abril 15, 2013

Imagens da Araçatuba Half Marathon

Buenas!

Certamente as mais belas imagens que já foram captadas em minhas corridas de montanha, nesses anos todos. O responsável é o talentosíssimo Luiz Fabiano Pinheiro, que conheço de longa data e de muitas montanhas. Agradeço demais a cessão dessas imagens, guri! Quem quiser conhecer seu trabalho é só acessar seu facebook. Imagens da citada competição podem ser vistas aqui.

Abraços e valeus!




 

 

abril 09, 2013

Araçatuba Half Marathon - Uma Verdadeira Corrida de Montanha

Pqp. De uma vez por todas: Não que as outras corridas que já fiz ou virei a fazer não sejam corridas de montanha. Não que a Super Meia de Extrema, a K21 Curitiba, a K42 Bombinhas, as provas do paranaense e outras mais não sejam corridas de montanha. O que fica é que esta prova que fiz no Araçatuba realmente está numa montanha. Ao sair de 800 metros de altitude, ir até os 1.400, despencar tudo e subir de novo até o cume a mais de 1.600 metros para, enfim, descer de volta à sua base, posso classificar como o mais pesado percurso de corridas de montanha que já fiz. Eu já nem sei mais quantas já corri na vida e me orgulho disso, já que esse lance de contar coisas nunca foi meu forte. Sei que corro em trilhas desde 1995, quando ainda morava em Paranaguá e percorria umas trilhazinhas perto da estrada das praias. Comecei a competir em 2007 e nunca tinha enfrentado algo assim. Porque demorou tanto pra ter um desafio assim ao nosso alcance, sem gastar fortunas para viajar a outros países?

A prova foi super bem organizada pelos rapazes da TRC Brasil, Ricardo Beraldi e Raphael Bonatto. Foi excelente poder chegar no sábado a tarde com a Ana Barbara, junto com o nobre José Virgínio de Morais, que veio conosco no carro e acampou ao nosso lado, uma referência para mim nas corridas de montanha. Encontrar os amigos, acampar, curtir um belíssimo por-do-sol... que final de semana perfeito.

O domingo amanheceu com céu claro e largamos às oito e meia para a quebradeira de quase 22 quilômetros e 1.500 metros de desnível positivo, ou seja, 3.000 de desnível acumulado. Seguimos pela trilha de acesso ao Araçatuba até um ponto onde bandeamos para a esquerda em direção a um abandonado reflorestamento de pinus. Estradas largadas há décadas que foram detonadas pela erosão e ofereceram um belo trajeto técnico morro abaixo e morro acima. Tesão, piá!

Toca então pro cume do pico do monte do morro Araçatuba, lá chegando com mais de 3 horas de prova em 16 km.

Então era só descer pelo trecho mais belo do percurso, em minha opinião. O "outro lado" da montanha tem descida agradável, alternando entre técnica e velocidade, para enfim finalizar a prova com 3h55min.

Dureza é estar na categoria 35-39M e chegar em 11°. Com esse tempo, na categoria 30-34M eu teria sido sexto e na 40-44M seria o quarto. Bah, diversão foi o mais importante. Confira a cobertura do www.trailrunningbrasil.com

E mais, ainda, saber que tanto eu como as corridas de montanha em geral estão num bom caminho: eu, que tirei a zica da K21 quando sofri pela falta de treino, e as corridas em sim, que crescem em qualidade e diversidade. Que venha a Maratona dos Perdidos, 42 km de pura montanha. E que venha a temporada de montanha, com muito acamps em cumes gelados da Serra do Mar paranaense.

Beijos e abraços.










março 24, 2013

George Volpão e Território Mountain

Olá, senhoras e senhores.

Minha ligação com a loja de equipamentos de aventura, montanhismo e viagem Território Mountain Shop vem de longa data. Começou em 2003, quando a loja se estabeleceu em Curitiba e tornei-me cliente graças principalmente ao excelente atendimento prestado. Em 2007 e 2008 tive a oportunidade de trabalhar  no departamento de vendas, primeiro da Loja Centro e depois na Loja Palladium. Por esta época eu já tinha um bom background como montanhista e me iniciava nas competições de corridas de montanha, fazendo três provas em 2007, sendo duas meia-maratonas, já com apoio da Território Mountain. 

