro 01, 2020

Promessas de Ano Novo para 2020

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Eu, George Volpão, venho aqui colocar minhas principais promessas para quem ainda me acompanha neste canal:

1) Postar semanalmente no blog,
2) Postar semanalmente no blog,
3) Postar semanalmente no blog,
4) Postar semanalmente no blog,
5) Postar semanalmente no blog,
6) Postar semanalmente no blog,
7) Postar semanalmente no blog,
8) Postar semanalmente no blog,
9) Postar semanalmente no blog,
10) Postar semanalmente no blog!

Repetindo dez vezes isso!!!

Bah, tenho este canal aqui que produzo conteúdo interessante (pelo menos é o que acho, considerando as estatísticas) desde 2006.

Bora tomar como meta para 2020? Ok, sei que já falei isso antes, que iria produzir mais textos para meus leitores. Mas, dá um desconto, não era promessa de ano novo né?

Ano novo, vida nova.

Isto posto, meu nobre (dizia um locutor esportivo paranaense cujo nome me foge agora), este é meu primeiro post de 2020. Todas as quartas feiras (me cobrem), algo para dizer aqui. Algo que não digo no Instagram, no YouTube, etc. Aliás, ando fazendo muito textão no instagram. Ok, você pode me seguir por lá também. Mas vou guardar a verborragia toda para o blog, onde a leveza dos dedos sobre o teclado do computador é mais adequada do que a urgência instagrâmica.

Feliz 2020, meus amigos!

Primeiro brinde rumo a 2020, na Fazenda da Bolinha, lugar onde vivi tanta coisa boa nos últimos 20 anos. 31/12/2019.





outubro 17, 2019

O Que Estou Usando - Tênis para Running: Hoka One One Clifton 4

Opa!

Este é um dos temas que mais gosto de abordar neste espaço. Mais do que falar sobre mim e sobre minhas impressões de um determinado equipamento, a experiência compartilhada é muito mais interessante que o conhecimento retido para si. Das dezenas de apresentações, avaliações e reviews que já fiz em meu site, muitas delas contribuíram para que os leitores tivessem um panorama importante sobre o que esperar de determinado item, competição ou equipamento. Então, pretendo aparecer com mais frequência aqui neste espaço. A finalidade não é trazer verdades absolutas sobre o tema abordado, mas sim as reais e sinceras impressões, como sempre foi o padrão nas análises críticas que faço neste espaço há mais de 10 anos.  

Feita esta pequena introdução, que permite-me aquecer os dedos no teclado, adaptar-me novamente à escrita após tanto tempo focado apenas em vídeos no YouTube e afiar a mente para compor um texto minimamente agradável ao leitor, vamos ao tema do dia:

HOKA ONE ONE CLIFTON 4 - AVALIAÇÃO


INTRODUÇÃO

Antes da apresentação propriamente dita, é preciso contextualizar tudo. Tomei conhecimento da marca HOKA ONE ONE há alguns anos, curiosamente na mesma época em que me afastei do circuito de Trail Running, por volta de 2014. Foi o ano que um atleta que muito admiro, o Sage Canaday passou a ser atleta patrocinado da marca. Logo de cara me chamou a atenção o fato deles acreditarem no conceito de calçado maximalista, com um solado "superdimensionado", mas ao mesmo tempo com um drop baixo, girando na casa dos 4 ou 5mm. Não sabe o que é drop? É a diferença de altura entre a parte anterior e posterior de um calçado de corrida e que influi diretamente no conforto, performance e otimização do corredor.

Porém, como eu disse, o ano era 2014 e me afastei do cenário das corridas, acompanhando bem à distância. Alguns anos depois a marca chegou ao Brasil, mais precisamente em dezembro de 2016 fazendo bastante barulho, apoiando alguns atletas e alguns influencers digitais (com direito a polêmicas recentes por conta de trapaças de uma das "atletas" apoiadas pela marca). Aliás este é tema certeiro para eu abordar em post futuro. Vamos voltar à marca HOKA ONE ONE.

