setembro 19, 2025

Recolhimento

Hola, que tal?

No fim das contas, setembro não trouxe grandes mudanças.
Acabei gravando uns vídeos pro YouTube, arrisquei até uma postagem no Instagram sobre a minha ida à MONS Ultra Trail, prova que acontece em novembro e para a qual, mais uma vez, fui convidado pelo organizador. Quase como nos velhos tempos.

Relutei em aceitar. Mas, bah… eu gosto demais de uma prova de trail.
Mais ainda: gosto de reencontrar os amigos que o trail me deu.
Só que, porém, todavia, contudo…

A verdade é que tenho corrido pouco.
E lembrar de 2013, quando encarei os 25 km da MONS sob um calor escaldante, mais treinado do que estou hoje, me força a ouvir a razão antes do coração.
A razão grita: “não estás preparado”.
O coração sussurra: “agradece o convite, valoriza o carinho, mas talvez seja hora de recolhimento”.

Ainda não decidi se vou ou não.
Enquanto escrevo, sinto-me mais inclinado ao silêncio do que a alinhar nos 25 km — ou até mesmo nos 12 km.

O brilho no olhar parece ter se apagado.
As provas de trail que encarei no fim de 2023 e começo de 2024 soaram como um “último respiro” daquele corredor de montanha das antigas, que se aventurava desde 2007.

Secou a veia competitiva?
Provavelmente.
Depois de muito pensar, entendi: melhor é ouvir a intuição.

Sigo em silêncio.
Ouvir mais. Falar menos.

Até a próxima crise.

Abraços!


Aqui, feliz na MONS Ultra Trail. Passado.


agosto 29, 2025

Um Quase Adeus

Hola, que tal?

Faz dias que uma ideia insiste em bater à porta: abandonar o cascalho.cc.
Não é só uma crise criativa — é um cansaço diante da selva digital em que a internet se transformou.
Quero ser mais George Volpão do que uma logomarca estampada na tela.

O YouTube, que já foi um oásis em meio à secura do Instagram e do TikTok, agora também cobra seu pedágio.
Fique uma semana sem postar e verá: seus vídeos novos murcham, e até os antigos são engolidos pela sombra do algoritmo. Meus views e minutos assistidos dos reviews de tênis, outrora a engrenagem do canal, caíram 1/4 só porque desacelerei.

É cruel. E o que me incomoda não é só o número — é a sensação de estar sendo domado por uma máquina. Eu não quero gravar para agradar ao código oculto de uma plataforma. Quero gravar quando houver tesão nas palavras, quando a ideia pedir para nascer em roteiro, câmera e edição.

E quanto ao dinheiro… sete reais a cada mil visualizações. Dois reais por um vídeo de 300 views. Um trampo imenso que mal paga o café e o lanche no pedal que foi registrado nas dispendiosas câmeras de ação. Não é pelo retorno, nunca foi — mas seria justo se ao menos sustentasse o lanche da jornada.

A isso se soma a enxurrada de conteúdos vazios, que arrastam multidões pelo brilho raso, enquanto criadores que admiro constroem obras de altíssimo nível. Vejo neles uma régua inalcançável — respeito, mas sei que essa corrida custa mais energia do que tenho.

Talvez seja hora de silenciar um pouco a câmera e deixar a escrita falar. Aqui, ao menos, as ideias encontram terreno fértil.

Nos vemos no próximo texto. Que ele não tarde.


"Competindo" e filmando (detalhe para a GoPro instalada sob o guidão da bike). Pra que, Senhor?



maio 30, 2025

Bike no Youtube


Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?  No vlog 317, mostro de perto a Oggi Velloce Disc cinza que um inscrito do canal adquiriu na Bike4U! 🚀 Essa bike speed iniciante também faz bonito como bicicleta gravel, e compartilho minhas impressões de quem já usou muito esse modelo. Será que ela vale a pena? 🤔

Neste vídeo, exploro cada detalhe da Oggi Velloce Disc, uma escolha popular para quem busca uma bicicleta speed para começar no ciclismo, mas que também se aventura em terrenos de gravel. Acompanhe a análise completa, desde os componentes até o conforto e desempenho. Descubra por que essa bike se tornou uma queridinha entre os ciclistas iniciantes e veja se ela é a escolha certa para você!