Em 2008 a parceria se consolidou, mesmo com minha saída do quadro de funcionários da empresa. Era a gênese da Território Mountain Team. No ano seguinte, voltei a trabalhar com eles, sendo que no início do ano estive no Cordón del Plata. Em 2010 tive diversas oportunidades de viajar o Brasil e a América do Sul competindo e correndo, testando equipamentos e tudo mais. No final daquele ano, devido a mudanças de políticas da empresa no que se refere ao marketing esportivo, deixei o time. Porém mantive-me e consolidei-me na cena trail running nacional, sempre que possível participando de grandes eventos como a K42 Bombinhas e a Super Meia Maratona Noturna de Extrema.

Em 2012 surgiu o TrailRunning BRASIL, com minha esposa e sócia Ana Barbara Vicentin Volpão, onde passamos atuar com ainda mais presença na cena montanheira divulgando eventos, avaliando produtos, colaborando com o crescimento acelerado que nossa modalidade favorita vem experimentando. Toda essa história, desde 2007, pode ser acompanhada por quem dispuser de paciência e vasculhar os arquivos do blog.

E é com muito prazer e orgulho que anuncio que a partir desta data, sou o mais novo-velho integrante do Time Território Mountain. O departamento de marketing esportivo desta empresa líder no segmento volta a estar fortalecido e sinto-me muito honrado pelo convite para integrar novamente o quadro de atletas apoiados pela Território.

Foi dada total liberdade de ação, com minhas atuações não sendo necessariamente restritas ao trail running, mas sim à vida ativa e outdoor, combinando a paixão pelas montanhas em todas as suas manifestações, tais como viagens, cicloturismo, montanhismo e muitos outros.

Muitas ações interessantes serão viabilizadas com esta parceria, levando ao alcance de ainda mais pessoas, as maravilhas da Vida nas Montanhas.

Em breve, vou postando as ideias, projetos e realizações. Deixo, ainda, meu convite a apreciar a postagem que fiz no TrailRunningBRASIL sobre minha participação na primeira etapa do Circuito Paranaense de Corridas em Montanha deste domingo, 24 de março. Aqui, ó:


Um grande abraço a todos, em especial àquele que viabiliza isso tudo, Erivelton Padilha, Sócio-Proprietário da Território Mountain Shop.

Desafio Praias e Trilhas 2009
K42 Bombinhas 2010

março 04, 2013

K21 Curitiba 2013 - Certas coisas que não sei dizer

Não vou dizer que foi ruim, também não foi tão assim.

Utilizando-se acima e no título de frases feitas de conhecidas canções interpretadas por Lulu Santos, posso resumir assim minhas impressões pessoais da prova.

Não estou falando de organização nem do que achei da prova. Disso tratarei em artigo a ser publicado no TrailRunning BRASIL. Estou falando de mim, já que no post anterior eu estava colocando minhas dúvidas existenciais de adolescente tardio.

Gostei demais de ter estado nas trilhas por quase 23 quilômetros (sim, a prova tinhas mais de 21 km no final das contas). Ainda no sábado achei sensacional ter encontrados bons amigos como o Daniel Júnior, Giovanni Zem, César Condratti, Giliard Pinheiro, José Virgínio, André Savazoni, Juan Carlos Asef e muitos outros.

No dia da prova, sob sol já alto, estive mais uma vez "into the wild", percorrendo longos trechos quase sozinho (apesar da prova ter contado com mais de 350 participantes), desfrutando casa segundo das trilhas da região do Parque Ecológico Ouro Fino.

O prazer de percorrer terrenos técnicos no limite das minhas forças e (in)sanidade. Os meses sem treino cobraram seu preço, principalmente no aspecto muscular. Ainda bem que eu estava pedalando com certa frequência, assim pude reforçar um pouco as pernocas que nesta segunda-feira reclamam.

Trajeto duro, muito duro, do jeito que eu aprecio. Não tem como não gostar desses desafios. Não tem como não viver ótimos momentos junto aos amantes das montanhas.

Agradeço à Naventura Eventos Esportivos e a todos que, de alguma forma, tornaram possível essa experiência. Em breve, como disse, relato completo no TrailRunning BRASIL.

Abraços!

Andando no plano, George Volpão?

março 01, 2013

Março 2013 - Início de (algum) trabalho

 Pode acreditar: dois meses de 2013 já se passaram. 1/6 do ano, aquele período inical um tanto enevoado e chuvoso, pelo menos aqui em Curitiba. Na  minha cabeça as nuvens também estão presentes.

Fato é que desde o final de dezembro eu ainda não consegui me dedicar com foco a atividade alguma que não fosse a minha atuação como Coordenador de e-Commerce na Jamur Bikes. Eita trabalho que me dá prazer! Com ele tenho um equilíbrio perfeito de sensações, não é algo que me cansa, que me castigue e tampouco é algo que me consuma 100% de atenção o tempo todo. Equilibradíssimo.