Com origem na França e fundada por ex funcionários da SALOMON, com a ideia de desenvolver um calçado capaz de performar de forma excelente em descidas de montanha, absorvendo impacto e oferecendo controle ao mesmo tempo. Daí vieram esses baita solados e entressolas que são característicos dos produtos da marca. Talvez os primeiros modelos fossem um pouco mais ousados neste aspecto, mas ainda hoje os modelos apresentam um generoso material ultraleve que se traduz em conforto e controle na hora da corrida. Em abril de 2013 a companhia foi vendida e a marca atualmente pertence ao grupo norte americano Decker Brands

A lamentar é o fato de não termos disponíveis no Brasil nenhuma opção de calçados para trail running desta marca nem como a defasagem na disponibilização de modelos mais recentes. O próprio modelo Clifton já foi lançado na Europa e Estados Unidos na versão 6. Aqui nem o Clifton 5 apareceu, pasmem. Alô, HOKA ONE ONE Brasil!

O HOKA ONE ONE CLIFTON 4

A linha Clifton é carro chefe, pelo menos aqui no Brasil das vendas da marca. Na sua quarta versão, O Clifton repete a receita de ser um calçado bastante confortável e voltado para rodagens, apesar de alguns testadores e formadores de opinião classificarem os modelos anteriores como um calçado mais voltado à competição e velocidade pelo seu baixo peso.



Escolhi o Clifton 4 recentemente por alguns motivos que elenco abaixo:

- Entrou em promoção, com preço reduzido de R$ 799,00 (o sugerido pelo importador) para R$ 499,00. Preço é sempre um fator importante e o valor atual eu achei bem condizente com o nome e conceito que a marca oferece.
- É um calçado, como adiantei, de uso mais geral, rodagem, mas sem perder no quesito leveza.
- Estava precisando de um calçado para corrida em asfalto que tivesse qualidade. Minha última experiência com calçado para corrida em asfalto havia sido um  KALENJI EIKIDEN ACTIVE BREATH que não teve a durabilidade que eu desejava (pudera, um calçado de menos de duzentos reais).
- Avaliar pontos positivos e negativos do calçado antes de investir um valor mais considerável em um eventual tênis desta marca para corrida em trilha (terei que importar, pois não tem á venda no Brasil).


PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Para este primeiro texto, nada mais posso deixar que as primeiras impressões, afinal rodei com ele menos de 30 quilômetros antes de publicar este texto.

A Compra:

Adquiri no site da loja Keep Running, com atendimento bastante agilizado, entrega rápida e nenhuma surpresa desagradável. Com frete grátis, a entrega foi em 4 dias úteis aqui em Curitiba - PR.

Recebendo: 

Abir a caixa, provar, amarrar os cadarços e absorver o feeling. Primeira impressão: realmente mais alto. Tem 28mm na parte de trás e 23mm na parte da frente, traduzindo-se em um drop de 5mm. Os calçados ditos "tradicionais" têm em torno de 18mm na parte de trás e entre 8 e 10mm na frente.

Nos pés:

A sensação de que havia um certo "suporte" no arco do pé me levou a temer pelo pior: será que ia ficar "pegando" a ponto de causar incômodo ou mesmo bolha como já me aconteceu com calçados com esta característica? Lembro que tive um SALOMON XT WINGS ainda na década passada que era impossível de usar em corridas: pegava firme no arco do pé, causando bolhas horríveis. Nem o passar do tempo, amaciando o calçado, resolveu o problema. Tive que vendê-lo. No caso deste HOKA ONE ONE CLIFTON 4 tive esse receio que felizmente não se concretizou. O conforto geral realmente é superior. Preciso levar em consideração também que havia mais de 6 anos que não calçava um tênis de corrida de rua premium, de alto nível. Certamente a indústria deve ter evoluído muito neste aspecto nesse tempo que estive ausente das corridas. Gostei muito também dos cadarços, de um material leve e maleável. Mais interessante ainda foi que em momento algum ele perdeu o laço, mesmo com apenas um nó simples, coisa rara. Praticamente todos os calçados de corrida que já utilizei precisavam de um nó duplo para que não se desfizessem. Antes de correr, não senti o calçado nem muito frouxo, nem muito apertado. Comprei na minha numeração habitual, de praticamente todos os calçados que já utilizei: 42BR / 10US / 44EU.