Compartilho minhas experiências e opiniões sinceras sobre a Oggi Velloce Disc, destacando seus pontos fortes e fracos. Se você está pensando em adquirir uma bicicleta gravel ou uma bicicleta speed iniciante, este vídeo é para você! 😉

Increva-se no canal para acompanhar os próximos vídeos e não perder nenhuma novidade do mundo do ciclismo!


🔗 Links Importantes:

- Amazon: https://amzn.to/45Om6eR

- AliExpress: https://s.click.aliexpress.com/e/_DnbdGV3

- Nike: https://compre.vc/v2/16304956b27

- Instagram George Volpão: https://www.instagram.com/georgevolpao/

- Strava George Volpão: http://www.strava.com/athletes/georgevolpao 



maio 16, 2025

Abandono

 Bom dia, boa tarde e boa noite senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Em um breve texto/ensaio de sexta-feira quero falar sobre o abandono.

Falar que em tempos de bonequinhos feitos por Inteligência Artificial como o que ilustra esse texto, de positividade tóxica e de cursos de coaching para coaches de coaching não tenho problema algum em mudar de ideia sobre rumos ou sobre abandonar o que eu previamente me propusera realizar. Quem me acompanha há algum tempo conhece essa minha característica.

Neste espaço aqui que cuido (meio mal ultimamente) desde 2007 ou 2006 eu já apresentei diversas vezes as mais estapafúrdias justificativas para abandonar certas ideias.

Por aqui eu já dei início à uma preparação para montanhas de 6.000 metros nos Andes várias vezes. Já comecei a treinar para ultramaratonas em trilha, já casei, separei, divorciei, namorei, juntei, separei de novo, enganei e fui enganado, traí e fui traído (e não falo de relacionamentos românticos apenas).

Esse espaço é quase que uma história escrita da minha vida nos últimos 20 anos praticamente. 

Teve até um certo abandono - utilizando-me do título deste texto, visto que teve fase em que publicava textos quase diariamente e que, nos últimos tempos, se conseguia botar em texto os pensamentos uma vez por mês já seria motivo para raios e trovões.

Um abandono que por vezes reflete na maneira como eu tento cuidar de mim mesmo. Abandonando-me. Intoxicando-me violentamente com álcool, pedalando três dígitos como se isso me fosse natural, entupindo-me de porcarias industrializadas como se desejasse morte breve e valiosa.

Quase um movimento de sabotagem. Ou nem tão quase assim. Mas que o mais profundo instinto de sobrevivência insiste em retornar à superfície e me fazer seguir remando.

Não, não sou tão obscuro e entrevado assim. Eu consigo rir das coisas ditas bobas da vida, há um feixe de esperança e luz nesse túnel sem fim.

O abandono de mim mesmo parece estar perto do fim e mais uma vez cheio de ganas de espalhar aquilo que há de bom em mim (e todos nós temos algo bom a espalhar).

Decisões tomadas, hora de brilhar. Em outros universos.

Shine on!


março 18, 2025

A vida devagar

 Hola, que tal?

Levando a vida devagar. Para não faltar amor, como diz aquela antiga canção do Los Hermanos.

Uma sucessão de dias que estranhamente se encaixam uns sobre os outros. Em uma equação confusa mas que misteriosamente traz um resultado bem positivo.

Quando acho que vai faltar grana certo mês, aparece um abono salarial. Quando engato uma pequena lesão no músculo adutor da coxa dreita, redescubro um prazer incrível em pedalar. Quando acho que meus dias de CLT podem estar chegando ao fim, reencontro a motivação no trabalho digiatl relacionado a bicicletas na empresa que me acolheu 18 meses atrás.

Tudo se encaixa então por que a pressa, cara pálida? Por que insistir na bsca por likes, seguidores, por monetizar o hobbie? Afinal se teu hobbie se torna monetizado ele não mais pode ser chamado assim, ele será trabalho também.