Com isso, fazer minhas corridinhas ficaram em décimo plano. Nestes dois meses pedalei mais do que o ano passado inteiro. Afinal, tem os finais de semana rodando na Região Metropolitana e tem os deslocamentos diários de ida e vinda do trabalho, supermercado, etc. Coisa de uns 200 km mensais. Corrida? Apenas duas rodagens de uns 16 km e umas 3 de 10 km. Tudo isso em 60 dias.

Recebi um convite para cobrir a K21 Curitiba que se realizará neste domingo, 03 de março, aqui na região, trazendo impressões sobre a prova para o TrailRunning BRASIL o meu filho profissional abandonado. 

Com meu afastamento das corridas (abaixo explico o porquê), obviamente o interesse por falar em corridas se reduz também. No momento, eu e a Ana Barbara estamos pensando até mesmo nas suspensões das atividades por lá.

O desinteresse citado tem basicamente duas características:

1-) Carga de treinos muito forte logo após a maratona de curitiba de 2012, onde achei que podia mais uma vez bancar o superman. isso me provocou o enchimento do saco.

2-) Essa exposição intensa da vida, principalmente por meio de redes socias, de fatos absolutamente sem interesse, como quantos quilômetros corremos, qual o pace, o que comi no almoço ou a cor do meu cocô.

Pessoas postando imagem bonitinhas sobre privacidade, sobre não abrir a vida no facebook, mas no dia seguinte fazendo check-in no hospital levando o filho. Isso tudo não passa de ruído, ruído desnecessário. Já fiz parte disso um dia. Já fui um vegano convicto e chato pra cacete, me metendo onde eu não era chamado. Eu sempre gostei mesmo é de gerar conteúdo, por isso ainda mantenho este blog e escrevo nele com facilidade e tesão. Postar ideias e pensamentos no facebook, fica restrito apenas àquele mundo pequeno. Aqui, a informação está acessível.

Hoje, minha escolha alimentar é algo particular meu, a qual interessa apenas a mim e aos amigos de verdade. Para estes eu digo que após um período de dois meses pé na jaca, voltei à opção vegana e livre de trigo, o qual estava me fazendo bastante mal, ganhando peso, etc. Também não é por isso que condeno quem não segue algo do gênero, muito menos faz meu estilo ficar metendo a boca em quem pensa diferente. A quem, por ventura, possa ter ofendido, minhas sinceras desculpas.

No domingo, como disse, vai rolar a K21 Curitiba. Vamos ver o que acontece e na segunda de manhã eu trago boas novas!

Abraços e beijos!



fevereiro 13, 2013

Pós-Carnaval e Bicicletas

Tirando uma onda com o post anterior, deixo registrado que os festejos de carnaval teve dois dias bem pedalados e dois dias bem corridos.

No sábado, corridinha de 40 minutos, apenas para reafirmar a constatação que estou bem gordinho, na balança 76 kg, no visual uma melancia na pança e no rendimento de corrida uma tartaruga. Este peso é nada mais nada menos que 7 quilos a mais do que eu apresentava na Maratona de Curitiba de 2012. Ou seja, em pouco mais de dois meses meu organismo absorveu tudo aquilo que eu o privei no ano anterior. Nesse tempo eu larguei a dieta vegetariana e me afundei forte em comida da pior qualidade. Tudo bem regado a vinho, cerveja e whisky. Por outro lado, certamente nunca me diverti tanto à mesa. Durante esta corridinha não consegui resolver a equação que surgiu: viver cada dia como se fosse o último ou manter a moderação evitando situações como essa? Sei lá, amanhã resolvo.

Para o domingo, separei um bom passeio pós-chuva de final de tarde por 90 minutos. Excelente, vi que a base anda tão boa quanto antes e consegui até mesmo forçar um pouquinho. Corri só com relógio, o GPS para corridas é definitivamente parte do passado. Sei lá meu "pace". Curti muito a cidade, num deserto domingo de carnaval, percorrendo ruas que jamais havia colocado os pés mesmo tendo nascido e morado por tantos anos aqui em Curitiba.

Na segunda-feira de Carnaval, a programação indicava um pedalzinho família, com a esposa, cunhada e uma amiga delas. Sol, chuvas de verão e ritmo light por entre as bem conhecidas estradas rurais de Colombo e Campina Grande do Sul. Umas duas horinhas bem leve.