As primeiras corridas:

O primeiro rolê foi um treino de 10 Km em pouco menos de 60 minutos, em um domingo ensolarado com temperatura na casa dos 23 graus, asfalto quente, pouca variação de ritmo e de altimetria. No entanto esta variação de ritmo que aconteceu foi o suficiente para uma conclusão importantíssima que deixo no final do texto! Calçado saiu-se super bem e muito me agradou o seu conforto. Tanto na pisada como no cabedal, que em momento algum senti "pegar" no pé. Na parte de trás, no contraforte do calcanhar, onde alguns calçados incomodam na chamada "bola" do tornozelo, nenhum incômodo. Realmente MUITO confortável. Com relação à respirabilidade, nada a reclamar também, apesar da temperatura não estar assim tão alta para avaliar melhor. 

Outra observação que merece ser apontada é o fato do calçado "pedir" para você fazer a aterrissagem de médio pé, característica de todo calçado com drop entre zero e seis milímetros. Já tive oportunidade de correr com o maravilhoso BROOKS GREEN SILENCE e o NEW BALANCE MINIMUS que tinham 4mm e a sensação é parecida só que melhor. Pera, explico: o HOKA ONE ONE CLIFTON 4 oferece um conforto MUITO maior que aquele Green Silence que usei lá em 2010 ou o Minimus em 2013. Até mesmo por serem de categorias diferentes, uma vez estes dois eram calçados de velocidade. Esta é uma característica que aprecio muito: calçado que me faz buscar a melhor passada. Ter esta sensibilidade de entender o que o calçado pede é uma habilidade que todo corredor tem por obrigação desenvolver se ele quer se tornar mais rápido, mais eficiente ou menos sujeito a lesões. Isso mesmo, corredor: "ouça" o que o calçado pede!

Dois dias depois, com friozinho de 14 graus e uma levíssima garoa, saí para um regenerativo de 5 km a 6min/km com direito a um teste de pulmões pernas e calçado em uma única aceleração de 400 metros a 4'15"/km só pra ver o estrago. E aí me parece que o calçado saiu-se melhor que as pernas! Ainda cansado das semanas anteriores de treinos puxados, as pernas não tiveram a mesma entrega que o calçado. Parece ser mesmo um modelo excelente para acelerar.


E aí que vem minha conclusão sobre para quem este calçado serve, também com base no que adiantei lá em cima no começo do texto!




Li alguns comentários e relatos pela internet (YouTube, Instagram, Facebook) que o Clifton 4 era um calçado difícil de se adaptar e que tinha a tendência de desgastar muito rapidamente no solado. Apesar da distância muito curta que o utilizei para falar de durabilidade, elaborei minha teoria:

Observei que ao mudar o pace para valores mais acima de 6min/km (como no caso de subidas ou em trote regenerativo), há uma tendência de não aterrissar com o calçado exatamente com o médio pé, mas sim com o ante pé e, pior ainda, por vezes "arrastando" o solado, como se estivesse com o pé "pesado". Obviamente este não é o caso, pois trata-se de um calçado super leve (menos de 300 gramas o pé no tamanho 42BR). é realmente uma mecânica diferente de passada que este calçado exige e que, concordo, talvez não seja ideal para quem corre mais lento que 6min/km. Em velocidades inferiores a esta observei frequentemente que meu pé "raspava" no chão, tanto no ante pé como na parte da frente também, quando eu tentava "forçar" uma aterrissagem diferente. Pura questão de adaptação. Ou, triste conclusão para os fãs da marca, que este calçado não serve para quem corre em pace mais lento.