A proximidade dos cinquenta me traz algumas preocupações e decisões que merecem um texto somente para elas. Certamente é isso que anda permeando mais a minha cabeça nestes dias e que tem me tornado um pouco mais recluso.

E como já me conheço bem, deixo a vida me levar devagar. O mundo já está muito acelerado.

Volto em breve com a histórias preocupações e decisões.

Bons ventos!





janeiro 10, 2025

Feliz Ano Novo!

 

Hola, que tal?

Olha quem apareceu com promessas e propostas de ano novo?

Ah, quem não faz promessas e brada aos quatro ventos que "esse ano vai ser diferente"?

Sim, sempre vai ter aquele estraga-prazeres que vai dizer que a passagem do 31 de dezembro para o 01 de janeiro é apenas uma convenção social. Os mais lunáticos dizem até que é invenção do capitalismo buscando nos explorar e nos exaurir por 12 meses para depois criar a falsa ilusão do merecido descanso correspondente às festas de final de ano.

Que seja assim então, não me importa a linha de pensamento de outrem.

Da minha parte, gosto de pensar nos ciclos, nas propostas e nas metas, sejam anuais, mensais semanais ou "encarnacionais".

Mesmo que seja para que no dia 10 de janeiro, quando escrevo este texto, algumas delas já tenham sido adiadas para o ano seguinte. Uma delas era começar a escrever todas as terças-feiras por aqui. Falhei, escrevo na sexta-feira seguinte. E ok, está sendo escrito.

Não importa, eu valorizo o sonhar. O saco meio cheio da ideia do "desafio 21 dias". O copo meio vazio das propostas igualmente vazias de um ano com "saúde, paz e esperança". Nem tudo que sonhamos realizamos.

E também não vejo a necessidade de menosprezar o sonhar e valorizar o "planejar". Deixem as pessoas sonharem. 

O mundo é feito da diversidade. Dos que sonharam e dos que planejaram. Um completa o outro.

Seria um mundo muito chato se fosse somente dos "planejadores". Eu me identifico muito mais com os sonhadores. Sonhar é gostoso, é pacífico, é empolgante, é entusiasmado.

Eu não me decepciono com sonhos não realizados. Eu me decepociono com expectativas e, para mim, sonhar nada tem a ver com criar expectativas. é apenas isso: sonhar.

Que 2025 seja o ano dos sonhos. Para mim, para você que me lê, para todos nós. 

Sonhemos!


Gato Dico é um sonho de gato!



novembro 19, 2024

Eu não corri

De fato, não corri a Meia Maratona de Curitiba neste 2024. Eu estava na verdade inscrito na Maratona, nos 42Km. Mas fiz a mudança para a Meia no mês de agosto, quando vi que não estava dando conta de correr o tanto de volume e com a seriedade que uma preparação para maratona exige.

E aí nesse início de novembro rolou uma gripe DE VERDADE. Daquelas que trazem febre, tosse, dores incríveis e até uns delírios. 

Isso foi no começo do mês e no dia da prova não me senti apto ainda a encarar os pouco mais de 21 quilômetros da prova. Tinha receio de que fosse um esforço muito grande, que poderia baixar ainda mais a imunidade desse corpinho que ainda se recupera e acabar transformando essa tosse com catarro e a leve falta de ar que sinto em algo pior, como uma pneumonia, por exemplo.

Mas pelo menos pude ir acompanhar a prova que passava pertinho de casa (por volta do Km 40 da Maratona) e ver amigos. E inclusive trotar um pouquinho com a Vera Lucia e a Andreia, parceiras de tantas trilhas na Serra do Mar.

A Maratona de Curitiba é um evento contagiante e me arrependo hoje de não registrar esses momentos. Estava em uma fase um pouco mais escura, deprimido mesmo, posso dizer.

Acompanhar a Maratona me fez um bem danado, me trouxe uma alegria genuína em ver tanta gente superando adversidades e cumprindo metas e objetivos. Muita energia positiva e que me fez bem. Abaixo alguns registros.

Retomando! Obrigado pela força de todos!





Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...