Para terça-feira, a ideia era fazer o bicho pegar. E ele pegou com força. Pedal para cabrones na região da Serra de São Luiz do Purunã. Eu e a Ana Barbara seguimos de automóvel até o pedágio do alto da Serra e lá iniciamos o pedal pela BR até o vilarejo de São Luiz. Já no asfalto a "cabrita" - animalesco apelido da minha MTB - já indicava que poderia pedir arrego. Identifiquei que havia um elo semi-aberto na corrente que o pangaré aqui havia mexido ao dar o upgrade na bike semanas atrás. A ferramenta que eu carregava comigo se mostrou pior que meus dotes mecânicos e decidi deixar para lá. Bastaria eu não forçar muito nas subidas, evitando cargas muito forte nos pedais. No problem, seguimos assim mesmo rumo à descida da Estrada da Faxina.

Lugar deslumbrante! Downhill de quase 8 quilômetros em uma estrada de terra bem fechadinha e passável somente para carros bem nutridos de motor e tração. Quase chegando no Cimentão de Itambé (estrada de concreto que passa pela região), tomamos uma quebrada que nos levaria de volta à São Luiz por outro caminho, com uma subida mais curta porém muito mais íngreme. Neste ponto, no cruzo do Rio Açungui, estávamos a aproximadamente 779 metros de altitude e estávamos prestes a subir até 1.143 menos de 5 tortuosos quilômetros. 

Claro que na primeira subida mais forte, com alguns cães quase abocanhando meu calcanhar, a corrente abriu as pernas de vez. Tentei novamente um conserto com a ferramenta que eu dispunha, um daqueles canivetes minitools miseráveis com chaves de corrente que não funcionam quando você precisa. O mais curioso foi que quando parei de pedalar porque a corrente havia quebrado os cães desapareceram, correndo de volta para casa, como que satisfeitos com a travessura bem sucedida e que obrigaria o ciclista a empurrar a bike de volta até o carro. Estávamos com 23 km de pedal e faltava uns vinte e tantos para fazer.

A ideia inicial era subir por uma estrada que nos deixaria próximos do Rancho Ventania, que visitamos certa vez. Porém com este contratempo, seria necessário um plano B. Quando havia marcado o trajeto para colocar no GPS na noite anterior eu havia observado uma rota alternativa, mais curta e direta rumo à São Luiz e seria hora de nos valermos dela. Um morador da região que transitava em sua motocicleta nos confirmou que deveríamos mesmo quebrar à esquerda para encurtar o retorno à vila. Entramos então na Estrada do Serro que, essa sim, subia de verdade mesmo! 

E da-lhe empurrar a bike. No fim das contas me diverti horrores com a situação, chegando inclusive a ensaiar uns trotes quando a inclinação da piramba permitia. A Barbara vinha no passo dela, ora pedalando, ora empurrando já que a subida era forte de verdade. Veio uma pancada de chuva para refrescar e começamos a vislumbrar o primeiro planalto paranaense já bem abaixo de nós. No final da subida da serra pude embalar um pouco nas descidas e correr um pouco com a bike. De sapatilha não foi nada fácil. Solado super rígido e desconfortável para este tipo de atividade. Mas era o que tinha... Uns poucos quilômetros adiante avistamos uma placa que indicava um mirante. Passamos por baixo de uma cerca com as bikes e seguimos rumo a uma das mais belas vistas de toda a região. Toda a Escarpa Devoniana à nossa frente, o Cânion da Faxina, os campos à distância, cachoeiras recém surgidas devido ao aguaceiro... belíssimas imagens! Nessas horas realmente não há espaço para o cansaço. 

Voltamos ao empurra bike e embala bike nas descidas, novamente sobre uma chuva ainda mais forte até a chegada ao vilarejo de São Luiz do Purunã. Agora seriam mais apenas 5 quilômetros de asfalto, parte dele no embalo de uma descida na rodovia federal BR-277 a mais de 50 km/h. Sobrevivemos facilmente ao perrengue controlado, apesar do cansaço extra que acumulei devido à corrida não programada empurrando a bike. Assim, fica marcado o retorno à mais bela região que já pedalei no Paraná. Estas bandas oferecem incontáveis opção de pedais divertidos, seguros e desafiadores, bastando simples pesquisas em sites de trilheiros.

Carnaval, sempre dá pedal! Ah, a quarta-feira de cinzas foi de geral nas bikes.

Abaixo imagens. Nas corridas não uso mais GPS, mas nos pedais uso sempre, para compartilhar com o mundo. Afinal, graças a quem posta seus roteiros que posso me atirar nesses belos lugares. Tá aqui o track.

Beijos e abraços.


Pedal família com a cunha gêmea!

Começando o dia.