CONCLUSÃO DA APRESENTAÇÃO

Nestes primeiros quilômetros com ele eu não poderia estar mais satisfeito. Leve, confortável e, principalmente, responsivo, me atendendo justamente naquilo que procurava: um calçado para rodagem mas que não fosse tão pesado. Ou, o contrário: leve o suficiente para acelerar mas não tão seco quanto os minimalistas que eu gostava de correr antigamente. 

É o tênis eleito para as próximas rodagens de asfalto e vamos ver até onde minha teoria faz sentido e se a durabilidade dele não me decepciona. 

Quando estiver entre 300 e 400 quilômetros percorridos com ele eu volto com uma avaliação completa e o veredito final.

Obrigado por ter acompanhado até aqui!

Aqui temos um vídeo onde falo mais dele.



E mais abaixo, outras imagens.

Abraços!






setembro 12, 2019

O Salomon Sense Mantra 3 Apresentado


Olá, senhoras e senhores.


Deixo abaixo um vídeo onde apresento um novo calçado de corridas em trilha que estou usando, o Salomon Sense Mantra 3. Consegui um preço bem interessante nesse modelo lá na loja Orientista, de Santa Maria - RS.


Aliás, por um certo período fui atleta apoiado por esta loja, quem aí se lembra?


Trata-se de um calçado bem coringa, indo de encontro àquilo que eu buscava: drop intermediário, solado e construção que me permite utilizar sem erro tanto em asfalto como em trilhas menos técnicas.

Abaixo então, o vídeo :)

Abraços, bons treinos!




setembro 09, 2019

A modinha da vez


Oi, tudo bem?


Nunca se esqueçam dessa lição que vou deixar aqui e que aprendi com uns caras de marketing digital:

Nenhuma das pessoas que criticam seu trabalho irão fazer algo como você faz. São os chamados especialistas de facebook e internet. Aqueles que tem opinião para tudo e sobre todos mas nunca fazem nada além de escrever bobagens em comentários.

Como vocês sabem que to nem aí para isso e continuo escrevendo, gravando vídeos e postando em redes sociais aquilo que acho relevante, vamos agora a um novo trabalho: o Podcast O Trail Runner.

Ok, eu deveria ter divulgado isso antes por aqui, mas ando meio perdido nessa uestão de divulgação das minhas ideias. São tantos canais... YouTube, Instagram, Podcast, Blog, Facebook... Eu e minha vã tentativa d eme organizar. Espero conseguir em breve.

Então galera, é isso: tô com um podcast onde trato do assunto que mais me encanta: as corridas em trilha. Já tem três episódios no ar e vou deixar aqui o link para vocês ouvirem no spotify, bem como o link de RSS para seguir em outros agregadores de podcasts.

Voltarei em breve com mais novidades :)

Forte abraço, bons treinos!

Spotify: https://spoti.fi/2HiZ85Z


Aperte o play :)


agosto 12, 2019

O Trail Running e o Fodão da Ultraquilometragem Stravística

Oi!

Bah, eu já me achei um desses. Um fodão da ultraquilometragem stravística. Quem tiver tempo e paciência pode vasculhar o blog onde escrevo sobre corridas de montanha desde 2007.

Tanto tempo depois é fácil olhar para trás e ver que escolhas diferentes poderiam ter sido feitas. Hoje é claro como água para mim que eu fui com sede demais ao pote. Deveria ter feito um progresso mais gradual nas distâncias.

Corri minha primeira maratona (de rua) em julho de 2009. 40 dias depois eu estava em Bombinhas para a primeira edição da K42 Bombinhas, atual Indomit Bombinhas. 

Lembro bem que lá me empolguei e na segunda-feira seguinte me inscrevi no Desafio Praias e Trilhas para insanos 42 quilômetros de trilhas em um sábado e mais o mesmo tanto no domingo.

Bichinho da maratona em trilha me picou forte. De lá em diante foram mais 4 edições da K42, mais uma Maratona Ecocross Brasília e duas ultramaratonas em trilha (uma com 50 km no Chile e a primeira edição da Half Mision Brasil 80 km em 2013). Teve também as maratonas em asfalto: Curitiba por 3 vezes e Foz do Iguaçu por uma vez.

Novamente, quem me acompanha há tempos aqui sabe que em novembro de 2013 eu rompi o ligamento cruzado anterior do joelho direito em um treino.

Optei por não fazer cirurgia e consegui voltar a correr sem muitos problemas de joelho. 

Problema mesmo era a minha cabeça.


E agora nem preciso olhar assim tão para trás. Até a semana passada, acredite, eu me sentia um derrotado. De verdade.


Acabei me inscrevendo na Indomit Bombinhas 12 km deste 2019 apenas para me divertir e estar com amigos das antigas que encontraria por lá. Era pra ser apenas isso. Porque lá dentro, me sentia um fracassado. Alguém que já havia feito tanta coisa "legal", "cool", "admirado", um dos fodões da ultraquilometragem stravística". Depois eu retornaria à minha insignificância auto infligida. Afinal, é muito mais "fácil" se acomodar. Acender a luz incomoda quando se está na escuridão.

É claro que isso não acontecia de forma consciente. Nem a egotrip de ser um ultramaratonista de trilha querido por todos (quem não gosta de se sentir admirado que se olhe no espelho agora e repense), tampouco a sensação de derrota por praticamente ter parado de correr.

Nesses anos todos, qualquer intercorrência era motivo para me achar um derrotado: o joelho que incomodava eventualmente (às vezes me surpreendia com outra pequena entorse devido à instabilidade mal tratada), a lombar cansada de anos e anos de má postura no trabalho e nos esportes, a falta de energia devido a uma alimentação desequilibrada, os eventuais arroubas de vida louca regada a cigarro álcool y otras cositas más... enfim, uma sucessão de eventos que me faziam sentir exatamente assim: um lixo, um ex corredor de trilha pançudo com a barba ficando branca, um perdedor.

A chave virou depois dos 12 quilômetros dessa Indomit. Bombinhas sempre foi muito especial, o pessoal por lá também: atletas, organizadores, etc.

A chave virou pois eu saí vitorioso. Venci meus medos de não conseguir mais correr com prazer, com segurança e, principalmente, com alegria.

A chave virou porque encontrei pessoas realmente muito caras que estavam VERDADEIRAMENTE felizes em me ver fazendo parte disso tudo de novo.

Entender que ser feliz nesta atividade que amo não tem a ver com a quilometragem percorrida mas sim com a emoção sentida. Isso também me fez virar a chave.

Entender que o discurso derrotista que eu me impingia era uma covardia e uma fraqueza que não cabe a qualquer ser humano também me fez virar a chave.

Eu NUNCA em minha vida me emocionei tanto em uma atividade esportiva. Sem dúvida estar lá neste final de semana, correr bem, dentro das minhas capacidades físicas e de forma tão pura e fluida, foi a minha maior vitória desta carreira.

Não cabe e não há mais espaço para esse tipo de derrota. Que é a pior, convenhamos. Aquela derrota de quem sequer luta com as armas que tem à mão.

Eu vou até o fim e o mais legal disso tudo é que esse "caminho" até o "fim" é simplesmente aquilo que fazemos das nossas vidas.

No próximo post serei mais sintético e preciso sobre minhas expectativas com relação ao trail running, sobre voltar ou não às longas distâncias na modalidade e muito mais.

Meu eterno agradecimento àquelas pessoas que foram fundamentais nesse meu renascimento como ser humano.

Forte abraço a todos vocês!


Obrigado, Juan. Renascemos. Você é o cara!

Vivaz como um Leão, sem você isso tudo não faria sentido. Gratidão eterna!


Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...