Descendo a Estrada da Faxina.


Parada para o xixi.

Toca lá pra cima. E empurrando.

Cobiçado e belo Segundo Planalto Paranaense.

Ma che bella ragazza!

Metade da subida, 1/5 do esforço.

Mamãe disse para lavar as mãos antes de comer damascos secos?  Not!

A Estrada do Serro faz a famosa Graciosa parecer uma via expressa para turistas apressados.


Panturrilhas felizes por quilômetros de subidas.

A chuva vindo pelo Cânion da Faxina.

Depois e antes da chuva.

"Tudo vai dar certo!"

Sorrindo vendo a chuva chegar. Camarote natural. Consegue ver a cachoeira à esquerda  desta bela mulher?

Vista que vale a vista!

Bike sem corrente só serve na descida. Valeu o treino!

fevereiro 04, 2013

Pré-Carnaval e Bicicletas

To numa vibe muito legal, um retorno do amor pela bicicleta. Bikes são paixões realmente infantis. Com certeza uma bicicleta de presente é algo que toda criança sonha vir com o Papai-Noel, por exemplo. Faz brilhar os olhos e quando finalmente aprendemos a nos equilibrar neste equipamento mágico e conseguimos dar a ela a direção que bem entendemos, um mundo se abre.

Aprendi a pedalar por volta dos cinco anos de idade, sem rodinhas. Era uma bike aro 20, ainda um pouco grande para a estatura mas foi com esta Monark Azul que conheci o prazer do vento na cara. Depois veio uma BMX, moda da época (início dos anos 80).

O Mountain Bike chegou ao brasil no final dquela década, começo dos 90. Minha família passava por grandes dificuldades financeiras e eu, quase adolescente, só podia sonhar com as "máquinas" que via nas revistas especializadas. Só fui ter minha primeira bike legal quando comecei a trabalhar aos 15 anos. Uma Caloi 12 usadinha, mas que me levava longe, em pedais de até 90 quilômetros de duração, rumo às praias do litoral paranaense. Não era uma MTB, era uma estradeira das mais gostosas de usar. Quadro em aço, 12 marchas e aros em alumínio - que novidade na época!

A Mountain Bike - MTB para os preguiçosos do teclado como eu - só veio aos 19 anos, sempre com o dinheiro que ganhava no trabalho. Nunca teve nada vindo do papai ou da mamãe, que não acreditavam muito na minha diversão sob duas rodas.

Até tentei competir, virar atleta, essas coisas. Cheguei a vencer uma etapa da Taça Paraná de Duathlon Terrestre na categoria 16-19 anos, em 1996. Como se podia ver, eu já gostava de correr na época, fazia 5 quilômetros em menos de 20 minutos, tinha jeito para a coisa.

Mas aí deixei a vida me levar e mantive-me apenas pedalando eventualmente. A paixão se reacendeu quando comecei a trabalhar na Jamur Bikes, em 2005. Permaneci nesta empresa por dois anos e meio, adquiri muito conhecimento técnico e um mundo de possibilidades. Com minha saída em 2007 eu já estava bastante envolvido pelas corridas em montanha, que tinha um cenário infinitamente menor que hoje. Quase não havia competições, nem muito conhecimento sobre o que era. Apresentei muita gente para este esporte, orgulho-me disso. A bike ficou um pouco de lado. Em 2010 retornei à Jamur Bikes, desta vez como Coordenador de e-Commerce, função que exerço até hoje junto com atendimento aos clientes da loja online. Sempre ligado nas novidades e com os sentidos aguçados.

Ter me casado em 2012 com a Ana Barbara que gostava mais de pedalar do que de correr, apesar de já ter completado duas maratonas, também teve a ver com minha reaproximação ao brinquedo de duas rodas.

E hoje, estou absolutamente encantado. Tenho a possibilidade de usar a bike como meio de transporte, não depender mais de transporte público (nem de carro, não tenho nem carteira de habilitação, nunca fez falta). Moro a pouca distância do meu trabalho, posso ir ao mercado fazer compras com a bike, ir ao banco, encontrar amigos, etc. Tudo de bike.

E agora, nos finais de semana, estou curtindo mesmo é ir para os matos do entorno da capital paranaense e pedalar, pedalar e pedalar.

E assim também promete ser o carnaval, acampando e pedalando, ainda não sei onde. Como companheira, a esposa, que compartilha da mesma paixão pelos pedais e a ilustre Cabrita, apelido da maquininha da foto abaixo, que consegui montar para me trazer esse sempre perseguido vento na cara.

Pedalando e girando, sempre!

Abraços.











Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...